Big Data leva o ensino personalizado a mais alunos

Cada pessoa aprende de forma diferente a personalização do ensino tem sido apontada como uma das formas mais eficientes de garantir o aprendizado dos alunos. Mas identificar as variáveis que influenciam cada um não é uma tarefa fácil, principalmente em grande escala. Os dados recolhidos sobre os estudantes em ferramentas de aprendizado, formulários online preenchidos por eles e outras plataformas podem ser justamente a solução para esse dilema. Com esse objetivo, pesquisadores trabalham para criar ferramentas tecnológicas que utilizem os dados sobre os alunos para traçar caminhos de aprendizado que façam sentido para eles durante a vida escolar e ajudem na tomada de decisões sobre futuro acadêmico e profissional. “Conseguindo identificar esses padrões, poderíamos construir plataformas que entreguem soluções mais prontas para alunos e professores, como sugestões de aulas disponíveis on-line ou na plataforma”, afirmou a pesquisadora Lois Schonberger, gerente de produtos da Declara, empresa que faz plataformas de desenvolvimento de pessoas, em debate sobre o tema no SXSWEdu em março deste ano, em Austin, nos Estados Unidos. Continue lendo ‘Big Data leva o ensino personalizado a mais alunos’

Gastos com educação são prioridade no orçamento familiar

Um ano depois de concluir a faculdade, Guilherme, de 23 anos, dá os primeiros passos no mercado de trabalho. Agora, com renda própria, ele consegue dimensionar melhor o tamanho do investimento de seus pais durante toda a sua vida escolar e acadêmica. O irmão, Eduardo, 22, a um ano da formatura em Administração na ESPM-SP, também sabe o peso da mensalidade de seu curso nas contas da casa. Enquanto financiavam a educação dos dois filhos, Homero, que é administrador de empresas, e Ester Mendes, advogada, comprometeram mais de 40% da renda da família. Homero explica que eles optaram pela educação privada desde que os filhos iniciaram a vida escolar. Os gastos se tornaram mais robustos quando o filho mais velho decidiu fazer a graduação fora do Brasil. Os três anos cursando Ciências Políticas e Cinema em Paris, ao mesmo tempo que o irmão frequentava uma universidade privada em São Paulo, foram os mais apertados do orçamento da família. `Nós matávamos um leão por dia para dar educação aos dois`, lembra Homero. Ele explica que os gastos com lazer foram cortados imediatamente. `Paramos de viajar para manter o Guilherme na França e garantir a faculdade do Eduardo aqui`, completa. Continue lendo ‘Gastos com educação são prioridade no orçamento familiar’

Inep discute melhorias na avaliação das instituições de ensino superior

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) discutiu medidas para melhorar a avaliação do ensino superior em seminário dos dez anos do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). As medidas discutidas vão desde a integração com os sistemas estaduais de educação e o uso efetivo de tecnologias da informação à institucionalização da auto-avaliação das instituições e o aprimoramento do Conceito Preliminar de Curso (CPC), Índice Geral de Cursos (IGC) e do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). Os índices são determinantes para a abertura de novos cursos e funcionamento dos que já existem. Entre as ideias citadas está a adoção de computadores no Enade. O exame tem o maior peso nas avaliações, corresponde a 70% do CPC, que por sua vez é usado no cálculo do IGC. O Enade é aplicado em todo o país aos estudantes do último ano de graduação. Continue lendo ‘Inep discute melhorias na avaliação das instituições de ensino superior’

Realização do Enade é obrigatória para liberação de diplomas de nível superior

A Advocacia-Geral da União (AGU) confirmou na Justiça a validade da exigência do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) para liberação da colação de grau e de diploma de nível superior. Com base na tese, os procuradores federais conseguiram afastar pedido da União Social Camiliana que exigia autorização para que alunos tivessem acesso aos certificados de conclusão sem cumprir com a exigência. A faculdade alegava que os estudantes não conseguiram realizar a prova em razão de problemas na organização do exame. A Procuradoria-Regional Federal da 1ª Região (PRF1) e a Procuradoria Federal junto ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (PF/Inep) rebateram os argumentos. Continue lendo ‘Realização do Enade é obrigatória para liberação de diplomas de nível superior’

52% dos docentes do ensino médio não têm formação na disciplina que lecionam

Apesar de as diretrizes curriculares do ensino médio preverem que cada disciplina deve ser ministrada por professores com licenciatura naquela área, mais da metade dos docentes dessa etapa não têm formação na matéria em que lecionam. Os dados são do Censo Escolar 2013 e foram tabulados pela ONG Todos Pela Educação. São números que atestam uma realidade muito comum nas escolas do País, em que não é raro encontrar um pedagogo dando aulas de Física e alguém formado em História assumindo o conteúdo de Química. Segundo o levantamento, 51,7% dos docentes do ensino médio no País estão nessa situação. Numa análise por disciplinas, dá para perceber com mais clareza os principais gargalos. Se Língua Portuguesa – a matéria mais elementar e teoricamente com abundância de mão de obra oriunda dos cursos de Letras – tem quase 30% dos professores sem formação na área, a situação é muito pior nas disciplinas das exatas. Em Física, apenas 19,2% dos professores que atuam na área têm licenciatura no assunto. Em Química o índice é um pouco maior, 32%. Continue lendo ’52% dos docentes do ensino médio não têm formação na disciplina que lecionam’

Professores não percebem diferenças entre alunos

Dentro do contexto escolar, os professores têm dificuldades de enxergar as diferenças existentes entre os alunos em uma sala de aula. Uma pesquisa da FE (Faculdade de Educação) da USP (Universidade de São Paulo) aponta que a maioria dos educadores não conseguem desenvolver projetos de ensino eficientes e que contemplem a todos os estudantes devido à falta de métodos de aprendizado e recursos pedagógicos. Cerca de 60% das professoras caracterizaram a heterogeneidade dos alunos apenas enquanto diferenças nos níveis de aprendizado apresentados por eles. Outros 24% focaram as diferenças a partir das deficiências dos alunos, como transtornos de atenção, hiperatividade e outros casos, com ênfase nos aspectos negativos que esses comportamentos trazem para a sala de aula. Apenas 16% das professoras que participaram do estudo justificavam a classe heterogênea a partir das diferenças de personalidade, de história e de vivência das crianças, observando com naturalidade as riquezas desse fenômeno. Continue lendo ‘Professores não percebem diferenças entre alunos’

Olimpíada de Matemática tem 18 milhões de estudantes inscritos

Ao todo, 18.187.971 estudantes se inscreveram para a 10ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Este ano, serão 46.698 escolas participantes, de 5.533 municípios. As inscrições terminaram no dia 21 de março e a prova da primeira fase está marcada para 27 de maio. São Paulo, com 3.497.224 de alunos, e Minas Gerais, com 1.936.366, são os estados com o maior número de inscritos. Os estudantes são divididos em três níveis: 6º e 7º anos do ensino fundamental; 8º e 9º anos do ensino fundamental; e 1º, 2º e 3º anos do ensino médio.

Na primeira fase, os alunos fazem a prova com 20 questões de múltipla escolha dentro da própria escola. Os 5% com as melhores notas vão para a segunda fase, que tem seis questões dissertativas, onde os estudantes precisam expor os cálculos e explicar o raciocínio usado. Este ano, serão distribuídas 500 medalhas de ouro, 1.500 de prata e 4.500 de bronze, além de 46.200 menções honrosas. Todos os medalhistas são convidados para integrar o Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC) de 2015. Os professores, escolas e secretarias de educação de municípios que se destacam pelo desempenho de seus alunos também são premiados. Mais informações na página www.obmep.org.br (Akemi Nitahara | Agência Brasil)

MEC discute marco mais exigente para cursos de especialização

Abrir um curso de especialização ou MBA pode ficar mais difícil para as instituições de ensino, porque o Conselho Nacional de Educação (CNE) está preparando um marco regulatório para os cursos lato sensu. O objetivo é dar maior segurança para os estudantes e oferecer um mínimo de qualidade. Uma comissão trabalha há cerca de oito meses no novo marco regulatório, que ainda passará por audiência pública antes de ser aprovado pelo MEC. Entre as mudanças, a especialização poderá ser oferecida por instituições de ensino superior e pós-graduação, instituições de pesquisa científica e escolas de governo, desde que na mesma área em que as instituições atuam. `Essa forma de especialização está fora da regulação. Para oferecer o curso, basta ser credenciada para graduação. Isso acabou por provocar uma oferta descontrolada de especialização no País. Tem instituições com um curso de graduação e oferecem 30 especializações fora da área em que atuam`, explica o conselheiro da Câmara de Educação Superior do CNE Erasto Fortes. Continue lendo ‘MEC discute marco mais exigente para cursos de especialização’

Instituições particulares de ensino vão colaborar no cumprimento de metas do PNE

Representantes das instituições particulares de ensino comprometeram-se a colaborar no cumprimento de metas do Plano Nacional de Educação (PNE), em discussão na Câmara dos Deputados. Segundo carta assinada pelas entidades, representantes do ensino superior privado, as instituições comprometem-se a ampliar a oferta de educação a distância (EAD) e expandir o ensino superior com a inclusão dos menos favorecidos economicamente. Além disso, comprometeram-se a “apoiar a preparação de gestores educacionais para torná-los aptos a educar pessoas para um mundo em que a inovação é uma questão central e cada vez mais relacionada com as tecnologias digitais”, diz a carta. Continue lendo ‘Instituições particulares de ensino vão colaborar no cumprimento de metas do PNE’

Novas diretrizes para cursos de medicina incluem estágio obrigatório no SUS

Após meses de discussão, a Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou as novas diretrizes curriculares nacionais dos cursos de medicina, com a obrigatoriedade de que pelo menos 30% da carga horária do estágio obrigatório, em regime de internato, ocorra no Sistema Único de Saúde (SUS), na atenção básica e em serviço de urgência e emergência. O documento segue agora para o ministro da Educação, Henrique Paim, a quem caberá analisar e homologar as diretrizes. As novas diretrizes aprovadas pelo CNE incluem ainda uma avaliação nacional dos estudantes de medicina a cada dois anos, que será obrigatória e classificatória para os programas de residência médica. A previsão é que a avaliação comece em um prazo de dois anos após a aprovação da medida e seja aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O Inep é uma autarquia do Ministério da Educação responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Continue lendo ‘Novas diretrizes para cursos de medicina incluem estágio obrigatório no SUS’

Pais podem ajudar o filho a fazer a lição de casa?

Depois da maratona para escolher a escola dos filhos, os pais entram em uma nova fase de dúvidas: como ajudar a criança com a lição de casa? Em primeiro lugar, dizem as especialistas consultadas pelo UOL, os pais devem entender a importância dessa atividade para o estudante, especialmente os que estão nos primeiros anos do ensino fundamental. `A família precisa valorizar a lição de casa, mostrar interesse, deixar a criança falar sobre como foi o dia dela na escola. Nunca usar termos para desmerecer, dizer que a lição é uma coisa chata, um sacrifício, que a família não pode sair porque a criança tem tarefa para fazer`, afirma Marcia Almirall, orientadora do 3º ano do ensino fundamental do Colégio Santa Maria. Em seguida, os pais devem descobrir qual é o melhor horário para fazer a lição de casa. Especialistas dizem que a hora varia muito de acordo com a rotina da família, mas é indispensável que um adulto esteja presente para acompanhar a criança. `A hora de fazer a lição deve virar uma rotina para a família. É algo que deve acontecer de preferência no mesmo horário todos os dias. Não deve ser muito tarde, porque a criança está cansada e não rende`, diz Sueli Conte, diretora e psicopedagoga do Colégio Renovação. Continue lendo ‘Pais podem ajudar o filho a fazer a lição de casa?’

Inep diz que Brasil tem políticas públicas para ampliar qualidade da educação

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Francisco Soares, disse que o Brasil tem políticas públicas concretas para continuar ampliando a qualidade da educação ao comentar pesquisa divulgada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os dados apontam que o Brasil ocupa a 38° posição entre 44 países que testaram habilidades de estudantes de 15 anos em resolver problemas de raciocínio relacionados ao cotidiano. Continue lendo ‘Inep diz que Brasil tem políticas públicas para ampliar qualidade da educação’

Cursos online abertos não motivam estudantes

Os cursos online abertos em grande escala, conhecidos como Moocs, podem até ser a nova onda no ensino superior, mas deixam de cumprir o prometido em dois aspectos: abertura e escala. A opinião é de John Hennessy, presidente da Univesidade de Stanford que ajudou a desbravar o ensino via internet. O cientista da computação diz que esses cursos são grandes demais para conseguirem engajar e motivar a maioria dos estudantes. Essa afirmação chega ao mesmo tempo em que acadêmicos e empresários repensam o modelo surgido em 2011, que muitos achavam ter potencial para revolucionar o ensino. Os cursos, que prometem livre acesso ao material sendo ensinado nas principais universidades, atraíram milhões de usuários pelo mundo. No entanto, Hennessy diz que a maioria das pessoas nos cursos online de Stanford simplesmente “não estava preparada para o nível do material”. “Quando surgiu o primeiro Mooc, cem mil pessoas se inscreveram, mas nem a metade participou da primeira aula.” Continue lendo ‘Cursos online abertos não motivam estudantes’

Escolas criam comitês de alunos para discutir tecnologia na sala de aula

Há dois anos, quando todos os alunos do 1.º ano do ensino médio do Colégio Dante Alighieri receberam tablets individuais, os professores da escola perceberam que ensinar com o novo aparato tecnológico não seria tarefa tão simples. Decidiram, então, formar um grupo de estudantes que discute semanalmente questões relativas à ferramenta. Outras escolas particulares também estão adotando sistema semelhante. “Os alunos têm uma inteligência maior para questões tecnológicas. Então, concluímos que o ideal seria fazer uma gestão compartilhada da ferramenta. Até porque quando existe algum problema, os estudantes identificam mais rápido”, diz Valdenice Minatel, coordenadora do Departamento de Tecnologia Educacional da escola. Hoje, o Comitê Gestor Discente, como é chamado o grupo, conta com 34 membros, entre alunos dos três anos do ensino médio. Continue lendo ‘Escolas criam comitês de alunos para discutir tecnologia na sala de aula’

20 chaves educativas para 2020, segundo 50 mil pessoas

Como utilizar a tecnologia de forma efetiva nos processos de aprendizado? Como se adaptar às necessidades sociais, econômicas e tecnológicas do século 21? Qual será o papel que vão desempenhar os professores, as famílias e os próprios estudantes nesse desafio? Para responder a perguntas como essas e entender como deveria ser a educação do século 21, a Fundação Telefônica promoveu entre 2012 e 2013 o Encontro Internacional de Educação, período nos quais mais de 50 mil pessoas participaram de atividades virtuais e também de eventos presenciais temáticos que ocorreram em nove países – Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Espanha, México, Peru e Venezuela.

Mais de 300 especialistas internacionais ajudaram a guiar as discussões em torno de nove grandes temas: relações entre sociedade, educação e trabalho; tecnologia e qualidade educativa; educação integral na era digital; o que ensinar e aprender na sociedade digital; o papel do professor; como liderar as mudanças nos centros educativos; o papel da família; educação permanente; e tendências educativas de futuro. Após cada rodada de debates, um relatório foi produzido para agrupar as conclusões. Um documento final sintetizou os 18 meses de atividades. Nele, especialistas apontaram as 20 chaves educativas para 2020, que podem ser conferidas no infográfico abaixo. (Fundação Telefônica | Regiany Silva/Porvir)

Educação Século 21

MEC anuncia medidas para habilidades socioemocionais

Perseverança, resiliência, determinação, abertura ao outro. O MEC (Ministério da Educação) está de olho nessas características, que vêm sendo chamadas de habilidades socioemocionais, e anunciou medidas que visam promovê-las durante o Fórum Internacional de Políticas Públicas Educar para as competências do século 21. A primeira delas foi um acordo de cooperação entre Capes e o Instituto Ayrton Senna para oferecer bolsas a pesquisadores especialistas no tema. A segunda foi a possibilidade de estados e municípios buscarem financiamento no governo federal para desenvolver tais habilidades. A intenção com as bolsas, segundo Jorge Almeida Guimarães, presidente da Capes, é estimular a produção de conhecimento sobre essas competências. “Queremos criar massa crítica sobre o tema”, afirmou. De acordo com o termo de cooperação assinado hoje, um edital deverá ser divulgado em até 90 dias com os pré-requisitos para candidatura às bolsas, mas Guimarães já adiantou que devem beneficiar diferentes níveis de aprendizado, de mestrado ao doutorado no exterior. Continue lendo ‘MEC anuncia medidas para habilidades socioemocionais’

Educação a distância conquista confiança de alunos e empregadores

Antigos alvos de resistência, as graduações a distância no Brasil vêm conquistando a confiança do mercado. Já comum nas licenciaturas, o ensino superior fora das salas de aula também ganha espaço em áreas mais técnicas, como as de saúde, gestão e engenharias. Segundo especialistas, o perfil do candidato e o nome da instituição pesam mais para uma vaga de emprego do que a modalidade do curso. Com público heterogêneo, a educação a distância (EAD) reúne alunos com características em comum: agenda apertada e interesse de progredir na carreira. Hoje no País existem mais de 5,7 milhões de matriculados na modalidade. O trabalho, o casamento e o filho de 7 anos foram os motivos para que a assistente administrativa Eliete Martins, de 34 anos, procurasse um curso EAD. “Tive receio, mas eu precisava de flexibilidade nos horários. Depois de pesquisar em consultorias de recursos humanos e conversar com minha família, resolvi fazer Administração a distância”, conta. Continue lendo ‘Educação a distância conquista confiança de alunos e empregadores’

Pós-graduações interdisciplinares são as que mais crescem

Os programas de pós-graduação (PPGs) interdisciplinares são os que mais crescem no País desde 1999, quando a área interdisciplinar foi criada na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão do Ministério da Educação (MEC) que autoriza e avalia esses cursos no País. A área é também a maior na Capes hoje, com 296 programas e 374 cursos – cada programa pode incluir mestrado e/ou doutorado. Apesar do crescimento, até 2012, a maior parte dos cursos interdisciplinares (54%) ainda tinha a nota mínima, 3, segundo o último relatório trienal da Capes. Nenhum alcançou a nota máxima, que é 7. Segundo o professor dos programas de pós-graduação em Desenvolvimento Rural, que é interdisciplinar, e em Sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Jalcione Almeida, entre os motivos que explicam as baixas notas estão a pouca idade dos cursos e o fato de a prática interdisciplinar ser recente nas universidades. “Esses cursos surgem, em boa medida, em centros universitários fora dos grandes eixos, com uma espécie de agrupamento de intelectuais de diferentes áreas, pois as pequenas universidades não conseguem montar um curso disciplinar com poucos professores.” Continue lendo ‘Pós-graduações interdisciplinares são as que mais crescem’

Aluno organizado tem 4 meses de aprendizado à frente dos outros

Uma pesquisa inédita traduz em números o impacto do perfil emocional dos estudantes em seu desempenho escolar; os dados também revelam a importância do incentivo dos pais e como esse esforço pode superar barreiras socioeconômicas.A experiência indica que alunos organizados e com sede pelo conhecimento vão melhor na escola. Mas, pela primeira vez, uma avaliação em grande escala traduziu em números o impacto das competências socioemocionais (como responsabilidade, autoestima e estabilidade emocional) no aprendizado dos estudantes. Os dados ainda revelam a importância do incentivo dos pais e como esse esforço pode ajudar a superar barreiras socioeconômicas. Um aluno com nível alto de conscienciosidade (organização e responsabilidade), por exemplo, pode apresentar em Matemática mais de 4 meses de aprendizado à frente de um estudante que tenha esse parâmetro mais baixo. Essa característica, no entanto, não é tão influente em Português. Para esse domínio, competências como o chamado lócus de controle (identificado com o protagonismo) e a abertura a novas experiências são as que fazem a maior diferença: numa distância também de 4 meses a mais de aprendizado. Continue lendo ‘Aluno organizado tem 4 meses de aprendizado à frente dos outros’

Ensino médio no Brasil tem déficit de pelo menos 32,7 mil professores

O Brasil tem hoje um déficit de pelo menos 32,7 mil professores no ensino médio, concentrado especialmente na área de exatas – faltam mais de 9 mil docentes apenas em Física. Ao mesmo tempo, as redes têm 46 mil docentes sem formação específica, que poderiam ser capacitados, e 61 mil fora das salas, cedidos para áreas administrativas. As conclusões são de auditoria especial do Tribunal de Contas da União (TCU). A análise feita pelo TCU e Tribunais de Contas de 24 Estados e do Distrito Federal – as exceções foram Roraima e São Paulo, que não aceitaram participar – investigou cobertura, professores, gestão e financiamento do ensino médio. “Boa parte desse déficit poderia ser resolvido com melhoria de gestão”, afirmou o ministro Valmir Campello, relator da auditoria. O déficit de professores pode ser maior, uma vez que houve algumas simplificações nos cálculos para evitar superdimensionamento – por exemplo, professores que dão aulas em duas disciplinas foram registrados como dois docentes. Continue lendo ‘Ensino médio no Brasil tem déficit de pelo menos 32,7 mil professores’