Dica de filme: A educação proibida

“A educação proibida” foi gravado em oito países da América Latina. Problematiza a escola moderna e apresenta alternativas educacionais em mais de 90 entrevistas com educadores. O filme é independente e foi financiado de forma coletiva.

(Canal do ensino)

‘Sem líderes capacitados não vamos melhorar o sistema’

“A liderança escolar só fica atrás da qualidade do ensino na sala de aula.” O inglês Andy Reid, consultor educacional, é categórico ao afirmar que os sistemas educacionais com melhor desempenho no mundo tendem a ser aqueles que conferem maior autonomia para as escolas. Dentro dessa perspectiva, o ex-diretor do Ofsted (sigla em inglês para Escritório de Padrões na Educação), organização responsável por inspecionar a qualidade do ensino na Inglaterra, considera que um líder exerce grande influência no funcionamento de uma escola.

Ao lado de outros especialistas e gestores educacionais, no dia 11/6, Reid participou do debate “Formação de lideranças escolares na Inglaterra: reflexões para o Brasil”, promovido pela Fundação Itaú Social em parceria com o Conselho Britânico, em São Paulo (SP). Durante o evento, o consultor apresentou a experiência do desenvolvimento de lideranças escolares na Inglaterra e abriu caminho para discussões sobre oportunidades que poderiam ser aplicadas ao contexto brasileiro.

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Especialistas debatem como transformar a educação integral em práticas cotidianas

Formação de professores, novas linguagens pedagógicas, oportunidades educativas em diálogo com o território e processos de avaliação que observem o desenvolvimento integral dos estudantes. Potencialidades e desafios que se apresentam cotidianamente às escolas e secretarias que observam a Educação Integral como um direito de todos os estudantes. “Quando passamos a olhar para essa integração entre escolas e cidades, somos convidados a repensar as duas estruturas. Precisamos que nossas escolas se abram aos territórios e que nossas comunidades se reorganizem para receber e apoiar os estudantes em seus processos de desenvolvimento”, justifica Natacha Costa, diretora da Associação Cidade Escola Aprendiz, no Seminário Internacional de Educação Integral: Práticas para uma Cidade Educadora, que aconteceu nos dias 10 e 11/6 na capital fluminense.

Para Anna Penido, as parcerias e conexões estabelecidas nos territórios beneficiam todos os envolvidos e potencializam as possibilidades da ampliação da jornada escolar. Entre os exemplos, ela cita a experiência Merenda com o Chef, em que colégios do Bairro-escola Rio Vermelho, iniciativa que reúne escolas e comunidade em Salvador (BA) se integraram aos chefs e restaurantes locais para apoiar as merendeiras na qualificação das refeições e na oferta de atividades com os estudantes. “Precisamos encontrar na escola e no território novos caminhos para apoiar cada estudante na sua aprendizagem, garantindo um caminho personalizado e que observe seu desenvolvimento integral”, justifica.

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Currículo escolar australiano pode servir de base para o Brasil

Currículo escolar nacional australiano pode inspirar a construção da base comum curricular do ensino básico no Brasil. Além de ser um país dividido em estados ou territórios, nos quais as decisões educacionais são tomadas, como no Brasil, a construção da base curricular na Austrália é recente e baseou-se nas melhores experiência do mundo. O currículo prevê que os estudantes desenvolvam desde habilidades numéricas à criatividade.

A questão foi tratada em seminário na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE-PR), do qual participaram o ex-presidente do Conselho de Administração da Autoridade Australiana de Currículo, Avaliação e Relatório (Acara), Barry McGaw, e o diretor executivo da Acara, Robert Randall.

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Conheça cinco escolas que dialogam com a cidade através de seus projetos arquitetônicos

Uma verdade que vale tanto para o professor como para o estudante, o gestor ou o funcionário: estar à vontade na sala de aula e se sentir confortável dentro da escola é essencial para o desenvolvimento da educação. Se muitas instituições de ensino já repensam os projetos arquitetônicos de acordo com a vontade de seus protagonistas, também existem escolas que buscam uma arquitetura mais harmonizada com a comunidade ao redor, dialogando com a cidade e, fundamentalmente, expandindo os espaços de aprendizagem para além de seus espaços tradicionais.

Em entrevista ao Portal Aprendiz em julho de 2014, o arquiteto uruguaio Pedro Barrán defendeu a possibilidade de a arquitetura tornar a educação mais flexível. “Que você possa armar distintos grupos de trabalho em um mesmo espaço, que a professora possa atender aos alunos que realmente não entendem as matérias e que têm grandes dificuldades, onde haja um espaço para essa atenção mais pessoal.”
Barrán também defende o uso da cidade como espaço de aprendizagem. “É muito importante que os alunos sigam aprendendo nos ambientes externos da escola. Que façam passeios pela cidade, no zoológico, no museu, a uma granja, a um estádio. Isso encanta as crianças e facilita o seu aprendizado.”

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Dica de filme: Quando sinto que já sei

“Quando sinto que já sei” foi custeado por meio de financiamento coletivo e registra práticas inovadoras na educação brasileira. Os diretores investigaram iniciativas em oito cidades do Brasil e colheram depoimentos de pais, alunos, educadores e profissionais.

(Canal do ensino)

Como ouvir os alunos de 4 e 5 anos transformou uma escola pública de São Paulo

Uma pista de triciclos e bicicletas – com direito a pequenos guardas para controlar o trânsito – circunda uma grande horta. De um lado, um gramado com árvores e brinquedos. Do outro, pista de carrinhos e parquinho sonoro. Ao fundo, uma quadra de futebol, com assentos feitos de tocos de árvores para que torcedores acompanhem as partidas completa a área de lazer.

Parece um parque, mas não é. É neste ambiente em que os 234 alunos da Escola Municipal de Educação Infantil Dona Leopoldina, na Zona Oeste de São Paulo, brincam, aprendem e se desenvolvem. Tudo feito com a colaboração direta dos alunos de 4 e 5 anos.

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Calendário de Capacitação/Julho

A programação completa de capacitação para o mês de julho/2015 já está disponível. Você pode baixar o arquivo (PDF) na aba “Capacitação” do blog NotaMáxima ou no endereço http://www.notamaxima.net.br/site/capacitacao

A borracha deveria ser banida da sala de aula?

A velha e boa borracha seria um `instrumento do diabo`? É o que afirma o cientista cognitivo Guy Claxton, professor visitante do Kings College London, no Reino Unido.

Em entrevista ao jornal Daily Telegraph, Claxton disse que a borracha cria uma `cultura de vergonha do erro` e sugeriu bani-la das escolas britânicas. `É uma forma de mentir para o mundo, dizendo: `Não errei. Acertei de primeira`.`

Para ele, é melhor que alunos assumam seus erros na escola, porque é assim que ocorre no mundo real.

Ele está certo? Borrachas deveriam ser proibidas nas escolas?

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Educação Infantil será avaliada a partir do ano que vem

A educação infantil, até os 5 anos de idade, passará a ser avaliada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a partir de 2016. A Avaliação Nacional da Educação Infantil (Anei) foi apresentada hoje (17) no 15º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação. Entre os itens averiguados estão o atendimento à demanda por ensino infantil, a formação dos profissionais que atuam com crianças e a disponibilidade de brinquedos.

A Anei vai aproveitar dados do Censo Escolar e coletar os que não estiverem disponíveis nas bases de dado do Inep. Serão consideradas seis dimensões: o acesso e a oferta por idade, a infraestrutura, os recursos pedagógicos, os profissionais de educação infantil, gestão do sistema de educação e gestão da escola. Dentro das dimensões, estarão em análise itens mais específicos como o plano de carreira docente, a segurança do mobiliário e dos brinquedos e o acesso à água filtrada.
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Colégio carioca usa games para ensinar geografia e estudos sociais

Nos meus tempos de escola, eu me divertia muito com as aulas de educação física. As outras aulas, sendo bem honesto, eram um pouco chatas. Mas hoje as coisas parecem que estão mudando para os alunos. No lugar de decorar os nomes dos países em um mapa estático e sem graça, os estudantes estão aprendendo isso com os videogames.

É assim que os alunos do Colégio Federal Pedro II, um dos mais tradicionais do Rio de Janeiro, estão descobrindo e aprendendo coisas como a evolução da paisagem de Jerusalém através dos séculos com `Assassin`s Creed`, as diferenças socioeconômicas de uma cidade com `Grand Theft Auto V` e os cenários geográficos com os estágios de `Street Fighter II`.

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Dica de filme: Como estrelas na terra

“Como estrelas na terra” é um filme indiano que mostra a história de um menino de 9 anos com dislexia. Ishaan Awasthi estuda em uma escola normal e sofre muito por ter dificuldades na escola e por ser incompreendido pela família.

Claudio Naranjo: “A educação atual produz zumbis”

O psiquiatra chileno Claudio Naranjo tem um currículo invejável. Formou-se em medicina na Universidade do Chile, especializou-se em psiquiatria em Harvard e virou pesquisador e professor da Universidade de Berkeley, ambas nos EUA. Desenvolveu teorias importantes sobre tipos de personalidade e comportamentos sociais. Trabalhou ao lado de renomados pesquisadores, como os americanos David McClelland e Frank Barron. Publicou 19 títulos. Sua trajetória pode ser classificada como irrepreensível pelo mais ortodoxo dos avaliadores. Ele é, inclusive, um dos indicados ao Nobel da Paz deste ano. É comum, no entanto, que Naranjo seja chamado, em tom pejorativo, de esotérico e bicho grilo. Há mais de três décadas, ele e a fundação que leva seu nome pregam que os educadores devem ser mais amorosos, afetivos e acolhedores. Ele defende que essa é a forma mais eficaz de ajudar todos os alunos – não só os melhores – a efetivamente aprender “e assim mudar o mundo”, como ele diz. Claudio Naranjo esteve no Brasil para participar do evento sobre educação básica Encontro de Educadores.

ÉPOCA – O senhor é psiquiatra e desenvolveu teorias importantes em estudos de personalidade. Hoje trabalha exclusivamente com educação. Por que resolveu se dedicar a esse tema?
Claudio Naranjo – Meu interesse se voltou para a educação porque me interesso pelo estado do mundo. Se queremos mudar o mundo, temos de investir em educação. Não mudaremos a economia, porque ela representa o poder que quer manter tudo como está. Não mudaremos o mundo militar. Também não mudaremos o mundo por meio da diplomacia, como querem as Nações Unidas – sem êxito. Para ter um mundo melhor, temos de mudar a consciência humana. Por isso me interesso pela educação. É mais fácil mudar a consciência dos mais jovens.

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Uma flor no lamaçal

A realidade é complexa. Pense no simples ato de ler esta página e na quantidade de áreas e saberes que foram necessários para possibilitar o nosso diálogo. Ele depende de muitos anos da minha formação; do computador em que escrevo e suas centenas de patentes; de toda a tecnologia de plantio e colheita de árvores, do processamento dessas árvores até que se tornem celulose e depois papel; do conhecimento de editores, diagramadores, revisores, fotógrafos mais a equipe que opera o maquinário da gráfica. Ainda há a equipe de logística, de transporte, financeira etc. Tudo isso está embutido no seu simples ato de folhear esta página (para quem a lê on-line, a quantidade de inovações e saberes envolvidos provavelmente é ainda maior).

A escola precisa preparar as pessoas para navegarem a complexidade desse mundo. Que está cada vez mais complicado, mas que já era complexo e multifacetado desde que o mundo é mundo. Seria muito difícil abarcar toda essa complexidade e interdependências em um currículo escolar. O professor teria de dominar todas essas áreas, o que é virtualmente impossível, e também controlar o ambiente para que as crianças só fossem expostas ao nível de complicação que pudessem deglutir. O que o sistema escolar fez, então, foi replicar o reducionismo da ciência: fracionar a complexidade em seus múltiplos elementos e ensiná-¬los de forma separada. Ao fazê-lo, garantiu que os pupilos pudessem ter mestres que dominam profundamente o assunto ensinado e que o nível de dificuldade da matéria fosse controlado e ajustado à capacidade de compreensão dos alunos. É um modelo brilhante, que vem produzindo grandes resultados há milênios.

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Alfabetizada, sim ou não?

Uma das frases mais repetidas por educadores é: nenhuma criança deve ser deixada para trás. Ela dá a entender que existe, sim, uma idade ideal para que a aprendizagem aconteça de modo a que toda criança, mesmo respeitado seu ritmo próprio, seja capaz de acompanhar o grupo a que pertence. Entretanto, pesquisas têm demonstrado que a defasagem existe desde o início do Ensino Fundamental, base da educação, quando a criança de oito anos completos não se mostra muitas vezes capaz de ler um texto simples e escrever frases curtas – e deveria!

Por que isso acontece? “Alfabetização é um processo cognitivamente lento, e linguisticamente também”, explica a educadora Magda Soares, um dos nomes de maior prestígio no assunto no País. “O primeiro contato deve ser feito durante a Educação Infantil, mas não é o que tem acontecido no Brasil, onde há uma resistência em introduzir a criança na alfabetização desde o início de vida escolar, optando apenas em orientá-la socialmente”. E o que seria, nesse caso, introduzir? “A criança é levada a perceber que as palavras escritas no livro que a professora transforma em sons quando lê para ela são formadas por letras, e que as letras representam sons da fala”, detalha Magda. Dessa forma, a criança ganha consciência desde cedo de que a fala é um conjunto de sons, que vai registrar mais tarde com a escrita.
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Ricardo Semler: “Trocaria uma aula de matemática por uma hora de videogame”

Nos anos 1980, o empresário Ricardo Semler ganhou notoriedade ao revolucionar a forma de gestão de sua empresa, a Semco. Criou um modelo em que os funcionários avaliam e escolhem os próprios chefes e não têm horário ou mesmo obrigação de aparecer no escritório. Os lucros explodiram, levando o sistema a ser copiado em várias partes do mundo.

Agora, Semler quer fazer o mesmo na área da educação. Crítico impiedoso do ensino atual, ele fundou há pouco mais de uma década o Instituto Lumiar, que mantém, em São Paulo, duas escolas particulares e uma pública responsáveis por virar de cabeça para baixo o cotidiano letivo: não há a figura tradicional do professor, as turmas são agrupadas por faixas etárias ampliadas e os alunos escolhem em que ordem trabalham os tópicos do currículo.
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Dica de vídeo: Para que servem as respostas?

José Pacheco- Para que servem as respostas? (TEDxRio 2011)
Professor da Escola da Ponte, em Portugal
Fala sobre o quê? Sobre problemas na Educação no Brasil
Por que é inspirador? Porque apesar de ser português José Pacheco conhece a educação do nosso país e critica vários aspectos do sistema  brasileiro. Um exemplo é  o que o professor considera a excessiva  rigidez de algumas leis, como a regra que estabelece uma idade mínima para entrar na escola e faz com que, pela diferença de um dia, uma criança tenha que esperar o ano seguinte para começar a estudar.  Ele também reclama dos vários projetos que dão certo, mas não continuam devido às mudanças dos partidos que estão no poder.

(Revista Escola)

Corte orçamentário não deverá inviabilizar Pátria Educadora, avalia Mangabeira

O corte de R$ 9,42 bilhões nos recursos do Ministério da Educação para 2015 (19,3% do orçamento da pasta) não deverá inviabilizar a implementação do projeto Pátria Educadora, segundo o ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Mangabeira Unger. Ele participou, nesta terça-feira (26), de audiência pública da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

- Não há contradição entre a necessidade de absorver os cortes e o compromisso do projeto de qualificação do ensino básico (missão do Pátria Educadora). Primeiro, porque os cortes são temporários e de curto prazo, enquanto o Pátria Educadora é de médio e longo prazo. Segundo, porque os cortes têm a ver com o Fies e o Pronatec, que se destinam a ampliar o acesso ao ensino, e o Pátria tem a ver com a qualificação do ensino. Terceiro, porque muitas das medidas propostas no Pátria Educadora não custam um único centavo, como um novo desenho federativo para a educação pública – comentou Mangabeira.

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Tecnologia ajuda professor a aprender com professor

De que forma a tecnologia pode extrapolar o seu potencial transformador no aprendizado dos alunos e trazer boas contribuições para a qualificação dos professores? O tema foi debatido durante uma mesa redonda promovida na manhã do dia 22/05 pela Fundação iFHC, em São Paulo. O evento contou com a participação de Lord Jim Knight, ex-ministro da Educação da Inglaterra e diretor-executivo de aprendizagem online da TES Global, maior rede online de professores no mundo, com plataformas voltadas para o desenvolvimento profissional, a excelência do ensino e a empregabilidade dos professores.

Em sua experiência como ministro, Knight afirma ter aprendido que o investimento em tecnologia nas escolas é extremamente importante, mas pode ser desperdiçado se não forem empregados os mesmos esforços em treinamento e qualificação dos professores. “É fácil para os políticos se distraírem com o que parece urgente em vez do que é realmente importante. Construir mais escolas e oferecer recursos tecnológicos parece urgente, mas é mais importante investir no professor, que é a raiz de uma educação de qualidade”, explica Knight.

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Dica de vídeo: Educação inovadora nas favelas

Charles Leadbeater- Educação inovadora nas favelas (TEDsalon London 2010)
Autor de livros sobre inovação e criatividade
Fala sobre o quê? Sobre o exemplo de propostas educativas em lugares vulneráveis, onde é preciso atrair os alunos e não “empurrá-los” para as escolas
Por que é inspirador? Porque o palestrante dá o exemplo de organizações não governamentais e outras instituições educativas que conseguiram atrair os alunos em regiões muito pobres e debilitadas, onde o poder público raramente chega. Nesses lugares, a promessa da educação formal de “empurrar” o aluno para a escola, onde ele vai estudar para ao final de alguns anos conseguir um diploma, pode falhar, já que eles precisam de alternativas mais imediatas para o crime a pobreza. Segundo Charles, os exemplos citados (como o caso do ex-traficante carioca que mudou de vida graças a um programa que implementou computadores nas favelas e tornou o aprendizado mais interessante para os adolescentes) engajam os estudantes, coisa que a escola tradicional também deveria fazer

(Revista Educação)