6 medidas de baixo impacto e 6 soluções para a educação

Dias letivos mais longos, classes com menos alunos e pagamento dos professores de acordo com o desempenho. Apesar de bem intencionadas, algumas das principais políticas de reforma adotadas por governos nos últimos 20 anos podem não gerar tanto impacto na aprendizagem dos alunos. Em dois novos relatórios encomendados pela Pearson, o professor e pesquisador John Hattie, diretor do Instituto de Pesquisas em Educação da Universidade de Melbourne, na Austrália, avalia essas estratégias com base em dados disponíveis sobre o que funciona e o que não funciona na educação.

De acordo com Hattie, muitas medidas populares para melhorar a educação agem apenas como uma política de distração. Embora custem bilhões de dólares aos governos, elas não apresentam resultados muito expressivos e desviam o foco do que realmente importa: garantir que os alunos tenham o progresso de pelo menos um ano para cada ano de empenho. Para isso, ele aponta que incentivar o trabalho conjunto entre os professores e investir na personalização do ensino podem ser estratégicas mais eficazes.

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O futuro pode ser perfeito

FUTURZWEI (Futuro 2.0) é o nome da fundação alemã sediada em Berlim e dirigida pelo psicólogo social Harald Welzer. A partir da visão dele de que o século 21 precisa de histórias positivas para um futuro possível, surgiu o projeto FUTUREPERFECT (Futuro Perfeito).

O caminho para um futuro possível, além das previsões de catástrofes e escassez que atemorizam nosso cotidiano, pode ser encontrado em relatos de projetos bem-sucedidos que prosperam pelo mundo, mas aos quais nem todos têm acesso para se inspirar e desenvolver os seus próprios projetos.

Todo e qualquer indivíduo precisa descobrir o que ele mesmo pode fazer. Com a rede mundial de comunicação à nossa disposição, tomar conhecimento do que é bom e pode ser alternativa viável para o futuro só depende do nosso interesse.

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Dica de filme: Pro dia nascer feliz

“Pro dia nascer feliz” mostra um cotidiano de desigualdade e violência de jovens de quatro escolas públicas brasileiras, em Pernambuco, São Paulo, Duque de Caxias e no Rio de Janeiro.

Inep divulga resultados preliminares do Enem 2014 para as escolas

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou na noite de hoje (9) o resultado preliminar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2014 por escola na internet. Por enquanto, os dados estão disponíveis apenas para as escolas, mas no dia 27 serão abertos ao público.

Para acessar, é preciso informar o CPF do dirigente e o código da entidade. Os estudantes são divididos em níveis de proficiência, de acordo com a nota que tiraram. Na divulgação, as escolas têm acesso à porcentagem dos alunos em cada nível, para cada uma das áreas de conhecimento cobradas no Enem – ciências humanas, ciências da natureza, linguagens e códigos, matemática e redação. Além disso, as escolas têm acesso às médias das proficiências dos alunos participantes, à taxa de participação da unidade escolar e a indicadores contextuais.

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Calendário de Capacitação/Agosto e Setembro

A programação completa de capacitação para os meses de agosto e setembro/2015 já está disponível. Você pode baixar o arquivo (PDF) na aba “Capacitação” do blog NotaMáxima ou no endereço http://www.notamaxima.net.br/site/capacitacao

Aluno tem nota por `curtidas`, e autora do `Diário de Classe` critica método

Isadora Faber, criadora da página “Diário de Classe”, questionou em uma rede social a metodologia utilizada por um de seus professores do segundo ano do ensino médio de uma escola particular de Florianópolis, para dar nota a um trabalho em grupo. Ele deu uma semana para que os alunos postassem um vídeo em uma rede social abordando a prevenção de doenças. Os estudantes irão receber três pontos no trimestre se conseguirem 250 curtidas.

“Avaliar os alunos pelo número de curtidas é um absurdo. Acho injusto com quem não utiliza redes sociais ou não tem muitos amigos. É difícil conseguir 250 curtidas em uma semana”, avalia a adolescente de 16 anos.

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As causas da evasão e a gestão da permanência

Especialista desenvolve trabalho que aponta estratégias para o relacionamento com alunos no Ensino Superior

Num contexto em que as Instituições de Educação Superior (IES) têm procurado alternativas para lidar com o desajuste financeiro causado pelas mudanças nos programas federais de financiamento, é importante que a atenção dos gestores se volte de forma especial para a permanência dos alunos. É o que afirma o professor Wille Muriel, diretor executivo da Carta Consulta, empresa de assessoria e capacitação para o setor. Muriel é uma das referências brasileiras quando o assunto é permanência de alunos. Desde 2008 ele tem desenvolvido trabalhos de estudos e práticas em universidades americanas e brasileiras sobre o tema. Um dos frutos deste trabalho é um artigo que assinala as principais causas da evasão nas universidades brasileiras. No trabalho, o professor indica os caminhos para a implantação de uma equipe de gestão da permanência de alunos e aponta as estratégias a serem adotadas pelas Instituições que desejam realizar um programa proativo nesta área. Nesta entrevista, ele conta um pouco sobre a importância do desenvolvimento destas ações para o sucesso do projeto educacional das universidades.

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Professores se sentem obrigados a cumprir funções antes delegadas aos pais

Um estudo feito produzido pela pesquisadora Elaine Cristina Mourão, da FE (Faculdade de Educação) da USP, concluiu que a dificuldade dos pais imporem autoridade perante seus filhos é um fator que pode afetar o ensino, fazendo com que professores enfrentem situações de mau-comportamento e desobediência, além de se sentirem excessivamente responsáveis pelo desempenho dos alunos.

Com o objetivo de entender, através da psicanálise, algumas das queixas compartilhadas pelos educadores, a pesquisa entrevistou professoras que atuam no ensino fundamental I. Elaine, que também é professora desta etapa escolar, afirma que indivíduos do século 21, como reflexo da sociedade em que vivem — chamada de pós-moderna por alguns autores —, primam mais pelos prazeres próprios do que pelas obrigações sociais. É o que a psicanálise chama de “funcionamento perverso”. “Não há um encontro pleno entre o que as pessoas desejam e o que a sociedade espera”, explica a pesquisadora.

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Dica de filme: Mitã

Educação, espiritualidade, tradição e cultura da criança se misturam na narrativa, inspirada pelos pensamentos de Fernando Pessoa, Agostinho da Silva e Lydia Hortélio.

Tecnologia muda relação de alunos com escola rural

“Minha mãe não sabia muito bem o que era um computador. Quando levei o tablet que ganhei na escola para casa, ela se apavorou quando viu. Depois, gostou bastante de mexer.” Assim como a mãe, a estudante Heloísa da Costa, 10, nunca tinha usado um computador. Moradora de uma área rural em Viamão, na região metropolitana de Porto Alegre (RS), ela acessou a internet pela primeira vez na escola municipal de ensino fundamental Zeferino Lopes de Castro.

Há dois anos, a instituição que Heloísa estuda começou a participar do programa Escolas Rurais Conectadas, da Fundação Telefônica Vivo, onde todos os alunos receberam um tablet, do 1o ao 3o ano, e um netbook, do 4o ano 9o ano. “Quando eu entrei no colégio, só tinha aula normal. Depois começou a modernizar”, diz a menina, que já substituiu o tablet pelo netbook quando passou para o 4o ano.

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Base curricular comum da educação deve ficar pronta antes do prazo, diz ministro

O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, no último dia 8, que o Ministério da Educação pretende finalizar a proposta de uma base curricular nacional comum para a educação básica – ensinos infantil, fundamental e médio – antes do prazo previsto no Plano Nacional de Educação (PNE), que é junho de 2016. Na base comum deve haver um detalhamento claro, ano a ano, dos conhecimentos e habilidades que todos os alunos têm o direito de aprender.

“Temos o prazo de um ano para levar a [proposta da] base comum ao Conselho Nacional de Educação, mas nossa intenção é tentar avançar mais rápido, preservando a ampla discussão. Se conseguirmos antecipar, será muito bom, porque dessa definição da base comum dependem dois pontos cruciais, que são a formação dos professores e o novo material didático”, explicou o ministro.

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Educação patrimonial propõe aprender com o mundo e a cultura que construímos

Uma gíria, um modo de afinar um cavaco, um causo, uma história de pescador. Uma velha construção, uma receita de bolo de fubá com erva doce, um bom lugar para pescar. Uma feira, uma rua, uma cadeira, um quadro, uma celebração, uma paisagem, uma velha canção de trabalho, uma cantiga de ninar. Um museu, uma canção de rap. Tudo isso – e esse inventário nunca para de crescer – faz parte do patrimônio cultural brasileiro, segundo nossa Constituição Federal, de 1988.

Como usar este amplo inventário como instrumental pedagógico? Como tornar simbiótico o conhecimento da memória e cultura de um povo em processos educativos? Como tornar a escola agente do imaginário do país?

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Portal cria competição para incentivar a leitura

Muitas famílias não sabem como podem estimular as crianças a lerem mais. Pensando nisso, o portal Arkos foi desenvolvido como um serviço que incentiva a leitura, destinado a alunos do 2º ao 5º ano do ensino fundamental.

A iniciativa foi inspirada em portais da Europa e dos EUA, que já ajudaram milhões de crianças. “A ideia de ganhar pontos com a leitura veio da Alemanha, que criou uma ferramenta semelhante à Arkos em 2003”, explica o cofundador da marca, Sven Kottmann. A partir da ideia alemã, ele e seus sócios adaptaram o projeto à realidade brasileira.

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Dica de filme: Entre os muros da escola

“Entre os muros da escola” é baseado no livro homônimo de François Bégaudeau, protagonista da narrativa. Uma sala de aula na periferia de Paris simboliza o choque cultural presente na França contemporânea: François Marin, um professor francês, busca formas de se aproximar de seus estudantes asiáticos, africanos, árabes e franceses.

 

A gestão de cursos de curta duração na modalidade de educação a distância

A educação a distância vem evoluindo à medida com que as novas tecnologias vão sendo, cada vez mais, incorporadas no dia-a-dia das pessoas. Essa crescente busca por um meio “alternativo” de acesso ao conhecimento – que não seja o método presencial de ensino –, se dá por algumas razões: uma delas é reflexo da necessidade pela busca de informações em ritmo acelerado exigido pelas atividades relacionadas ao mercado de trabalho. Outro motivo está ligado às facilidades de acesso à informação por meio da internet, através de dispositivos móveis que conectam pessoas sem a necessidade de estarem próximas umas das outras. Essa conexão digital gera interação, troca de conhecimento, formando um elo entre o mundo online e o mundo off-line.

Segundo Gabriel (2015), com os dispositivos móveis ultraconectados e a superpenetração da tecnologia digital em nossas vidas, o ser humano tem se expandido além do seu corpo biológico, existindo on e off-line ao mesmo tempo. Viramos seres ciber-híbridos – cíbridos – e isso tem impactos gigantescos na nossa vida e na maneira como o mundo se comportará daqui pra frente.

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Por uma educação que dê voz e vez aos jovens

A escola do século 21 precisa se constituir como um espaço privilegiado para que a juventude vivencie e experimente processos de participação na esfera pública. Mesmo porque a atuação em conselhos, fóruns, conferências demandará dele um aprofundamento de conhecimento, fluência nas expressões oral e escrita, habilidade para argumentar, negociar e acessar, selecionar e analisar informações.

Essas características não podem ser desenvolvidas à parte do currículo – como se fosse necessário parar a aula para debater cidadania e participação -, e sim dentro dele. Além disso, uma vez que a escola deve preparar as pessoas para a vida, ela tem de enfocar questões atuais como mobilidade urbana, saúde, economia, meio ambiente e política, em níveis local e global.

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O `Livro Vermelho das Crianças`

Depois de ler atentamente o `Livro Vermelho das Crianças`, o mínimo que posso dizer é que se trata de um primor de publicação, lançada pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho).

A obra só pode ser acessada pela internet, no Canal Ciência do Ibict (www.canalciencia.ibict.br) e está à disposição, gratuitamente, para instituições que, após solicitarem autorização de reprodução ao Instituto, assumam os custos de impressão e distribuição.

O `Livro Vermelho das Crianças`, de autoria de Otávio Maia e Tino Freitas, tem resenha de André Trigueiro, capa e projeto gráfico de Ricardo Campos, chancela da Unesco e é ilustrado por desenhos de 76 crianças de diversas regiões do Brasil. A maioria delas participou do `Concurso de Desenhos Infantojuvenis Animais em Perigo`, realizado pelo Ibict em 2014.

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Como conectar sua classe com o mundo usando Skype

Muitas pessoas conhecem o Skype somente como ferramenta para conversar pela internet e fazer ligações. O que poucos sabem é que ele permite mudar a metodologia de ensino. “Skype na Sala de Aula” é uma comunidade online criada pela Microsoft, com objetivo de mudar aulas como geografia e história, conectando salas de aula ao redor do mundo.

Existem diversas maneiras dessa interação acontecer. Uma delas é através do Mistery Skype, um jogo criado por professores, no qual uma sala deve adivinhar, através de 20 perguntas, onde a outra está localizada. É uma estratégia válida tanto para a prática de outros idiomas, quanto para testar conhecimentos de geografia, história e aprender um pouco mais sobre a cultura de determinado local. Scott Bedley, professor da 5ª série da Plaza Vista School, na Califórnia, afirma que “ver o processo de pensamento crítico é mais gratificante do que qualquer prova que se pode aplicar”.

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Dica de filme: Tarja branca

“Tarja branca” trata com seriedade o direito de brincar, que é o tema deste documentário, que aborda o conceito de “espírito lúdico” e convida para a reflexão do desenvolvimento do homem adulto.

Reciclagem torna aula de matemática inclusiva

Sou professor na turma de Atendimento Educacional Especializado, um serviço que atua dentro da perspectiva da educação inclusiva, em Barra de São Miguel, na Paraíba. Acompanho alunos com deficiência mental, motora, auditiva, déficit de aprendizagem e autismo.

Percebi que faltavam muitos materiais para auxiliar no aprendizado de crianças com deficiência. Partindo dessa necessidade, comecei a juntar recicláveis para confeccionar jogos matemáticos com tampinhas, caixas de papelão e garrafas PET.

Muito se fala que a criança aprende em contato direto com o meio que a cerca, e a manipulação de brinquedos possibilita estimular o desenvolvimento sensório e motor. Após identificar a necessidade dos alunos, passei a construir jogos matemáticos que têm como objetivo adaptar a criança com deficiência e ajudar ela a resolver determinadas atividades.

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