Filmes para crianças pequenas

Hoje, crianças nascidas nas cidades têm contato com as telas desde bem pequenas, seja nos computadores pessoais, telefones móveis ou tablets. Televisores estão ligados permanentemente em casas, restaurantes, consultórios médicos, nos metrôs, ônibus e táxis. A cultura audiovisual é forte em nossa sociedade e a criança, antes de saber falar, dá conta de acompanhar jogos eletrônicos e narrativas de filmes. Ao chegar à escola, ela já traz um repertório audiovisual significativo.

Esse excesso de telas é um fenômeno relativamente novo e não estão concluídos estudos sobre seus efeitos. Em relação ao desenvolvimento cognitivo das crianças, há quem defenda um precoce contato com games e há quem enxergue nisso um problema gravíssimo para o seu desenvolvimento. Pesquisas feitas sobre TV e criança têm por foco os aspectos psicológicos e se baseiam em levantamentos quantitativos, medindo o tempo de exposição e o tipo de programa a que assistem. Preocupam-se com o impacto que o conteúdo de alguns programas têm sobre as crianças. Poucas são as investigações de caráter qualitativo, que consideram elementos como o ambiente e o contexto em que as crianças recebem os programas: com quem assistem, com quem trocam ideias sobre os programas, enfim, como essa experiência se desdobra em outras.
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Investir no ensino mais cedo tem custo menor, aponta levantamento

Investir na correção de desigualdades durante o desenvolvimento infantil é mais eficaz e mais barato do que em outras etapas da vida. Se governos e famílias tentarem reverter déficits de aprendizado apenas a partir do ensino fundamental, terão de aplicar o dobro do dinheiro que gastariam na primeira infância, época de desenvolvimento do 0 aos 6 anos de idade.

Como cada conteúdo aprendido em um período da vida serve para o aprendizado na etapa seguinte, os déficits ou desigualdades têm de ser corrigidos o mais cedo possível, para que não se acumulem.
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Estudantes aprenderão teoria e prática de finanças nas escolas

O Comitê Nacional de Educação Financeira (CONEF) promove, de 9 a 15 de março, em todo o país, a 2ª Semana Nacional de Educação Financeira (Enef), com a finalidade de desenvolver o assunto em sala de aula. A proposta do Conef é incentivar a participação das escolas, consideradas o espaço ideal para promover a educação financeira, aplicada como tema transversal e em diálogo com as diversas disciplinas do sistema de educação do ensino médio e fundamental.

A intenção é promover um ambiente em que estudantes adquiram não somente conhecimentos curriculares, mas também que lhes proporcionem capacidade de administrar sua vida em sociedade; que possam aprender a fazer escolhas e sonhar, além de descobrir formas de realização.
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Professor cria aula estilo stand-up e vira fenômeno nas redes sociais

Alguém aí está a fim de assistir a uma aula de biologia? O assunto pode parecer chato pra muita gente, mas 223 mil pessoas no Twitter, 346 mil no YouTube e 1,9 milhão no Facebook acham que não.

Esses são os seguidores do professor Paulo Jubilut, que se tornou um fenômeno nas redes sociais quando decidiu levar para a web o que só fazia entre quatro paredes: dar aulas de biologia.

Abandonar a tradicional sala de aula não foi exatamente uma escolha de Jubilut. Biólogo formado pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), com mestrado em Ciência e Tecnologia Ambiental pela Universidade do Vale do Itajaí, ele trabalhou por quase dez anos em colégios e cursinhos do Paraná e de Santa Catarina. Mas acabou sendo “empurrado” para a web, no final de 2012, após perder o emprego.

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Cidades-personagens: como são mostradas?

Imaginemos a seguinte situação: um amigo estrangeiro vem passar uns dias com você, para conhecer sua cidade. Você escolhe os lugares que ele poderá gostar. Se a sua cidade é pequena será possível mostrar a cidade toda. Se for uma metrópole, você vai ter que fazer uma escolha a partir do seu gosto pessoal e dos interesses do seu amigo. Provavelmente, você vai querer levá-lo a lugares que considera agradáveis, bonitos, arborizados, pontos turísticos e representativos da cultura local. E seu amigo ficará com a impressão da cidade a partir desses lugares. Se você só mostrar a ele os bairros nobres e as belas construções, ele poderá ficar com a impressão de que não há pobreza na cidade. Portanto, tudo depende do recorte, das escolhas que fizermos.

Também é assim no cinema. Podemos conhecer o mundo pelo cinema, mas é sempre bom lembrar que os recortes (enquadramentos, escolha de locações) são escolhas do cineasta. Ele é o guia turístico da sua viagem cinematográfica. Há filmes que propositadamente se passam em locais indefinidos e, também, em tempos indefinidos, o que nos levará a pensar sobre as relações humanas como um todo. Outros filmes tratam marcadamente da cultura local, portanto, o cenário é importantíssimo para localizar o espectador. Muitas vezes, o filme tem início com um grande plano geral da cidade, anunciando ao espectador a moldura da história.
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Calendário de Capacitação/Março

A programação completa de capacitação para o mês de março/2015 já está disponível. Você pode baixar o arquivo (PDF) na aba “Capacitação” do blog NotaMáxima ou no endereço http://www.notamaxima.net.br/site/capacitacao

Por que a tecnologia não mudou a educação: porque o sistema é o mesmo

A educação não vai bem — isso todo mundo sabe por estatística ou por experiência própria. O que intriga muita gente é por que a situação não melhora com toda a tecnologia disponível.

Para o trio da Santo Caos, uma “consultoria de engajamento” de São Paulo, a resposta é que o modelo educacional é o mesmo. O aparato tecnológico é usado apenas como outra modalidade de material, sem alterar a maneira como o conteúdo é ensinado ou modificar a administração das verbas e do tempo.
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Ainda faz sentido exigir que crianças saibam a tabuada de cor?

Antigamente, saber a tabuada de cor e poder fazer algumas contas de cabeça era uma necessidade cotidiana. Na padaria, no açougue, na mercearia – quem não soubesse contar seus miúdos corria o risco de sair com o troco errado. Hoje, na era das calculadoras e dos smartphones, será que habilidades como essas se tornam obsoletas? E que outras aptidões são necessárias para que as crianças de hoje vivam bem no século 21?

As calculadoras começaram a aparecer nas salas de aula do ocidente na década de 1970. Elas já existiam antes, mas à medida que seu preço e tamanho diminuíam, os modelos foram se multiplicando. Junto com a tecnologia, vieram os questionamentos.
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Tendências na educação em 2015

É cada vez mais comum encontrar plataformas tecnológicas – e atrativas – para promover aprendizado, jogos que imediatamente elaboram rankings da classe ou ferramentas que geram relatórios com desempenho de alunos. Mas professores ainda sentem falta de um norte que apoie e fomente estratégias para impulsionar o desempenho de alunos. Especialistas ouvidos pelo Porvir consideram que 2015 pode começar a mudar esse quadro e veem como tendências que estarão no centro do debate educacional a adoção de plataformas de gestão de dados, o aprendizado baseado em competências e as novas formas de avaliar e de certificar conhecimentos. É por meio deste pacote inovador, segundo eles, que se conseguirá fomentar o empreendedorismo, a consciência e competências para resolver problemas urgentes relacionados à sustentabilidade e desenvolver as habilidades do século 21.

Tudo começa com o enfrentamento de dois grandes desafios: a garantia de conectividade plena, que permitirá acesso a recursos multimídia de maneira eficiente, e uma formação de professores que os prepare para inovar e lidar com ferramentas digitais.

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Tecnologia vai revolucionar as avaliações, diz estudo

As demandas vitais do século 21 vão muito além do que conseguem medir as avaliações padronizadas. Especialistas buscam superar a aferição de habilidades técnicas e conhecimento para abrir espaço a uma série de outras características, como mostrou o especial sobre competências socioemocionais lançado pelo Porvir.

Um recente estudo publicado pelo grupo editorial britânico Pearson chamado “Preparing for a renaissance in assessment” (“Preparação para um renascimento em avaliações”), direcionado a líderes educacionais, vai ao encontro do material publicado recentemente por este site e vê dois fatores como primordiais para induzir novos processos de avaliação: o primeiro é resultado da força da globalização e das tecnologias digitais, enquanto o último é inerente à percepção de que o paradigma atual já não funciona como deveria, pois até mesmo os melhores sistemas atingiram um limite de crescimento.
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Seu filho não quer ir para a escola? Saiba como resolver esse problema

Enquanto alguns alunos contam os dias para voltar à sala de aula, outros tornam a despedida um momento dramático para os pais. Mas calma. Especialistas ouvidas pelo UOL dizem que essa pode ser só uma fase e indicam que uma boa conversa é o primeiro passo para evitar o choro na porta da escola.

Segundo Teresa Bonilha, orientadora educacional do Colégio Visconde de Porto Seguro, conversar com a criança é a chave para entender se o problema é a escola ou a volta à rotina. “Se o problema for com a rotina, é preciso refletir sobre como ela está composta e se é possível mudar alguma coisa. Ou ainda se a flexibilização no período de férias não foi muito grande”, afirma.
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Ministério quer ouvir sugestões para programa de valorização de diretores de escolas públicas

O Ministério da Educação publicou na última quarta-feira, 4, consulta pública para receber sugestões que ajudarão na criação de um programa de valorização de diretores de escolas públicas de ensino básico municipais, estaduais e federais de todo país. O objetivo é que alunos, pais, professores, gestores, comunidade escolar, academia, estudiosos e sociedade em geral apresentem suas experiências sobre o trabalho de diretores escolares e façam propostas, sugestões e comentários.

Os interessados em contribuir terão até 2 de março para preencher um questionário. O internauta deverá responder a duas perguntas. 1) Como você avalia a importância de um diretor de escola de educação básica? 2) Como você entende que pode ser valorizado o papel do diretor de escola de educação básica?

O ministro da Educação, Cid Gomes, acredita que o primeiro passo para a valorização do diretor de escola é ouvir as pessoas. “É importante que a gente envolva toda a comunidade escolar, para que todos possam dar suas opiniões, expor suas questões, compartilhar conosco suas experiências e seu conhecimento”, explica.

Segundo ele, para participar, basta ter interesse no debate. “Todas as pessoas que tenham algum sentimento de compromisso com a educação, com a melhoria da educação no nosso país, com a valorização da escola, com a compreensão da importância do papel de um executivo, que é o diretor da escola, podem contribuir”, afirma o ministro. (MEC)

Responda à consulta pública

Aluno de 14 anos consegue na Justiça direito de fazer curso de medicina

O juiz titular da 1ª Vara Cível da Comarca de Itabaiana (SE), Alberto Romeu Gouveia Leite, concedeu nesta quarta-feira (28), em caráter liminar, o direito de José Victor Menezes Teles, 14, de fazer o teste de certificação de conclusão do ensino médio pela Secretaria de Estado da Educação (SEED) de Sergipe.

O menino fez a prova, obteve os pontos necessários e, agora, tem o ensino médio completo.
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Jovem de 24 anos criou site que atende a milhões de pessoas; seria essa a resposta para a ‘falta de habilidades’ de profissionais?

Zach Sims tem apenas 24 anos. Abandonou uma das mais prestigiadas universidades do mundo antes de se formar. Hoje, é conhecido como o professor de 26 milhões de estudantes.

O americano dirige o site Codecademy, lançado há três anos, que permite a usuários aprender seis linguagens de programação através de uma interface simples e gratuita.

Mas o que levou o jovem de Nova York a abandonar a Columbia, uma das maiores universidades do mundo? Um fenômeno no mercado de trabalho conhecido como “déficit de habilidades” – ou “skills gap”, no chavão em inglês.
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Quer um ano sossegado na escola? Professores contam como

Aproveite o começo do ano para implantar uma nova rotina de estudos. Planeje, revise, treine. Parece papo de professor? É mesmo. São conselhos de profissionais que, ano após ano, veem seus alunos ficarem desesperados com os períodos de prova.

Para começar, é preciso acabar com a mania de deixar tudo para a última hora. Essa é a opinião de Marco Antônio Barbosa, coordenador pedagógico do Colégio Magnum, de Belo Horizonte. “O jovem, normalmente, tende a resolver só quando aperta. A orientação tem que ser exatamente para romper esse ciclo”, afirma.
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Aluno em escola nova? Quanto mais informação, melhor para a criança

O começo do ano letivo gera ansiedade para todo mundo, mas a sensação é ainda mais aguda para os estudantes matriculados em uma nova escola.

De acordo com os especialistas ouvidos pelo UOL, quanto mais informação mais calmo o aluno vai ficar. Para isso, vale visitar a escola antes do início das aulas, conversar com quem já conhece o colégio e tentar explicar ao máximo sobre a decisão.

“É importante que a criança saiba tudo relacionado a ela e a sua nova escola, até mesmo para evitar ansiedades e sentimentos irreais no momento de espera”, afirma Cláudia Fernanda Venelli Razuk, coordenadora do Colégio Itatiaia.
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Criança deve retomar rotina uma semana antes das aulas, dizem especialistas

As férias foram maravilhosas, mas as tardes de brincadeira e horários flexíveis estão com os dias contados. Isso porque os pais devem preparar os filhos para o retorno à escola de forma gradual e com certa antecedência.

Segundo especialistas, nesse período é importante restabelecer a rotina para que a criança comece o ano adaptada aos horários das atividades escolares.

Uma semana antes, é recomendável reduzir o tempo da criança na internet ou na frente da TV e começar, de maneira gradual, a colocar o filho para dormir mais cedo.
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Aulas de esporte melhoram rendimento escolar, aponta pesquisa da USP

O investimento em programas públicos de iniciação esportiva pode influenciar nos resultados em sala de aula. Alunos que participam desses programas obtiveram melhor rendimento escolar. É o que mostra pesquisa de mestrado, que avaliou a relação dos gastos envolvidos nesse tipo de ação e seus resultados, apresentada no Programa de Pós-graduação Interunidades em Nutrição Humana Aplicada da USP.

O estudo mostra a razão custo-efetividade da inserção esportiva, ou seja, quanto foi necessário gastar com recreação esportiva com cada criança para o aumento das notas. Em média, cada ponto de melhora no rendimento escolar nas notas de português foi associado a um custo de R$ 133,05 por criança por trimestre ou nas notas de matemática o valor de R$ 134,07.
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‘Boa parte da teoria é feita por quem está fora da sala de aula’, diz educador americano

Quando foi lançado há cinco anos nos Estados Unidos, o livro do educador Doug Lemov foi recebido com um misto de entusiasmo e crítica. Diretor de uma rede de escolas privadas que atendem alunos pobres com recursos públicos, Lemov observou e filmou por cinco anos a atuação de bons professores em sala de aula. Desse trabalho surgiu “Teach Like a Champion”, traduzido no Brasil pela Fundação Lemann como “Aula Nota Dez”. Num mercado repleto de publicações sobre teorias pedagógicas, mas com quase nada sobre práticas de sala de aula, o livro virou rapidamente um best-seller.

Até hoje, no entanto, há quem o critique por dar ênfase demasiada à prática e desprezar teorias. Lemov responde afirmando que seu livro não tem a pretensão de ser o único a ser usado em escolas. O problema, afirma, é que boa parte das teorias pedagógicas é feita por profissionais que estão fora de sala de aula. Para ele, o professor não pode ser tratado só como alguém que executará a teoria de outros. Precisa ser respeitado também como alguém que tem soluções a dar para os problemas que ele mesmo vivencia na prática.
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EJA – Diagnóstico inicial

O ano letivo começará em breve e muitos professores assumirão turmas que não conhecem ainda. Com isso, existe o risco de partir de um ponto que os alunos já dominam e ser repetitivo ou, o que é pior, propor atividades que são muito difíceis para a turma. Vale lembrar que, na Educação de Jovens e Adultos, a proposta do ano anterior pode não funcionar bem neste ano, pois cada turma tem suas especificidades.

Quanto antes conhecer suas turmas, melhor para o trabalho docente. Daí a importância de desenvolver maneiras de descobrir, logo nos primeiros dias de aula, o que os estudantes sabem e o que precisam aprender.

Um professor polivalente, que acompanha a turma todos os dias, tem condições de fazer um diagnóstico mais extenso e determinar com mais precisão em que ponto estão os alunos e quais são os aspectos que merecerão mais atenção ao longo das aulas.

No Ensino Fundamental 2 e no Ensino Médio, por terem um tempo reduzido com os alunos, alguns educadores fazem provas de sondagem inicial. No entanto, esse nem sempre é o instrumento mais adequado, já que é muito pontual e focado em conceitos. O diagnóstico, além de levantar os saberes de cada um, deve ter a função de revelar quem são esses estudantes: como se comportam no ambiente coletivo, o que fazem quando há um problema que não conseguem resolver, se existe uma área que é especialmente problemática, entre outros fatores.

Para contornar o pouco tempo com a turma, uma saída é elaborar o diagnóstico de maneira coletiva, junto com os demais professores. Assim, enquanto um observa determinado aspecto, os colegas levantam outros, de forma que seja possível construir um panorama mais completo da classe nas reuniões pedagógicas.

O diagnóstico é um instrumento para definir um ponto de partida e facilitar o seu trabalho pedagógico. Caso seja bem elaborado, ele torna-se uma baliza com a qual você pode comparar o desempenho dos alunos ao final do semestre, identificando a evolução deles.

Algumas dicas que podem ajudá-lo na elaboração dessa ferramenta:

Enfoque procedimentos, para além dos conceitos – Os assuntos que você abordará mudarão ao longo do ano letivo, mas muitos procedimentos serão usados repetidamente – como os de leitura. Por essa razão, no início do trabalho, vale a pena usar uma atividade que exija leitura e escrita, que são essenciais para uma grande parte dos conhecimentos, e dar menos ênfase aos conceitos específicos da sua área.

Converse com outros colegas sobre a turma - Fazer um diagnóstico coletivo, com cada professor observando um aspecto da turma, permite conhecer os alunos de vários pontos de vista. Além disso, muitas informações preciosas podem ser obtidas com os colegas que já trabalharam com os mesmos alunos em momentos anteriores. Em ambos os casos, é fundamental reservar momentos das reuniões pedagógicas para essa troca de informações.

Procure conhecer o perfil da turma e de cada estudante – Um aspecto que é muito importante para o trabalho diz respeito à atitude individual e coletiva dos alunos nas aulas. A turma é participativa ou calada? Será que trabalhos em grupos funcionarão bem ou causarão mais conflitos que benefícios? Quem são os alunos de ritmo mais lento e que demandarão acompanhamento mais próximo? Quanto antes você puder responder essas perguntas, mais rápido conseguirá elaborar atividades que sejam efetivas para a turma.

E você, professor, realiza alguma atividade para conhecer suas novas turmas? Como faz para descobrir o que eles já sabem e como são como alunos? Compartilhe conosco! (Nova Escola)