Aulas tradicionais são ineficientes, mostra estudo

Quantas vezes durante uma aula entediante tudo o que você mais quis era estar na sua cama dormindo? Talvez o problema estivesse na metodologia de ensino. Pelo menos é o que defende um novo estudo de pesquisadores norte-americanos.

A análise revela que universitários submetidos a aulas tradicionais, em formato de palestras, são mais propensos à reprovação do que alunos em contato com métodos de aprendizado mais ativos e estimulantes.

“As universidades foram fundadas na Europa Ocidental em 1050 e aulas tradicionais tem sido a forma predominante de ensino desde então”,  diz o biólogo Scott Freeman, da Universidade de Washington. Ele e um grupo de colegas analisaram 225 estudos sobre métodos de ensino.

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Calendário de Capacitação/Junho

A programação completa de capacitação para o mês de junho/2015 já está disponível. Você pode baixar o arquivo (PDF) na aba “Capacitação” do blog NotaMáxima ou no endereço http://www.notamaxima.net.br/site/capacitacao

‘A educação não pode ignorar a curiosidade das crianças’, diz Edgar Morin

Antropólogo, sociólogo e filósofo, Edgar Morin critica o modelo ocidental de ensino e diz que o professor tem uma missão social, por isso, segundo ele, “é preciso educar os educadores”.

Na sua opinião, como seria o modelo ideal de educação?

A figura do professor é determinante para a consolidação de um modelo “ideal” de educação. Através da Internet, os alunos podem ter acesso a todo o tipo de conhecimento sem a presença de um professor. Então eu pergunto, o que faz necessária a presença de um professor? Ele deve ser o regente da orquestra, observar o fluxo desses conhecimentos e elucidar as dúvidas dos alunos. Por exemplo, quando um professor passa uma lição a um aluno, que vai buscar uma resposta na Internet, ele deve posteriormente corrigir os erros cometidos, criticar o conteúdo pesquisado. É preciso desenvolver o senso crítico dos alunos. O papel do professor precisa passar por uma transformação, já que a criança não aprende apenas com os amigos, a família, a escola. Outro ponto importante: é necessário criar meios de transmissão do conhecimento a serviço da curiosidade dos alunos. O modelo de educação, sobretudo, não pode ignorar a curiosidade das crianças.
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Dica de vídeo: É possível ensinar Ciências usando o youtube

Iberê Thenório- É possível ensinar Ciências usando o youtube  (TEDxUnisinos 2012)
Jornalista e criador do site Manual do Mundo
Fala sobre o quê? Sobre sua experiência como criador do site Manual do Mundo, um canal que reúne vídeos que explicam fenômenos científicos a partir de experimentos práticos
Por que é inspirador? Porque Iberê acredita que quando a escola estimula a aprender Ciências só para ir bem na prova, o aprendizado não ganha sentido. Ele crê que os vídeos educativos, que elucidam a Química e a Física que estão no dia a dia, “ensinam para dar poder”

(Revista Escola)

A educação que temos rouba dos jovens a consciência, o tempo e a vida

Quando ouvimos este psiquiatra chileno de 75 anos, temos a sensação de estarmos diante de Jean-Jacques Rousseau do nosso tempo. Ele nos conta que esteve bastante adormecido até os anos 60, quando se mudou para os EUA, se tornou discípulo de Fritz Perls, um dos grandes terapeutas do século XX, e passou a integrar a equipe de terapeutas do Instituto Esalen da Califórnia. A partir deste momento passou a ter profundas experiências no mundo terapêutico e espiritual. Entrou em contato com o Sufismo e tornou-se um dos introdutores do Eneagrama no Ocidente. Ele também se aprofundou nos estudos do budismo tibetano e do zen.

Claudio Naranjo tem dedicado sua vida à pesquisa e ao ensino em universidades como Harvard e Berkeley. Fundou o programa SAT, uma integração de Gestalt-terapia, o Eneagrama e Meditação para enriquecer a formação de terapeutas  professores. Neste momento, lança um alerta contundente: ou mudamos a educação ou o mundo vai afundar.
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Tiradentes: personagem foi apenas `bode expiatório`, diz jornalista

A imagem de um líder revolucionário, mártir da independência do Brasil, uma espécie de Cristo cívico, atribuída a Joaquim José da Silva Xavier por uma tradição historiográfica que teve início no final do século 19 não corresponde à realidade histórica. Tiradentes, de acordo com o que se lê em “Brasil: uma história”, do jornalista Eduardo Bueno, foi apenas o “bode expiatório” da Inconfidência mineira.

A revolta, que teve como principal motivo a cobrança de impostos atrasados, envolveu a elite de Vila Rica (atual Ouro Preto – MG), grupo do qual faziam parte intelectuais, religiosos, militares e fazendeiros. Entre eles, o alferes Joaquim José era figura secundária e certamente não teve papel de destaque, exceto a partir do momento em que a revolta foi descoberta e os envolvidos presos.
Conforme revela a obra de Bueno: “A decência com a qual se comportou ao longo do longo e tortuoso processo judicial e, acima de tudo,a altivez com que enfrentou a morte, tornaram-no, no ato, não apenas a maior figura do movimento, mas também um dos grandes heróis da história do Brasil”.

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Começar a aula às 7h não faz sentido, diz pesquisador da UFPR

O professor Fernando Louzada, da UFPR (Universidade Federal do Paraná), defende uma escola com horários mais flexíveis e que dê mais atenção à necessidade de sono dos alunos. Para ele, dormir mais pode ajudar na consolidação da aprendizagem.

`As escolas estão fazendo tudo errado, não levam em conta o sono dos estudantes`, diz o professor, que faz parte da Rede Nacional de Ciência para Educação, formada por um grupo de pesquisadores que se reuniu na segunda-feira (27) no Instituto Ayrton Senna, em São Paulo, para compartilhar pesquisas que podem ser aplicadas na sala de aula.

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Sete razões para a escola se conectar com a comunidade

Salas grandes com carteiras enfileiradas e alunos de costas uns para os outros. Do colega da frente só se vê a nuca – e pelas próximas quatro horas as conversas e trocas estão proibidas. No Brasil, esse modelo de educação em massa, surgido no final do século dezenove, está desgastado e envelhecido. Perdeu seu tempo histórico e sua razão de existir.

Ao menos essa é a opinião de duas especialistas em educação, Maria Pilar Lacerda e Heloísa Mesquita. “É por isso que a maioria prefere sentar na turma do fundão”, brincou Pilar, ao notar que a público do debate A escola conectada à comunidade se comportava da mesma maneira. O evento foi organizado pelo Núcleo de Inovação e Desenvolvimento Profissional (NIDP) da Escola Lourenço Castanho e aconteceu em um auditório da unidade de Ensino Médio do colégio na segunda-feira (27/4).

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Dica de vídeo: O aluno na cultura digital

Lea Fagundes- O aluno na cultura digital (TEDxPorto Alegre 2012)
Professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), coordenadora do Laboratório de Estudos Cognitivos (LEC) da faculdade e pioneira na aplicação das tecnologias aos processos educacionais no Brasil
Fala sobre o quê? Sobre a importância do professor saber como o aluno aprende os conteúdos
Por que é inspirador? Porque Lea acredita que o professor deve saber quais são os processos cognitivos que permitem ao ser humano construir conhecimento. Segundo a pesquisadora, a inclusão digital pode auxiliar nesse processo. Porém, inclusão digital aqui não significa apenas colocar computadores na escola, mas incluir a escola na cultura digital, o que exige uma mudança de mentalidade e organização

(Revista Escola)

Câmara aprova acesso a notas e provas para todos os candidatos em vestibulares

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou no último dia 28, em caráter conclusivo, proposta (PL 1715/11) que permite a qualquer vestibulando ter acesso às notas e à ordem de classificação dele no exame.

O texto agora será enviado para análise do Senado, exceto se houver recurso para que seja examinada antes pelo Plenário da Câmara.

De autoria do deputado Diego Andrade (PSD-MG), o projeto altera artigo da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei 9.394/96) na parte que trata da divulgação do resultado em processos seletivos para cursos de graduação.

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Plantão Gramatical vai na contramão da internet e tira 100 dúvidas por dia via telefone

De crianças fazendo a lição de casa a magistrados no ambiente de trabalho. O Plantão Gramatical, administrado pelo Instituto Municipal de Pesquisa Administração e Recursos Humanos (Imparh), realizou cerca de 2,6 mil atendimentos nos 100 primeiros dias de 2015, de variados tipos de pessoas em Fortaleza.

Em tempos de avanço da tecnologia, basta digitar uma palavra no Google para verificar qual a escrita correta. Porém, há pessoas que não confiam tanto assim no serviço da internet e optam pela contramão disso, como relata a professora plantonista Lília Suassuna.
“É uma confusão muito presente que as pessoas fazem de achar que o Google é um fornecedor ilibado de respostas. É terra de ninguém, mesmo sendo um instrumento maravilhoso. Nosso serviço atua na área do uso da língua portuguesa e o uso não passa só pela ortografia”.

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Professores defendem maior formação para educação de qualidade, mostra estudo

Estudantes que não aprendem o adequado em matemática ou em português é o que se percebe ano após ano, quando são divulgados os resultados de avaliações como a Prova Brasil. Mas o que pensam os professores de escolas públicas? Uma pesquisa inédita da Fundação Lemann em parceria com a Instituto Paulo Montenegro e o Ibope Inteligência mostra que os professores consideram positivas as avaliações externas e defendem a formação para melhorar o trabalho em sala de aula. Muitos dizem que não são consultados na hora de implementar programas ou políticas nas escolas.

O levantamento mostra que 80% dos professores acreditam que ter formação específica para orientar o trabalho a partir das avaliações externas inluencia positivamente a educação em escolas públicas. Para 66% dos professores, saber o que é esperado que os alunos aprendam a cada ano facilita o trabalho do professor. Disponibilizar materiais didáticos digitais de qualidade é visto como algo positivo por 92% dos professores – mesmo percentual que acha positiva a capacitação profissional para a aplicação dessas tecnologias em sala de aula.

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Fuga de professores

Maioria dos alunos que ingressam em licenciaturas de física, biologia, matemática e química não conclui o curso

Ao investigar a base de dados do Censo da Educação Superior no Brasil, a pesquisadora Rachel Pereira Rabelo descobriu um dado inédito e preocupante: dos alunos que ingressaram em 2009 nos cursos de licenciatura em física, biologia, matemática e química, apenas uma minoria consegue concluir o curso. A situação mais preocupante está em física, onde somente um em cada cinco (21%) estudantes obtém o diploma. Em matemática e química, a relação é de apenas um em cada três universitários (34% em ambos os cursos). Em biologia, a taxa é de 43%.

Os dados constam de sua dissertação de mestrado na Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE. Rachel, que é também servidora do Inep (instituto vinculado ao MEC responsável pelas avaliações e censos educacionais), conseguiu trabalhar pela primeira vez com dados longitudinais dos estudantes, ou seja, pôde acompanhar até 2013 a trajetória de uma mesma geração de alunos que ingressou nesses cursos cinco anos antes.

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Dica de vídeo: Educação com entusiasmo

Adozinda Kuhlmann – Educação com entusiasmo (TEDxSP 2009)
No ano da gravação, Adozinda tinha 91 anos e já dava aulas de Língua Portuguesa há 73 anos
Fala sobre o quê? Sobre o lado bom da profissão e como a experiência de dar aulas é emocionante e enriquecedora
Por que é inspirador? Porque Adozinda é um exemplo de professora dedicada e apaixonada pelo o que faz. Seu lema é o entusiasmo e a persistência. No vídeo, ela compartilha um pouco do que viveu em sala de aula, como o caso de uma estudante com dificuldades para aprender a tabuada. Em dúvida sobre o que fazer, a professora recorreu ao pai, também docente, que lhe deu uma lição inesquecível: é preciso nunca desistir de um aluno com dificuldades para aprender.

(Revista Escola)

Brejo Santo, no Ceará, é exemplo de ‘cidade educadora’

Localizada aos pés da Chapada do Araripe, a 521 quilômetros de Fortaleza, Brejo Santo é uma cidade bem brasileira. Com pouco menos de 50.000 habitantes, situação de quase 90% dos municípios do país, ela ostenta IDH pouco inferior à média nacional e renda por habitante quase 70% menor. Poderia repetir também os péssimos resultados da educação brasileira, mas vem conseguindo escapar ao destino. No Ideb de 2013, índice do governo federal que combina taxas de evasão e repetência com desempenho escolar no nível fundamental, a cidade exibe nota 7,2 – a média brasileira é 5,2. Em uma das unidades locais de ensino, a Escola Maria Leite de Araujo, a presença de galinhas no pátio de terra batida não permite suspeitar de uma nota invejável: 9,2. O curioso é que, até 2009, a cidade cearense era ainda mais parecida com o Brasil. Cerca de 70% dos alunos não aprendiam o esperado em português e matemática. De lá para cá, a rede de ensino vem registrando avanços seguidos. Em 2013, finalmente, virou o jogo: 72% dos estudantes do 5º ano atingiram o patamar adequado de aprendizagem em matemática, por exemplo, taxa que chegou a impressionantes 100% na Maria Leite de Araujo. O índice brasileiro é 32%.

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30 dicas para ensinar com ajuda das redes sociais

Curtir, compartilhar, seguir, tuitar e comentar. Cada vez mais, as redes socais fazem parte da rotina de adolescentes e jovens. De acordo com a pesquisa TIC Kids Online, 79% dos brasileiros com idades entre 9 e 17 anos, que utilizam a internet, já possuem perfil em alguma das redes. E por que não aproveitar o interesse dos alunos e utilizar essas ferramentas como estratégia para promover o aprendizado?

Para ajudar os professores, o Porvir reuniu dicas de como utilizar as redes sociais como um recurso educativo. As sugestões foram retiradas a partir de referências encontradas em diferentes publicações, guias e sites especializados em educação e tecnologia. As dicas apresentam estratégias para o uso do Facebook, Twitter, Google+, Instagram, YouTube e o Edmodo.

Confira as dicas:

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‘Problemas de convivência escolar começavam na internet’

Eu vivo me aventurando fora da minha área. Sou formado em matemática e há dois anos fui designado para assumir a função de orientador de informática educativa. No começo de 2014, ao entrar na sala de aula de uma turma de 9ª ano, notei que os alunos estavam agitados, comentando sobre uma briga entre duas meninas do 4ª ano. Eles olhavam para os celulares e acompanhavam uma discussão online, onde as jovens trocavam ofensas públicas pela rede social. Eu tentei intervir, mas eles estavam muito eufóricos.

Aproveitei o momento para conversar com os alunos sobre o assunto e eles me contaram que esse tipo de situação era mais comum do que eu pensava. Após um período de discussão, chegamos à conclusão que muitos problemas de convivência escolar começavam na internet. Sabemos que muitas vezes os meninos usam as redes sociais sem ter a idade mínima exigida e os pais não acompanham isso.

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Territórios Educativos: como aprender na cidade?

Sem muros, uma escola se abre para a comunidade. Em simbiose com os demais equipamentos da região, com a rede de proteção à infância, com coletivos artísticos e organizações sociais, os habitantes desse local se articulam para garantir que a rua seja um espaço de aprendizado para todas as idades. A ideia de que só “os especialistas” detêm o conhecimento cai por terra e as pessoas que ali vivem adicionam suas experiências e saberes na construção de um projeto de desenvolvimento local que começa, mas não termina, no campo da educação. Para além do “Se essa rua fosse minha”, uma proposta: E se esse bairro fosse de todos?

A descrição acima parece um pouco fantasiosa, mas já é realidade em diversas comunidades do Brasil que resolveram assumir sua vocação educativa e converteram-se em Territórios Educativos.

Mas o que é um Território Educativo?

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Calendário de Capacitação/Maio

A programação completa de capacitação para o mês de maio/2015 já está disponível. Você pode baixar o arquivo (PDF) na aba “Capacitação” do blog NotaMáxima ou no endereço http://www.notamaxima.net.br/site/capacitacao

Dica de filme: Sementes do nosso quintal

O filme retrata o cotidiano de uma escola de educação infantil sem precedentes. Therezita Pagani, uma educadora controversa e carismática, discorre sobre o potencial de uma boa educação para uma criança. O documentário acompanha crianças de diferentes idades vivenciando as relações e os conflitos com os colegas, a natureza, as artes, a música e a cultura popular brasileira.

Assista ao trailler: