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MEC promete triplicar matrículas em EAD e alcançar 600 mil alunos até 2014

O MEC tem o plano de triplicar o número de matrículas em cursos públicos de EAD (Educação a Distância) até 2014, passando dos atuais 210 mil alunos para 600 mil. O dado é do diretor de Educação a Distância da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), João Carlos Teatini, responsável pelo programa UAB (Universidade Aberta do Brasil). Entre os obstáculos, segundo o gestor, estão o preconceito e a resistência ao modelo e as dificuldades de conexão e falta de banda larga pelo país. A UAB é um sistema integrado por universidades públicas de todo o país, que oferecem ensino superior a distância. Implantada no segundo semestre de 2007, ela dispõe de cursos de licenciatura, formação pedagógica, bacharelado, tecnólogo e sequenciais. Há também formação continuada nas modalidades de especialização, aperfeiçoamento e extensão, e o Profmat (Programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional). Atualmente, a UAB tem cerca de 11 mil professores formados em graduações e outros 16 mil concluintes. (Simone Harnik | UOL | Leia íntegra)

Em uma década, cursos tecnológicos receberam 547% mais alunos em SP

Entre 2000 e 2010, o porcentual de ingressantes em cursos superiores tecnólogos aumentou 547% no Estado de São Paulo, enquanto caiu 20% nas graduações tradicionais. Os dados incluem instituições privadas e públicas. Para especialistas, os números mostram a tendência de expansão dos cursos tecnológicos em detrimento dos bacharelados convencionais. Em 2000, eles representavam 3,6% dos novos alunos. Em 2010, dado mais recente, esse número foi para 23,3% – ou seja, um em cada quatro novos alunos escolhe um curso tecnólogo. Em contrapartida, a porcentagem de novos estudantes nas graduações tradicionais, nesse mesmo período, caiu de 96,4% para 76,7% do total no Estado. Os dados são um recorte do Censo da Educação Superior, do MEC, feito pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp). As graduações tecnológicas são cursos de curta duração, com foco na atuação no mercado de trabalho. Atualmente, os cinco mais procurados pelos estudantes paulistas são Gestão de Recursos Humanos, Gestão Logística, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Gestão Financeira e Mercadologia (Marketing), nessa ordem. O crescimento identificado em São Paulo corresponde à tendência brasileira. Em 2005, o número de ingressantes nesses cursos representava 8,5% do total de novos alunos no ensino superior do País. Já em 2010, essa taxa subiu para 14,8%. Continue lendo ‘Em uma década, cursos tecnológicos receberam 547% mais alunos em SP’

Alunos do ensino médio querem aulas direcionadas para o mercado

Fazer um curso profissionalizante antes ou depois das aulas, estudar em uma escola que proporcione estágio em empresas, sentar em cadeiras mais confortáveis e que os professores expliquem melhor as matérias. Essas são algumas das principais expectativas dos alunos de ensino médio da rede estadual, segundo uma pesquisa feita com quatro mil estudantes, pelo Instituto Mapear, para a Secretaria estadual de Educação. O estudo mostrou ainda que, apesar das conhecidas mazelas do ensino público, os estudantes estão sonhando mais alto. Perguntados sobre o futuro, 66% têm a intenção de cursar uma faculdade, contra 58% da pesquisa de 2008. E a quase totalidade deles (95%) pretende completar o ensino médio. Já 46% dos matriculados planejam fazer um curso técnico ou profissionalizante. Em 2008, eram 34%. Continue lendo ‘Alunos do ensino médio querem aulas direcionadas para o mercado’

País precisa garantir que alunos concluam educação básica

As 3.853.317 crianças e adolescentes de 4 a 17 anos que estão fora das salas de aula e deixam o Brasil ainda longe de cumprir a meta estabelecida pelo movimento Todos Pela Educação — 98% ou mais dessa faixa etária devem estar matriculados e frequentando a escola até 2022 — são um “número assustador e que mostra que é irresponsabilidade dizer que o país universalizou a educação.”, diz Priscila Cruz, presidente do Todos pela Educação: — É inadmissível, são quase quatro milhões de pessoas que têm seu direito de aprender negado. De acordo com o relatório De Olho nas Metas, em 2010, a taxa de atendimento no país foi de 91,5%, na faixa de 4 a 17 anos, quando a meta era de 93,4%. Para especialistas, esses números não mostram apenas as crianças e jovens que não vão à escola, mas evidenciam que o país precisa ter uma política pública não só para garantir o acesso à educação, mas também para manter o aluno na escola, garantir que conclua a educação básica e tenha educação de qualidade. Continue lendo ‘País precisa garantir que alunos concluam educação básica’

Educação profissional é pouco atraente, aponta pesquisa

Uma das políticas centrais do governo, a educação profissional não tem interessado tanto aos jovens como se poderia esperar. Uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 77,5% dos entrevistados nunca frequentou algum curso profissionalizante, seja de nível básico, médio ou tecnológico. A maioria deles por falta de interesse. A pesquisa mostra que, entre 2004 e 2010, o número de pessoas com cursos profissionalizantes aumentou 77%. Ainda assim, o porcentual é baixo: 23% dos jovens apenas passaram por alguma formação, excluindo-se aí o ensino superior. “O grande problema é a  falta de interesse. Talvez falte conhecimento por parte dos jovens. Hoje, quem faz um ensino médio profissionalizante tem um ganho salarial 14% maior do que quem fez apenas o ensino médio regular. Um jovem com uma graduação tecnológica de três anos recebe 24% mais do que alguém com três anos de bacharelado”, afirma o economista da Fundação Getulio Vargas Marcelo Neri, responsável pela pesquisa. Continue lendo ‘Educação profissional é pouco atraente, aponta pesquisa’

Atuais métodos de ensino online deixam a desejar, diz pesquisador

Professor da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, o indiano Sugata Mitra ficou famoso pelo experimento conhecido como “buraco na parede”. Funciona da seguinte maneira: um computador com acesso à internet é colocado em uma localidade pobre –no início, uma periferia da Índia. A partir daí, as crianças aprendem a mexer sozinhas no PC e a acessar a internet. Os dois princípios que regem a experiência são a auto-organização, porque uma criança ensina à outra, e a tecnologia ajudando a educação. O pesquisador falará sobre os dois assuntos em palestra na Campus  Party, na terça-feira (7), às 19h, no palco principal do evento. Em entrevista por e-mail à Folha, Sugata Mitra diz que, apesar de acreditar que a tecnologia ajuda o processo educativo, as maneiras como ela é utilizada atualmente são falhas. “Os atuais métodos de ensino on-line deixam a desejar”, exemplifica. Para o indiano, o processo de aprendizado não é neutro –de mão única, do professor ao aluno–, e prova disso é a negociação entre crianças e pais. Além disso, a auto-organização, diz Mitra, também é uma forma de negociação entre pares.  “De alguns pontos de vista, a comunidade de software livre e a Wikipedia são exemplos de auto-organização”, diz. Mesmo assim, o pesquisador ressalva que a auto-organização física tem aspectos únicos, principalmente entre crianças. Apesar de ser um defensor da educação on-line, Sugata Mitra acredita que a ida de estudantes de países menos desenvolvidos, como Brasil, China e Índia, a universidades europeias e americanas não é um problema. “Estudantes devem estar onde podem produzir melhor”, diz. “A humanidade é maior que países.” (Portal Aprendiz)

Curso a distância encontra resistência

Embora reconheçam a praticidade dos cursos a distância, empregadores ainda desconfiam de sua eficácia. Para minimizar o efeito, alertam especialistas, o ideal é escolher um programa de escola de renome, preferencialmente em área técnica, e demonstrar disciplina. O Brasil só possui um curso stricto sensu a distância recomendado pela Capes, o Profmat (Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional), da Sociedade Brasileira de Matemática. Mas a situação deve  mudar. João Carlos Teatini, diretor de EAD da Capes, diz que, por ser uma metodologia recente, há resistência em programas mais conceituados de pós. “Isso existe por força do tradicionalismo e pelo desconhecimento da modalidade.” Entre os lato sensu a oferta é enorme – bem como o preconceito dos empregadores, afirma o consultor Paulo Buchsbaum. “No entanto, para cursos mais técnicos, o ensino à distância pode representar uma opção viável”, diz. Daniela do Lago, “coach” de executivos e professora de MBA da FGV, recomenda especial dedicação aos estudos. “Para estudar a distância é importante o aluno ter disciplina. Se for desorganizado, a empresa vai desconfiar da efetividade do curso.” A desconfiança em relação ao método, contudo, tende a diminuir, afirma a consultora Dulce Magalhães. “A geração Y já traz outra percepção a respeito da EAD”. (Folha)

Investimento em educação cresceu 1,2 ponto percentual de 2000 a 2011

O investimento público em educação alcançou 5,1% do PIB em 2011, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Do acordo com o estudo, desde o ano 2000 até 2011, o investimento em educação teve aumento de 1,2 ponto percentual, passando de 3,9% para 5,1%. De acordo com o estudo, o investimento maior foi em educação básica, que mudou de 3,2% em 2000 para 4,3% em 2011. No ensino médio, o aumento foi pequeno, de 0,7% em 2000 para 0,8% em 2011. O estudo vai servir de apoio para o Plano Nacional de Educação, que está em trâmite no Congresso Nacional com propostas para aumentar este investimento. O projeto prevê o aumento dos gastos em educação até que se atinja 7% do PIB no prazo de dez anos – um incremento de 1,9 ponto percentual em relação ao patamar atual. Essa meta foi definida pelo governo, mas entidades da área e movimentos sociais pressionam para que ela seja ampliada para 10% do PIB. (Agência Brasil)

Ministério da Justiça pressiona contra aumento de preço de material escolar

A Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça proibiu nesta segunda o Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório, Escolar e Papelaria do Estado de São Paulo e Região (Simpa-SP) e o seu presidente, Antônio Martins Nogueira, de recomendarem a seus afiliados reajustes de preços, datas e porcentuais para os aumentos. A SDE decidiu agir depois que reportagens mostraram o Simpa aconselhando os lojistas a repassarem a inflação do ano, de 6,5%, aos produtos que compõe a lista de material escolar. Caso descumpra a determinação, o sindicato terá de pagar uma multa de R$ 10 mil por dia. O presidente do sindicato também deu entrevista aconselhando os pais de crianças em idade escolar a antecipar as compras para evitar um reajuste que poderia chegar a até 10%. Nogueira alegava que os produtos em venda em dezembro ainda estavam com preços mais baixos porque as compras haviam sido feitas em setembro, mas, com a reposição para a volta às aulas, os produtos viriam muito mais caros. Continue lendo ‘Ministério da Justiça pressiona contra aumento de preço de material escolar’

França é disputada por alunos de hotelaria, arte, gastronomia, moda e design

Tradição e modernidade se misturam ao sonho de muitos estudantes de hotelaria, arte, gastronomia, moda e design e fazem a França disputar com a Itália a preferência dos brasileiros que querem estudar em uma dessas áreas. Mas a língua é fator decisivo na escolha de quem ainda está em dúvida. Além de o francês ser mais falado no mundo do que o italiano, uma considerável parte da literatura técnica dessas áreas é escrita na língua francesa. Segundo a CampusFrance -agência do Ministério das Relações Exteriores da França-, mais de 4.000 brasileiros foram estudar no país em 2006. A expectativa para este ano é manter o número. Continue lendo ‘França é disputada por alunos de hotelaria, arte, gastronomia, moda e design’

Alagoas aprova publicidade em uniforme escolar

A partir de 2012, estudantes estaduais de Alagoas poderão estudar com uniformes adornados com publicidade. O governo dos estado sancionou uma lei que aprova o patrocínio das escolas com doação de uniformes, material escolar e mobiliário, informou a Folha. Em troca, as empresas poderão ter o nome nas roupas. O que motivou tal atitude, segundo a Secretaria da Educação de Alagoas, foi o fato de que não há verba para custear isso. A única restrição é quanto ao tipo de empresa que patrocinará os uniformes: elas não podem atuar nos setores de bebidas e cigarros. Atualmente, todas as peças são pagas pelos próprios pais, mas o uso do uniforme não é obrigatório.

Brasil gasta com presos quase o triplo do custo por aluno

Enquanto o país investe mais de R$ 40 mil por ano em cada preso em um presídio federal, gasta uma média de R$ 15 mil anualmente com cada aluno do ensino superior — cerca de um terço do valor gasto com os detentos. Já na comparação entre detentos de presídios estaduais, onde está a maior parte da população carcerária, e alunos do ensino médio (nível de ensino a cargo dos governos estaduais), a distância é ainda maior: são gastos, em média, R$ 21 mil por ano com cada preso — nove vezes mais do que o gasto por aluno no ensino médio por ano, R$ 2,3 mil. Para pesquisadores tanto de segurança pública quanto de educação, o contraste de investimentos explicita dois problemas centrais na condução desses setores no país: o baixo valor investido na educação e a ineficiência do gasto com o sistema prisional. Apenas considerando as matrículas atuais, o chamado investimento público direto por aluno no país deveria ser hoje, no mínimo, de 40% a 50% maior, aponta a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que desenvolveu um cálculo, chamado custo aluno-qualidade, considerando gastos (de salário do magistério a equipamentos) para uma oferta de ensino de qualidade. — Para garantir a realização de todas as metas do Plano Nacional de Educação que está tramitando no Congresso, seriam necessários R$ 327 bilhões por ano, o que dobra o investimento em educação — afirma Daniel Cara, coordenador da campanha. Continue lendo ‘Brasil gasta com presos quase o triplo do custo por aluno’

Projeto prevê publicação de mensalidade escolar em diário oficial

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 1648/11, do deputado Washington Reis (PMDB-RJ), que obriga os estabelecimentos de ensino a publicar no diário oficial do estado o valor da mensalidade escolar, por curso, no período mínimo de 45 dias antes da data final para matrícula. A proposta altera a Lei 9.870/99, que trata do valor total das anuidades escolares. A exigência de publicação vale para escolas de todos os níveis de ensino, faculdades e universidades particulares.  Atualmente, a lei só exige a divulgação do contrato de ensino, com o valor da anuidade, “em local de fácil acesso ao público”. O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Educação e Cultura e Constituição, e Justiça e de Cidadania. (Agência Câmara)

Tecnologia para educação em revista

A Vanguarda Educação Editora, especializada na produção de conteúdo para comunicação e informação para o mercado educacional, lançou a revista “TIC na Educação“. O conteúdo é formado por informações sobre tecnologia educacional do mercado nacional e internacional, compreendendo um plano editorial relevante, moderno e enriquecedor do conhecimento para os profissionais da educação, entre gestores e professores das redes pública e particular do ensino básico e superior. Segundos os editores, apresentará mensalmente todos os processos que facilitem e consolidem o desenvolvimento da educação e de todo o correspondente mercado de produtos, sistemas e serviços para educação, incluindo:
- Política educacional;
- Melhores práticas;
- Regulamentação e responsabilidades;
- Fornecedores de produtos, serviços e análises de mercado;
- Comportamento de mercado;
- Treinamento e desenvolvimento de carreira;
- Tendências de mercado e destaques condutores de desenvolvimento.
A edição de estreia tem como destaques a “geração touch-screen”, a “sala de aula do século 21″ e uma avaliação do e-learning, entre outros artigos e reportagens.

Mulheres mais jovens são as que mais gastam com educação

Mulheres mais jovens gastam mais com educação do que com moradia. Enquanto 28% das mulheres de 46 a 55 anos e 27% das de 36 a 45 anos gastam mais em moradia, 23% das com idade entre 25 a 35 anos gastam mais com educação. Os dados são do estudo da Quorum Brasil, empresa especializada   em pesquisa de mercado, divulgado nesta segunda-feira (15). Depois da educação, os maiores gastos das mulheres de 25 a 35 anos são com prestações, que consomem 17% do orçamento delas. Para as mulheres com idade de 36 a 45 anos e as de 46 a 55, estes gastos representam 24% e 18% da renda. Todas as   faixas – As mulheres com idade entre 46 e 55 anos gastam 18% da renda familiar com transporte, em seguida aparecem as mulheres de 36 a 45 anos, que gastam 16% da renda da mesma forma. As com idade de 25 a 35 anos aparecem na última posição, com 7% da renda destinada ao transporte. (UOL)

Situação do ensino técnico é “alarmante”, diz governo

Escolas técnicas e faculdades tecnológicas estaduais de São Paulo oferecem salários defasados a seus funcionários e enfrentam perda “alarmante” de servidores em algumas regiões. A situação foi admitida pela própria gestão Geraldo Alckmin (PSDB) em texto enviado à Assembleia, no qual apresenta proposta de correção salarial a profissionais do Centro Paula Souza (que administra as Etecs e Fatecs). Na justificativa do projeto, a Secretaria de Desenvolvimento diz que os salários na rede chegam a ser inferiores “à metade do que pagam as demais instituições”, como institutos federais, Sistema S e universidades públicas. Se  aprovada a proposta, o salário do professor iniciante de escola técnica (200 horas/mês), subirá 25% -de R$ 2.000 para R$ 2.500. Expandir e melhorar Etecs e Fatecs foram bandeiras da campanha de Alckmin. Segundo a pasta, o plano diminuirá “a rotatividade hoje existente em nossos quadros pela falta de competitividade de nossos salários”. Afirma ainda que “temos perdido colaboradores de uma forma que chega a ser alarmante em algumas regiões do Estado.” Continue lendo ‘Situação do ensino técnico é “alarmante”, diz governo’

Investimento na educação vira prioridade da classe C

Com uma população se aproximando de 100 milhões de pessoas, a classe C, também chamada de nova classe média, é o alvo do governo federal para o que já se chama de “segunda geração de política sociais”. De olho na importância desse contingente na economia -o que pode se reverter em votos nas eleições-, o governo quer fortalecê-lo. A classe C representa mais da metade da população brasileira, responde por cerca de 47% do consumo do país, metade dos cartões de crédito emitidos, 60% dos acessos à internet, 42% das despesas com educação e quer mais. As informações, reunidas pela SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos), vão compor um banco de dados para conhecer mais essa parcela da população. Continue lendo ‘Investimento na educação vira prioridade da classe C’

Um terço dos alunos de gastronomia se desilude e larga o curso

Há 11 anos, o Brasil não tinha um único curso superior de gastronomia. Hoje, o que não falta é escola. Os restaurantes, no entanto, não estão satisfeitos com a mão de obra que chega das instituições. No meio do fogo cruzado, grande parte dos alunos desiste da carreira. Segundo o Ministério da Educação, o índice de evasão do curso de gastronomia está 10% acima da média, mesmo tendo uma das menores durações –a maior parte termina em apenas dois anos. Um terço dos alunos desiste dos cursos, taxa semelhante à de medicina, que dura seis anos. Mais pesado que o de outras profissões de classe média, o trabalho da cozinha assusta os novatos. “Na Europa o jovem vai para a cozinha porque não quer ser mecânico nem marceneiro. Aqui, entra na culinária porque não quer ser médico nem advogado”, diz José Barattino, chef do Emiliano. Continue lendo ‘Um terço dos alunos de gastronomia se desilude e larga o curso’

Filhos na pré-escola aumentam participação de mães no mercado de trabalho

Uma tese de doutorado apresentada na USP mostrou que, quando as crianças estão matriculadas na pré-escola, as mães têm uma participação 28% maior no mercado de trabalho. O dado, levantado pela pesquisadora Jaqueline Severino da Costa, é baseado em um estudo estatístico da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). Além do aumento da participação no mercado, afirma a pesquisadora, a jornada de trabalho cresce em 19 horas por semana.  No entanto, esse incremento não é acompanhado de aumento salarial. “A escolaridade das mães pode ter um peso maior sobre os salários, inibindo a influência de outros fatores, como a jornada de trabalho”, diz Jaqueline.
A idade das mães também afeta a participação no mercado. As mais velhas, mostra Jaqueline, tendem a colocar os filhos na pré-escola mais cedo e voltam mais rapidamente à atividade profissional. Isso se deve, diz o estudo, ao fato   de elas terem mais experiência e uma carreira mais consolidada. Mais crianças na pré-escola, afirma a pesquisadora, teria impactos na economia do país. “Deve-se investir nisso, pois os benefícios são de curto prazo, como a geração de empregos diretos em creches e escolas, e de longo prazo, com o melhor desenvolvimento da capacidade cognitiva das crianças e a participação feminina no mercado de trabalho.” (Agência USP)

Poli-USP terá fundo nos moldes de Harvard

O orçamento anual da Universidade Harvard (EUA), considerada a melhor do mundo, beira os R$ 6 bilhões.Mas só 20% desse montante vem do governo americano. O resto do dinheiro é uma soma de anuidades, doações e rendimentos dos chamados “endowments”, fundos de investimentos da instituição. Esse é o modelo importado pela Escola Politécnica da USP, que agora terá seu fundo de investimentos – iniciativa pioneira nas universidades públicas brasileiras. Assim como em Harvard, o fundo será gerenciado por uma empresa, a Endowments do Brasil, responsável por aplicar o que virá do setor privado e de ex-alunos. “O dinheiro permanecerá intocável. Os dividendos da aplicação serão revertidos em recursos para pesquisa”, explica José Roberto Cardoso, diretor da unidade da USP. A escola ganha autonomia para financiar parte de seus trabalhos sem  depender de agências de fomento e do Estado (85% dos R$ 2,89 bilhões liberados pelo governo à USP são consumidos pela folha de pagamento da universidade). Continue lendo ‘Poli-USP terá fundo nos moldes de Harvard’