‘Boa parte da teoria é feita por quem está fora da sala de aula’, diz educador americano

Quando foi lançado há cinco anos nos Estados Unidos, o livro do educador Doug Lemov foi recebido com um misto de entusiasmo e crítica. Diretor de uma rede de escolas privadas que atendem alunos pobres com recursos públicos, Lemov observou e filmou por cinco anos a atuação de bons professores em sala de aula. Desse trabalho surgiu “Teach Like a Champion”, traduzido no Brasil pela Fundação Lemann como “Aula Nota Dez”. Num mercado repleto de publicações sobre teorias pedagógicas, mas com quase nada sobre práticas de sala de aula, o livro virou rapidamente um best-seller.

Até hoje, no entanto, há quem o critique por dar ênfase demasiada à prática e desprezar teorias. Lemov responde afirmando que seu livro não tem a pretensão de ser o único a ser usado em escolas. O problema, afirma, é que boa parte das teorias pedagógicas é feita por profissionais que estão fora de sala de aula. Para ele, o professor não pode ser tratado só como alguém que executará a teoria de outros. Precisa ser respeitado também como alguém que tem soluções a dar para os problemas que ele mesmo vivencia na prática.
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EJA – Diagnóstico inicial

O ano letivo começará em breve e muitos professores assumirão turmas que não conhecem ainda. Com isso, existe o risco de partir de um ponto que os alunos já dominam e ser repetitivo ou, o que é pior, propor atividades que são muito difíceis para a turma. Vale lembrar que, na Educação de Jovens e Adultos, a proposta do ano anterior pode não funcionar bem neste ano, pois cada turma tem suas especificidades.

Quanto antes conhecer suas turmas, melhor para o trabalho docente. Daí a importância de desenvolver maneiras de descobrir, logo nos primeiros dias de aula, o que os estudantes sabem e o que precisam aprender.

Um professor polivalente, que acompanha a turma todos os dias, tem condições de fazer um diagnóstico mais extenso e determinar com mais precisão em que ponto estão os alunos e quais são os aspectos que merecerão mais atenção ao longo das aulas.

No Ensino Fundamental 2 e no Ensino Médio, por terem um tempo reduzido com os alunos, alguns educadores fazem provas de sondagem inicial. No entanto, esse nem sempre é o instrumento mais adequado, já que é muito pontual e focado em conceitos. O diagnóstico, além de levantar os saberes de cada um, deve ter a função de revelar quem são esses estudantes: como se comportam no ambiente coletivo, o que fazem quando há um problema que não conseguem resolver, se existe uma área que é especialmente problemática, entre outros fatores.

Para contornar o pouco tempo com a turma, uma saída é elaborar o diagnóstico de maneira coletiva, junto com os demais professores. Assim, enquanto um observa determinado aspecto, os colegas levantam outros, de forma que seja possível construir um panorama mais completo da classe nas reuniões pedagógicas.

O diagnóstico é um instrumento para definir um ponto de partida e facilitar o seu trabalho pedagógico. Caso seja bem elaborado, ele torna-se uma baliza com a qual você pode comparar o desempenho dos alunos ao final do semestre, identificando a evolução deles.

Algumas dicas que podem ajudá-lo na elaboração dessa ferramenta:

Enfoque procedimentos, para além dos conceitos – Os assuntos que você abordará mudarão ao longo do ano letivo, mas muitos procedimentos serão usados repetidamente – como os de leitura. Por essa razão, no início do trabalho, vale a pena usar uma atividade que exija leitura e escrita, que são essenciais para uma grande parte dos conhecimentos, e dar menos ênfase aos conceitos específicos da sua área.

Converse com outros colegas sobre a turma - Fazer um diagnóstico coletivo, com cada professor observando um aspecto da turma, permite conhecer os alunos de vários pontos de vista. Além disso, muitas informações preciosas podem ser obtidas com os colegas que já trabalharam com os mesmos alunos em momentos anteriores. Em ambos os casos, é fundamental reservar momentos das reuniões pedagógicas para essa troca de informações.

Procure conhecer o perfil da turma e de cada estudante – Um aspecto que é muito importante para o trabalho diz respeito à atitude individual e coletiva dos alunos nas aulas. A turma é participativa ou calada? Será que trabalhos em grupos funcionarão bem ou causarão mais conflitos que benefícios? Quem são os alunos de ritmo mais lento e que demandarão acompanhamento mais próximo? Quanto antes você puder responder essas perguntas, mais rápido conseguirá elaborar atividades que sejam efetivas para a turma.

E você, professor, realiza alguma atividade para conhecer suas novas turmas? Como faz para descobrir o que eles já sabem e como são como alunos? Compartilhe conosco! (Nova Escola)

Marighella, Boilesen e a educação em direitos humanos

Aproveitei os dias de folga de fim de ano e li a biografia de Carlos Marighella, editada pela Companhia das Letras. É um livro que se lê com prazer, pelo estilo do autor, o jornalista Mario Magalhães. A história não traz muita novidade, para quem conhece a literatura sobre o período autoritário e as tentativas de contestação feitas pelos grupos da esquerda armada. Em retrospecto, a guerrilha pode parecer um equívoco completo – a desproporção de forças e a falta de apoio social mais amplo são evidentes. Porém, houve uma dignidade inegável nesta contestação. Contrasta com ela, o horror que caracterizou a repressão, pelo uso de métodos degradantes de tortura e execução.

Por acaso, no dia que finalizei a leitura da biografia resolvi assistir à televisão. De madrugada, num canal dedicado a conteúdo brasileiro era transmitido o excelente documentário Cidadão Boilesen (2009), de Chaim Litewski. Espécie de oposto de Marighella, o empresário Henning Boilesen exemplifica um tipo pouco iluminado pela historiografia: os apoiadores civis do golpe. Mais que isso, em seu anticomunismo, ele era um entusiasta da repressão. O filme insinua uma natureza sádica que teve, nas circunstâncias da época, condições de plena expressão. Conforme os depoimentos, o empresário apreciava acompanhar o suplício dos presos políticos, tendo importado um mecanismo de tortura – a “pianola Boilesen” – por choques elétricos.

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Veja o que os países ricos estão fazendo para melhorar a educação

Um estudo inédito divulgado no último dia 19 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) analisa mais de 450 iniciativas implementadas por 34 países com o objetivo de aperfeiçoar seus sistemas educacionais.

A mudança mais popular no grupo, que reúne majoritariamente países ricos e não inclui o Brasil, diz respeito à preparação dos estudantes para o mercado de trabalho, voltado principalmente para o ensino profissional e técnico.

Este tipo de mudança tem forte impacto, segundo especialistas, na produtividade dos trabalhadores – o que colabora para fortalecer a economia dos países.
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Moradores de áreas rurais podem fazer a pré-matrícula no Pronatec Campo

A população da zona rural já pode fazer a pré-matrícula para os cursos ofertados pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) Campo. Aproximadamente 35 mil vagas estão abertas para 116 cursos em todo o país.

Os interessados devem procurar as delegacias do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), os sindicatos dos Trabalhadores Rurais, as secretarias de Agricultura ou órgão similar que presta assistência técnica e extensão rural para saber os cursos ofertados na região, verificar a disponibilidade de vaga e fazer a pré-matrícula. A confirmação da inscrição ocorrerá nas unidades de ensino, a partir de março.

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Professor sem graduação pode se inscrever em licenciaturas

Começa nesta terça-feira, 20, o período de pré-inscrição de professores da educação básica em cursos de licenciatura específicos para educadores das redes públicas que ainda não possuem graduação e para aqueles que precisam complementar a formação. São 47 mil vagas para primeira e segunda licenciaturas, ofertadas pelo Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) presencial, do Ministério da Educação.

A pré-inscrição deve ser feita até 13 de março na Plataforma Freire e as aulas iniciam no segundo semestre. Os cursos especiais para a formação de professores da educação básica são criados e ministrados por universidades públicas. A Universidade Federal da Bahia (UFBA), por exemplo, anunciou a oferta de 280 vagas para primeira licenciatura em matemática, história, ciências biológicas, geografia, letras vernáculas, química e pedagogia. Cada curso terá 40 vagas. Na UFBA, as aulas serão ministradas em módulos de uma semana por mês, em horário integral de segunda-feira a sábado.

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Calendário de Capacitação/Fevereiro

A programação completa de capacitação para o mês de fevereiro/2015 já está disponível. Você pode baixar o arquivo (PDF) na aba “Capacitação” do blog NotaMáxima ou no endereço http://www.notamaxima.net.br/site/capacitacao

Apenas 16 escolas têm todos os professores formados na área em que lecionam

Apenas 0,1% das escolas de ensino médio tem seu corpo docente inteiro formado por professores que atuam na área em que se graduaram, segundo reportagem da revista Exame. Esta porcentagem representa só 16 das mais de 14,7 mil escolas que participaram do Enem 2013. Em 99,9% das escolas, porém, há professores atuando fora da disciplina em que se especializaram, como um professor formado em física lecionando matemática, por exemplo. Só quatro destas 16 instituições são públicas e todas têm menos de 200 alunos.

Segundo um levantamento feito pelo movimento Todos Pela Educação, 52% dos professores não atuavam na área em que se formaram em 2013. Considerando só os anos finais do Ensino Fundamental, essa porcentagem sobe para 67,2%. O pior resultado é na disciplina de Artes, em que apenas 14,9% dos professores têm formação específica.

De acordo com a meta 15 do Plano Nacional de Educação (PNE), todos os professores da Educação Básica devem ter formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam. Além disto, o item prevê que, em até um ano de vigência do PNE, os governos garantam uma política nacional com esse objetivo. (Revista Educação)

Alunos da rede pública criam aplicativos de celular para combater bullying

“Nós não apoiamos a automedicação, mas achamos importante informar sintomas e tratamentos para o paciente poder questionar o médico”, explica Gabrielli Fonseca, 13 anos, integrante da equipe Democráticos, que criou o aplicativo Médico Virtual para o Projeto Ismart Online. Ela conta que o app já teve 257 downloads e traça planos para aperfeiçoar o produto. “Queremos melhorar o app, queremos que seja útil. A gente quer pensar em uma alguma parceria ou patrocínio para essa segunda versão para alcançar mais usuários”.

Gabrielli e integrantes de 26 grupos de alunos do 8º ano do Ensino Fundamental de escolas públicas de São Paulo e São José dos Campos apresentaram aplicativos criados por eles a uma banca na final do projeto, realizada no último sábado (6), na sede do Google, em São Paulo.

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MEC quer mais poder para diretor de escola

Há duas semanas no cargo, o ministro da Educação, Cid Gomes, estuda a criação do programa chamado por ele de Diretor Principal, para estimular o trabalho dos dirigentes das escolas do País. Segundo o ministro, que falou ao jornal na quarta-feira, 14, antes de embarcar para o Ceará, onde deve tratar de problemas pessoais, o novo projeto deverá ser apresentado à presidente Dilma Rousseff nos próximos dias para ser implementado em curto prazo.

“O ideal é que tivesse todos os professores com mesmo padrão de conhecimento e salarial. Tenho estudado alguns projetos que estabelecem que a sala de aula tenha no máximo 40 alunos para um professor. E com um diretor de escola coordenando 20 professores. Acho que dá para fazer isso no curto prazo. O programa pode ser chamado de Diretor Principal”, afirmou o ministro, que comandou o Estado do Ceará nos últimos oito anos antes de ingressar na equipe do governo petista. “Sou executivo. O ministério não é para ficar pensando, mas para agir.” (UOL Educação)

MEC endurece regras para obtenção de benefícios do Prouni e Fies

O Ministério da Educação endureceu as regras para quem utiliza o Fies e Prouni simultaneamente em instituições particulares de ensino superior. A partir de agora, o estudante só poderá se valer de bolsa parcial do Prouni com complemento dos financiamentos do Fies no mesmo curso de graduação e na mesma faculdade.

A medida consta no Diário Oficial da União de segunda-feira (29). Veja aqui a portaria.

De acordo com a norma, ficará proibido o uso simultâneo nos seguintes casos: ocupação de bolsa integral do Prouni e de utilização de financiamento do Fies; ocupação de bolsa parcial do Prouni e de utilização de financiamento do Fies para curso ou instituição distintos; ou ocupação de bolsa parcial do Prouni e de utilização de financiamento do Fies para mesmo curso e mesma instituição, se a soma do percentual da bolsa e do financiamento resultar em valor superior ao encargo educacional com desconto.

A única situação permitida será o uso de bolsa parcial do Prouni e financiamento do Fies no mesmo curso e na mesma instituição.

A fim de se regularizar, o estudante que não se enquadrar nas normas poderá optar pelo Fies em detrimento do Prouni ou vice-versa. Além disso, será permitido que o aluno transfira o financiamento do Fies para o mesmo curso onde tem a bolsa parcial do Prouni e vice-versa.

O MEC também endureceu regras para o financiamento do Fies. Para obter o benefício, o estudante agora precisa ter obtido no mínimo 450 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não ter zerado a prova de redação. (O Globo)

Do “uso seguro” ao “uso crítico” da internet

No dia 10 de novembro foram lançadas, em São Paulo, as publicações, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), a TIC Educação 2013 e TIC Kids Online Brasil 2013, num evento realizado no auditório do Centro Brasileiro Britânico. Na ocasião, houve um debate com especialistas contando com, entre outros, Guiherme Canela, do Escritório Regional de Ciência da Unesco para América Latina e Caribe, Maria Luiza Belloni, professora da Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc), e Venâncio Massingue, do Instituto de Investigação em Ciência, Inovação e TIC, em Moçambique. O tema foi “O papel dos educadores na formação de crianças e adolescentes para o uso crítico das TIC”. É possível ver o vídeo da discussão e as publicações do CETIC.br estão disponível na página da internet da instituição.
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Internet e TV levam escola a 38 mil alunos no Amazonas

A falta de infraestrutura aliada a peculiaridades geográficas tem motivado a implantação de inovações tecnológicas na educação do Amazonas, nos últimos sete anos. No Estado mais extenso do país, com os dois maiores arquipélagos fluviais do mundo em quantidade de ilhas (Mariuá e Anavilhanas) e com 25% da população morando em comunidades isoladas, o acesso ao ensino médio é prejudicado pela falta de transporte e pelo fornecimento irregular de energia elétrica. Além disso, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) estima que ainda faltam 8 mil professores para suprir plenamente a rede de ensino convencional.

Para lidar com essa realidade, o Centro de Mídias de Educação do Amazonas surgiu com a proposta de levar escola aos alunos através de satélites e videoaulas. Atualmente, o projeto, que já ganhou 12 prêmios nacionais e internacionais, mobiliza 3 mil professores para atender pouco mais de 38 mil alunos por ano, divididos e 2.280 turmas, em todos os 62 municípios do Estado.

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Ensino médio deve ser prioritário, diz Cid após ser nomeado ministro

O Ensino Médio deve ser prioridade de Cid Gomes como ministro da Educação, segundo afirmou o governador do Ceará em entrevista em dezembro, na Assembleia Legislativa do Ceará. “O Ensino Médio está evoluindo mais devagar, portanto vai demandar mais ações. Mais de 40% dos jovens não concluíram o Ensino Médio até os 19 anos, então há um problema de acesso e um problema de qualidade. Deve ser uma prioridade, nos centros urbanos, evitar a evasão e interiorizar a educação”, disse.
Ele afirmou também que o Brasil deve receber mais escolas profissionalizantes, experiência bem sucedida no Ceará durante seu governo, segundo sua avaliação. “Os países desenvolvidos têm, para cada profissional superior, cinco com nível técnico. O Brasil ainda tem poucas pessoas com nível superior, e a relação com ensino técnico é de um para meio, então a gente tem um grande desafio no ensino técnico”, afirmou.

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Inscrições para o Prouni começam dia 26 de janeiro

O Prouni (Programa Universidade para Todos) abre no dia 26 de janeiro as inscrições para bolsas em cursos de graduação de universidades privadas de todo o país. Os candidatos devem se inscrever exclusivamente pela internet até 23h59 do dia 29 de janeiro (horário oficial de Brasília).

Entre os principais requisitos para participar do processo estão:

  • Não possuir diploma de curso superior
  • Ter participado da edição 2014 do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio)
  • Ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em instituição privada como bolsista integral
  • Ter renda familiar mensal de até três salários mínimos

Os resultados da primeira chamada serão divulgados na página do Prouni no dia 2 de fevereiro. A segunda chamada será em 19 de fevereiro.

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Inscrições para o Sisu 2015 começam no dia 19 de janeiro

As inscrições para a primeira edição de 2015 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) estarão abertas entre os dias 19 de janeiro até as 23h59 do dia 22 de janeiro, exclusivamente pelo site www.sisu.mec.gov.br. O edital foi publicado nesta segunda-feira (5) no Diário Oficial da União.

O Sisu seleciona alunos para vagas em instituições públicas de ensino superior a partir da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para participar desta edição, o candidato tem de ter feito a edição 2014 do exame e não ter zerado na redação. O estudante poderá se inscrever em até duas opções de vaga.

O resultado da primeira chamada regular será divulgado no dia 26 de janeiro. (G1)

Piso salarial dos professores aumenta 13%

O Ministério da Educação (MEC) divulgou na noite desta terça-feira o novo piso salarial dos professores. O valor é de 1.917,78 reais e representa um aumento de 13,01% em relação ao piso anterior (1.697,39 reais). O salário inicial para os docentes da rede pública de ensino leva em conta a jornada de 40 horas de trabalho semanais.

Em nota, o MEC informa que o aumento será dado de acordo com a Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008.

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50 ideias para começar o ano

Para ser um professor eficiente, não basta ter boa vontade. É preciso estudar muito e sempre, dedicar-se, planejar e pensar em diferentes estratégias e materiais para utilizar nas aulas. Para levar todos – sim, todos! – a aprender, é essencial ainda considerar as necessidades de cada um e avaliar constantemente os resultados alcançados. Apesar de complexo, esse não é um trabalho solitário: com os colegas da equipe docente, você deve formar um verdadeiro time, apoiado pelo diretor e pelo coordenador pedagógico da escola. Seu desempenho, no entanto, só será realmente bom se você conhecer o que pensam os alunos e considerar que as famílias são parceiras no processo de ensino.

Com o objetivo de ajudar na reflexão sobre todas essas questões que fazem parte do trabalho e pensar em como aprimorá-lo, NOVA ESCOLA listou 50 ações pedagógicas, divididas em oito categorias. Elas foram elaboradas por Alda Luiza Carlini, da Universidade Aberta do Brasil (UAB) e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Christina D’Albertas, da Escola Vera Cruz, em São Paulo, Cleusa Capelossi, da Escola da Vila, também da capital paulista, e outros oito especialistas, que são citados na reportagem.
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Planejamento: dúvidas na volta à ativa após as férias

Depois de um bom tempo sem pensar nas questões relacionadas ao dia a dia da escola, a aproximação do retorno às aulas exige que o professor comece a se preparar. A rotina é parecida com a de anos anteriores: comparecer aos encontros pedagógicos, tomar conhecimento das suas turmas e, em seguida, planejar o ano letivo.

Esse processo todo pode parecer simples, mas não é. Antes que o ano se inicie, o docente deve investigar os conteúdos mais relevantes da série em que trabalhará, as necessidades de aprendizagem da turma e os desafios típicos da faixa etária de seus alunos. Nessa tarefa, vale recorrer à equipe da própria escola – gestores e colegas professores – e a outros materiais, como projetos e atividades do acervo da escola.

Ainda assim, é normal surgirem dúvidas e problemas durante o planejamento e nas primeiras semanas de aula. Abaixo, respondemos a cinco delas.

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Proposta pedagógica e planejamento: as bases do sucesso escolar

O que faz uma escola ser bem-sucedida? Como uma escola estadual do interior de Santa Catarina conseguiu dobrar de um ano para o outro a jornada de todos os alunos de2ª, 3ª e 4ª sériescom sucesso? Qual a receita de uma escola particular criada há 40 anos na capital de São Paulo para permanecer atual a ponto de ser considerada um centro de referência? Embora atuando em regiões diferentes e seguindo modelos educacionais distintos, ambas atribuem os bons resultados à mesma razão: a proposta pedagógica, construída coletivamente e concretizada num bom planejamento. A proposta pedagógica é a identidade da escola: estabelece as diretrizes básicas e a linha de ensino e de atuação na comunidade. Ela formaliza um compromisso assumido por professores, funcionários, representantes de pais e alunos e líderes comunitários em torno do mesmo projeto educacional. O planejamento é o plano de ação que, em um determinado período, vai levar a escola a atingir suas metas. Do planejamento, depois, sairão os planos de aula, adaptados ao cotidiano em classe.
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