Portaria publicada nesta quarta-feira (15/2) no Diário Oficial da União revoga oficialmente o Enem de abril de 2012. A edição, originalmente prevista em decisão de maio de 2011, foi cancelada no mês passado, nos últimos dias da gestão Fernando Haddad. O então ministro antecipou a possibilidade em 10 de janeiro, quando disse que a aplicação da prova ainda estava em discussão. No dia 19, ele repetiu a afirmação, e cancelou a prova no dia seguinte. O primeiro de Enem de 2012 estava marcado para os dias 28 e 29 de abril. Com a revogação, o ano terá apenas um Enem, nos dias 3 e 4 de novembro. Desde que o MEC deu início ao projeto de substituir o Enem pelos vestibulares tradicionais das instituições públicas, em 2009, a intenção era que o exame fosse aplicado uma vez por semestre. O projeto foi adiado em 2010 e 2011. Esta foi a terceira vez. (O Estado de São Paulo)
A Câmara analisa o Projeto de Lei 2995/11, do deputado licenciado Aguinaldo Ribeiro, que obriga as instituições de ensino superior públicas ou privadas a fornecer ao aluno uma declaração provisória gratuita imediatamente após a conclusão do curso universitário. Essa declaração teria validade até a emissão do diploma definitivo e poderia ser utilizada para comprovação de escolaridade em concursos e empresas. O deputado lembra que a emissão do diploma definitivo, em geral, leva meses, prejudicando o ingresso de recém-formados no mercado de trabalho. “É absolutamente necessário que os interessados, após o término dos cursos, recebam documentos provisórios que os habilitem a exercer sua profissão ou a comprovar a conclusão dos estudos junto a órgãos, entidades e instituições que assim o exijam”, afirma. A instituição que descumprir a norma, de acordo com a proposta, estará sujeita a multa e, em caso de reincidência, detenção do responsável por três meses ou prestação de serviços. Hoje, a legislação não estabelece prazo para entrega do diploma por instituições de ensino superior. Segundo informações do Ministério da Educação, nesses casos, são aplicadas as punições previstas no Código Civil, e a instituição pode entrar em situação de descumprimento culposo mediante interpelação formal do interessado. Tramitação – O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; e Constituição e Justiça e de Cidadania. (Agência Câmara)
Um projeto de lei apresentado na Câmara pelo deputado Mendonça Filho autoriza o contribuinte pessoa física a deduzir da base de cálculo do Imposto de Renda o valor gasto com a compra de material escolar para uso próprio ou de dependentes. De acordo com o projeto, poderá ser deduzido com material escolar até 25% do limite anual de dedução das despesas com educação. No ano-calendário de 2012, esse percentual corresponderia a R$ 772,84, já que o limite anual de dedução para despesas com educação é de R$ 3.091,35. Segundo a proposta, o Poder Executivo editará regulamento para definir as condições para a dedução, como o tipo e a quantidade por item de material escolar. O texto tramita em conjunto com o projeto de lei 6552/06, que tem caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. (Agência Câmara)
Fazer um curso profissionalizante antes ou depois das aulas, estudar em uma escola que proporcione estágio em empresas, sentar em cadeiras mais confortáveis e que os professores expliquem melhor as matérias. Essas são algumas das principais expectativas dos alunos de ensino médio da rede estadual, segundo uma pesquisa feita com quatro mil estudantes, pelo Instituto Mapear, para a Secretaria estadual de Educação. O estudo mostrou ainda que, apesar das conhecidas mazelas do ensino público, os estudantes estão sonhando mais alto. Perguntados sobre o futuro, 66% têm a intenção de cursar uma faculdade, contra 58% da pesquisa de 2008. E a quase totalidade deles (95%) pretende completar o ensino médio. Já 46% dos matriculados planejam fazer um curso técnico ou profissionalizante. Em 2008, eram 34%. Continue lendo ‘Alunos do ensino médio querem aulas direcionadas para o mercado’
As 3.853.317 crianças e adolescentes de 4 a 17 anos que estão fora das salas de aula e deixam o Brasil ainda longe de cumprir a meta estabelecida pelo movimento Todos Pela Educação — 98% ou mais dessa faixa etária devem estar matriculados e frequentando a escola até 2022 — são um “número assustador e que mostra que é irresponsabilidade dizer que o país universalizou a educação.”, diz Priscila Cruz, presidente do Todos pela Educação: — É inadmissível, são quase quatro milhões de pessoas que têm seu direito de aprender negado. De acordo com o relatório De Olho nas Metas, em 2010, a taxa de atendimento no país foi de 91,5%, na faixa de 4 a 17 anos, quando a meta era de 93,4%. Para especialistas, esses números não mostram apenas as crianças e jovens que não vão à escola, mas evidenciam que o país precisa ter uma política pública não só para garantir o acesso à educação, mas também para manter o aluno na escola, garantir que conclua a educação básica e tenha educação de qualidade. Continue lendo ‘País precisa garantir que alunos concluam educação básica’
Uma das políticas centrais do governo, a educação profissional não tem interessado tanto aos jovens como se poderia esperar. Uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 77,5% dos entrevistados nunca frequentou algum curso profissionalizante, seja de nível básico, médio ou tecnológico. A maioria deles por falta de interesse. A pesquisa mostra que, entre 2004 e 2010, o número de pessoas com cursos profissionalizantes aumentou 77%. Ainda assim, o porcentual é baixo: 23% dos jovens apenas passaram por alguma formação, excluindo-se aí o ensino superior. “O grande problema é a falta de interesse. Talvez falte conhecimento por parte dos jovens. Hoje, quem faz um ensino médio profissionalizante tem um ganho salarial 14% maior do que quem fez apenas o ensino médio regular. Um jovem com uma graduação tecnológica de três anos recebe 24% mais do que alguém com três anos de bacharelado”, afirma o economista da Fundação Getulio Vargas Marcelo Neri, responsável pela pesquisa. Continue lendo ‘Educação profissional é pouco atraente, aponta pesquisa’
Para o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, formar docentes por meio dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia é estratégico para o desenvolvimento brasileiro. “Precisamos aproveitar a vocação e os perfis tecnológico e científico dos institutos federais para promover políticas estratégicas de motivação para formar novos professores”, afirmou durante a posse da nova diretoria do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif). Continue lendo ‘Formar docentes ajudará a manter o crescimento’
A volta às aulas nas escolas estaduais de Minas Gerais marca o fim do currículo do ensino médio desfalcado – com menos disciplinas – e aposenta um modelo de educação criticado por especialistas, professores, pais e alunos. Três anos depois da implantação do formato que dava ênfase a áreas do conhecimento nas salas de aula e eliminava a obrigatoriedade do ensino de todas as matérias no 2º e 3º anos do nível médio, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) recua, reconhecendo a ineficiência da iniciativa, e adota um novo sistema de aprendizagem. A partir deste ano, os 747 mil alunos do ensino médio de Minas terão direito à oferta de 12 disciplinas no 1º ano e de 10 nos dois anos finais. A mudança foi definida depois de pesquisa da SEE com as Superintendências Regionais de Ensino (SREs) sobre os principais entraves e dificuldades para o ensino médio no estado. No levantamento, feito em agosto, 88% das 47 SREs apontaram a ênfase curricular por área do conhecimento como o maior problema do nível médio. De acordo com o modelo, que vigorou de 2009 até o ano passado, as turmas de 2º e 3º anos foram divididas em três áreas: ciências humanas, exatas e biológicas. Em todas elas, eram obrigatórias apenas as disciplinas de língua portuguesa, matemática, filosofia, sociologia e educação física. Continue lendo ‘Currículo desfalcado leva bomba em MG’
Colégios particulares passaram a incluir tablets nas suas listas de material escolar. Em alguns casos, esses computadores portáteis com acesso à internet e tela sensível ao toque são vendidos nas próprias escolas. No colégio Sigma, de Brasília, o tablet é obrigatório: os pais dos 1.200 alunos do 1º ano do ensino médio tiveram de comprar os aparelhos, que podem chegar a R$ 2.000. Além disso, desembolsaram mais R$ 1.200 em programas que substituem os livros didáticos – no Sigma, a mensalidade ultrapassa R$ 1.000. Segundo o professor André Fratezzi, do colégio, o material digital “é interativo, tem vídeos, músicas, animação” – a idade da maioria dos estudantes fica entre 14 e 16 anos. Continue lendo ‘Escolas incluem tablet em lista de material’
O MEC retirou das novas diretrizes do ensino médio a possibilidade da realização de aulas não presenciais para o ensino médio noturno. As classes a distância teriam um limite de 20% da carga horária. As diretrizes que flexibilizam o ensino médio foram publicadas no Diário Oficial da União, mas o Conselho Nacional de Educação tinha aprovado o texto em maio de 2011. Na ocasião, o documento previa as aulas não presenciais. De acordo com membros do CNE, o ensino a distância saiu do documento porque entidades que reúnem profissionais da educação alegaram que o tema não foi amplamente discutido. O CNE afirma também que o assunto está sendo discutido nas reuniões do órgão e que nada impede de que ele volte a fazer parte da resolução das diretrizes. “Para não atrasarmos a aprovação, preferimos retirar para fazer essa discussão com mais calma”, diz José Fernandes de Lima, do CNE. “Agora, o projeto será divulgado nas escolas.” O novo ensino médio promove a integração entre a educação e quatro dimensões: trabalho, ciência, tecnologia e cultura. Cada escola pode escolher como quer organizar sua proposta curricular, de acordo com essas grandes áreas, mas mantendo as disciplinas tradicionais. As diretrizes também sugerem que o ensino médio noturno, “adequado às condições de trabalhadores”, possa ser realizado em mais tempo, ampliando sua duração para mais de três anos, com menor carga horária diária, mas garantido o mínimo de 2.400 horas. (Mariana Mandelli | Estadão)
Depois de prefeituras e governos estaduais receberem ou adquirirem cerca de 574 mil laptops por meio do Programa Um Computador por Aluno (UCA), o Ministério da Educação (MEC) acena com a possibilidade de inserir os tablets nas salas de aulas das escolas públicas brasileiras. Especialistas concordam que o sucesso do uso das tecnologias em educação não depende apenas da plataforma utilizada, mas sim da forma como a escola irá inserir essas ferramentas no aprendizado e também dos conteúdos digitais disponíveis. A diretora da Fundação Pensamento Digital, Marta Voeclker, aponta que a escola pode “mudar de paradigma” a partir da tecnologia. Ela ressalta que o uso das máquinas – seja um computador, laptop ou tablet – pode transformar a lógica do aprendizado. Alunos deixam de ser meros “recebedores” de conteúdo e podem evoluir para autores. Continue lendo ‘Uso de tecnologia em escolas depende menos de plataforma e mais de conteúdo’
Embora reconheçam a praticidade dos cursos a distância, empregadores ainda desconfiam de sua eficácia. Para minimizar o efeito, alertam especialistas, o ideal é escolher um programa de escola de renome, preferencialmente em área técnica, e demonstrar disciplina. O Brasil só possui um curso stricto sensu a distância recomendado pela Capes, o Profmat (Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional), da Sociedade Brasileira de Matemática. Mas a situação deve mudar. João Carlos Teatini, diretor de EAD da Capes, diz que, por ser uma metodologia recente, há resistência em programas mais conceituados de pós. “Isso existe por força do tradicionalismo e pelo desconhecimento da modalidade.” Entre os lato sensu a oferta é enorme – bem como o preconceito dos empregadores, afirma o consultor Paulo Buchsbaum. “No entanto, para cursos mais técnicos, o ensino à distância pode representar uma opção viável”, diz. Daniela do Lago, “coach” de executivos e professora de MBA da FGV, recomenda especial dedicação aos estudos. “Para estudar a distância é importante o aluno ter disciplina. Se for desorganizado, a empresa vai desconfiar da efetividade do curso.” A desconfiança em relação ao método, contudo, tende a diminuir, afirma a consultora Dulce Magalhães. “A geração Y já traz outra percepção a respeito da EAD”. (Folha)

Foi em resposta à queda da qualidade de ensino nos Estados Unidos que a Apple anunciou recentemente duas importantes novidades no campo educacional, ambas envolvendo o iPad. Visando aumentar o interesse de usuários pelos estudos, a empresa está apostando alto em uma nova experiência de leitura e interação com livros didáticos, focada em alta produtividade. Além disso, ela remodelou seu programa universitário e conteúdo multimídia (iTunes U) no mesmo âmbito. Ao menos nos Estados Unidos, o infográfico da Online Education disponível a abaixo pode dar algumas dicas. A situação dos norte-americanos é bem melhor do que a dos estudantes brasileiros, mas sua analise é influenciada pelo fato de estar em forte declínio, enquanto o Brasil busca uma lenta ascenção. (Clique para baixar infográfico. Em inglês.)
O Clube do Professor chega à rede Cinespaço de Florianópolis. As sessões, exclusivas para professores, são gratuitas, e acontecem todos os sábados, inclusive durante as férias escolares e feriado. Na capital são realizadas no Cinespaço Beiramar Shopping. O Clube do Professor é um projeto que democratiza o acesso de professores do ensino formal e informal a filmes de diversas nacionalidades, inéditos, clássicos e até mesmo filmes em cartaz, com o objetivo de ampliar o universo cinematográfico do professor, visando o prazer de ver um bom filme sem o compromisso de um trabalho pedagógico imediato à experiência cinematográfica.
A programação é divulgada nos folhetos distribuídos nos cinemas ou no site . A entrada é gratuita para o professor associado e um acompanhante. Não é necessário fazer reservas. Para associar-se o professor deve entrar no site fazer seu cadastro, adicionar o comprovante profissional e foto atual. No prazo de 10 dias, a carteirinha estará pronta e disponível para retirada, durante seis meses. A carteirinha do Clube também dá direito a 50% de desconto em todas as sessões da programação, de segunda a sexta-feira. É válida para todas as cidades onde o Clube do Professor acontece.
O Ministério da Educação (MEC) vetou trecho de uma resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) que recomendava a oferta de ensino a distância em até 20% da carga horária do ensino médio regular noturno. A decisão foi um dos últimos atos do então ministro Fernando Haddad, que deixou o cargo anteontem. A possibilidade de incluir atividades não presenciais no currículo de ensino médio noturno constava na versão original das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, aprovada em maio pelo conselho. Mas, sob pressão de sindicatos de professores, Haddad pediu ao CNE que o texto fosse alterado, com a retirada do trecho relativo ao ensino a distância. Continue lendo ‘MEC veta aulas a distância no ensino médio’




