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Publicada lei que declara Paulo Freire patrono da educação brasileira

O Diário Oficial da União publicou a lei que declara o educador Paulo Freire patrono da educação brasileira. O projeto de lei foi aprovado no início de março pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, em decisão terminativa, por unanimidade. Paulo Reglus Neves Freire (1921-1997) foi educador e filósofo. Considerado um dos principais pensadores da história da pedagogia mundial, influenciou o movimento chamado pedagogia crítica. Sua prática didática fundamentava-se na crença de que o estudante assimilaria o objeto de análise fazendo ele próprio o caminho, e não seguindo um já previamente construído. Freire ganhou 41 títulos de doutor honoris causa de universidades como Harvard, Cambridge e Oxford. Foi preso em 1964, exilou-se depois no Chile e percorreu diversos países, sempre levando seu modelo de alfabetização, antes de retornar ao Brasil em 1979, após a publicação da Lei da Anistia. (Agência Brasil)

Encyclopaedia Britannica esgota edição final

Quando a Encyclopaedia Britannica anunciou, no mês passado, que abandonaria as edições de papel depois de 244 anos, os executivos da companhia notaram que havia 4 mil conjuntos da edição final de 2010, de 32 volumes, ainda em estoque, os restos de uma antiga tradição. Mas, menos de três semanas depois, a maioria deles já se foi. Compradores ansiosos correram para arrematar os últimos exemplares da enciclopédia, com somente mil conjuntos a serem vendidos, disse Jorge Cauz, presidente da Encyclopaedia Britannica, uma empresa sediada em Chicago. Antes de anunciar o fim da edição impressa em 13 de março, a Britannica vendia enciclopédias ao passo lento de cerca de 60 por semana, com preço de US$ 1.395. Desde então, tem vendido cerca de 1.050 por semana, ou 150 por dia, ao mesmo preço. Continue lendo ‘Encyclopaedia Britannica esgota edição final’

Retratos da Leitura no Brasil: cai números de leitores no País

A terceira edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, a ser apresentada hoje na Câmara, revelou que a população leitora diminuiu no País. Enquanto em 2007 55% dos brasileiros se diziam leitores, hoje esse porcentual caiu para 50%. São considerados leitores aqueles que leram pelo menos um livro nos três meses anteriores à pesquisa. Diminuiu também, de 4,7 para 4, o número de livros lidos por ano. Entraram nessa estatística os livros iniciados, mas não acabados. Na conta final, o brasileiro leu 2,1 livros inteiros e desistiu da leitura de 2. A pesquisa foi feita pelo Ibope Inteligência por encomenda do Instituto Pró-Livro (IPL), entidade criada em 2006 pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), Sindicato Nacional de Editores e Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares. “É no mínimo triste a gente não poder comemorar um crescimento”, disse Karine Pansa, que acumula a direção do IPL e da CBL. Ontem, o Estado mostrou que 75% dos brasileiros nunca pisaram em uma biblioteca. Continue lendo ‘Retratos da Leitura no Brasil: cai números de leitores no País’

Cerca de 75% dos brasileiros jamais pisaram em uma biblioteca

O desempregado gaúcho Rodrigo Soares tem 31 anos e nunca foi a uma biblioteca. Na tarde desta terça-feira, ele lia uma revista na porta da Biblioteca São Paulo, zona norte da cidade. “A correria acaba nos forçando a esquecer essas coisas.” E Soares não está sozinho. Cerca de 75% da população brasileira jamais pisou numa biblioteca – apesar de quase o mesmo porcentual (71%) afirmar saber da existência de uma biblioteca pública em sua cidade e ter fácil acesso a ela. Vão à biblioteca frequentemente apenas 8% dos brasileiros, enquanto 17% o fazem de vez em quando. Além disso, o uso frequente desse espaço caiu de 11% para 7% entre 2007 e 2011. A maioria (55%) dos frequentadores é do sexo masculino. Os dados fazem parte da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro (IPL), o mais completo estudo sobre comportamento leitor. O Estado teve acesso com exclusividade a parte do levantamento, cuja íntegra será divulgada nesta quarta-feira em Brasília. Para a presidente do IPL, Karine Pansa, os dados colhidos pelo Ibope Inteligência  mostram que o desafio, em geral, não é mais possibilitar o acesso ao equipamento, mas fazer com que as pessoas o utilizem. “O maior desafio é transformar as bibliotecas em locais agradáveis, onde as pessoas gostam de estar, com prazer. Não só para estudar.” Continue lendo ‘Cerca de 75% dos brasileiros jamais pisaram em uma biblioteca’

Currículo desfalcado leva bomba em MG

A volta às aulas nas escolas estaduais de Minas Gerais marca o fim do currículo do ensino médio desfalcado – com menos disciplinas – e aposenta um modelo de educação criticado por especialistas, professores, pais e alunos. Três anos depois da implantação do formato que dava ênfase a áreas do conhecimento nas salas de aula e eliminava a obrigatoriedade do ensino de todas as matérias no 2º e 3º anos do nível médio, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) recua, reconhecendo a ineficiência da iniciativa, e adota um novo sistema de aprendizagem. A partir deste ano, os 747 mil alunos do ensino médio de Minas terão direito à oferta de 12 disciplinas no 1º ano e de 10 nos dois anos finais. A mudança foi definida depois de pesquisa da SEE com as Superintendências Regionais de Ensino (SREs) sobre os principais entraves e dificuldades para o ensino médio no estado. No levantamento, feito em agosto, 88% das 47 SREs apontaram a ênfase curricular por área do conhecimento como o maior problema do nível médio. De acordo com o modelo, que vigorou de 2009 até o ano passado, as turmas de 2º e 3º anos foram divididas em três áreas: ciências humanas, exatas e biológicas. Em todas elas, eram obrigatórias apenas as disciplinas de língua portuguesa, matemática, filosofia, sociologia e educação física. Continue lendo ‘Currículo desfalcado leva bomba em MG’

Extraordinárias aulas de graça

Alunos, pais e professores brasileiros já podem acessar gratuitamente aulas de matemática e ciências que são um sucesso nos Estados Unidos e se espalham pelo planeta. O idealizador desse projeto foi um dos personagens mais interessantes que conheci em minha passagem por Harvard. Chama-se Salman Khan, um daqueles gênios em ciências que preferiu jogar fora sua carreira bem-sucedida no mercado financeiro para ajudar a educar crianças,  tornando atrativas as intricadas (e chatas) aulas de matemática. É de uma simplicidade extraordinária. Apenas uma mão na lousa e a locução do próprio Khan. O método fez sucesso e prosperou por que muita gente começou a acessar os vídeos. Um deles era Bill Gates, que usava o material para ajudar na lição de casa do filho. Daí surgiram os recursos para Salman se dedicar apenas a esse projeto. Estava ali uma possibilidade simples e barata de usar os recursos digitais para  amenizar nossas carências educacionais. Considerei uma das minhas tarefas ajudar a popularizá-lo aqui no Brasil. O problema é que o material era apenas em inglês, dificultando o uso por brasileiros. A boa notícia é que esse material já começa a ser traduzido. Os primeiros vídeos, traduzidos pela Fundação Lemann, em parceria com a Intel, já estão ar. Se as escolas, pais e alunos usarem esse material vamos ter um ganho educacional. (Gilberto Dimenstein | Folha)

MPF pede na Justiça que todos os candidatos possam ver redações do Enem

O procurador da República Oscar Costa Filho pediu à Justiça Federal que estenda a todos os candidatos o direito de ver as redações do Enem 2011 corrigidas. O Judiciário já concedeu pelo menos 19 decisões favoráveis em casos semelhantes no Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. O edital do Enem 2011 não prevê a possibilidade de recurso e, tampouco, de vista das provas. Segundo o Inep, os textos são corrigidos por dois avaliadores. Quando as notas dadas por eles têm uma diferença de 300 pontos, um terceiro corretor é chamado para reavaliar o teste. No Rio de Janeiro, de acordo com o Tribunal Regional Federal da 2ª Região, há pelo menos mais dois pedidos tramitando, o que pode elevar esse total para 19. As seis solicitações estão nas mãos de seis desembargadores diferentes. Os quatro pedidos já concedidos foram aceitos por meio de liminar pelo desembargador plantonista, no último final de semana. Continue lendo ‘MPF pede na Justiça que todos os candidatos possam ver redações do Enem’

Feliz Natal

Governo lança projeto para estimular cultura na educação básica

Os ministros da Educação, Fernando Haddad, e Cultura, Ana de Hollanda, assinaram nesta quinta-feira (8) acordo de cooperação técnica para ações de estímulo à cultura dentro de escolas de educação básica, do ensino infantil ao ensino médio. O projeto, que terá investimento majoritário da pasta da Educação, contará inicialmente com R$ 80 milhões  para viabilizar ações como promoção de leitura, por meio do recrutamento de monitores e ampliação de acervos de livros, e divulgação do cinema nacional. O programa prevê alcançar 1 milhão de estudantes no país. Esse tipo de ação coordenada está previsto no Plano Nacional de Cultura, que deve ser lançado na semana que vem pela ministra. “Nós sentimos a  necessidade hoje de aproximar as agendas dos dois ministérios para fazer da escola um ponto de cultura e dos pontos de cultura locais onde a escola possa utilizar para motivar os estudantes”.  A ideia, segundo Haddad, é estabelecer um segundo turno de atividades nas escolas. (G1)

Comissão do PNE convida Mantega para discutir meta de investimento em educação

A Comissão Especial do Plano Nacional de Educação (PNE) aprovou um convite para que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, compareça à Câmara para expor as razões do governo para que não seja ampliada a meta de investimento público em educação. O relatório do plano apresentado nesta terça-feira, 6, pelo deputado Angelo Vanhoni (PT-PR) estabelece uma meta de investimento de 8% do Produto Interno Bruto (PIB) no prazo de dez anos, mas entidades do setor e parlamentares defendem que o patamar seja 10%. Atualmente o País investe 5% do PIB em educação, sendo que a União banca cerca de 1% e os Estados e municípios 4%. De acordo com o deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), membro da comissão, a  União teria que aumentar em mais de 1% do PIB esse investimento no prazo de dez anos para que fosse cumprida a meta de 10%. A maior parte dos recursos ficaria sob responsabilidade de Estados e municípios, como é hoje. “Não nos falta capacidade fiscal, o que falta é compromisso e vontade política”, disse. Continue lendo ‘Comissão do PNE convida Mantega para discutir meta de investimento em educação’

Metade dos jovens de 14 anos já superou escolaridade de suas mães

Mais da metade (51,45%) dos adolescentes de 14 anos do país já têm escolaridade superior à de suas mães. Entre os jovens dessa faixa etária, 71% cursam os três últimos anos do ensino fundamental e 9,5% estudam no ensino médio. Os dados indicam uma baixa escolaridade das mães de alunos dessa faixa etária que apresentam, em média, 7,32 anos. O levantamento foi feito pelo programa Todos pela Educação e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números indicam que a atual geração de crianças e jovens está superando a trajetória escolar de seus pais, mas também confirmam a baixa escolaridade de boa parte da população adulta. “Temos muitos pais e mães que são muito jovens e eles já são fruto dessa inclusão recente que o país promoveu. A melhoria ainda é lenta, mas o fato é que quanto mais avançado é o ano em que a criança nasceu, maior é a chance que ela tem de completar o ensino médio”, explica a diretora executiva do Todos pela Educação, Priscila Cruz.  O aumento dos anos de estudo gera um movimento positivo que causará impacto nas próximas gerações, diz Priscila. Para ela, a educação é o melhor investimento porque nunca retroage. “É muito difícil você encontrar alguém que admita que o filho tenha uma escolaridade menor do que a sua. Uma mãe que concluiu o ensino médio e um filho que não completou o ensino fundamental, por exemplo. São casos raríssimos”, acrescenta. Os dados compilados pela entidade também apontam a diferença de escolaridade entre famílias de alunos de escolas públicas e privadas. Enquanto, aos 14 anos, 60% dos estudantes da rede pública já atingiram a escolaridade de suas mães, na rede privada o percentual cai para 10%. Isso indica que as mães dos alunos dos estabelecimentos particulares têm escolaridade mais elevada. O mesmo cenário se repete na comparação entre famílias mais pobres e mais ricas. Continue lendo ‘Metade dos jovens de 14 anos já superou escolaridade de suas mães’

Senador defende a federalização do ensino básico

O ex-ministro da Educação, senador Cristovam Buarque, lançou no Conselho Nacional de Educação, em Brasília, o livro “A revolução republicana na educação” (Ed. Moderna/ Fundação Santillana). Na obra, Buarque defende a federalização do ensino básico, a criação de uma carreira nacional de magistério com salários de R$ 9 mil para os professores, e o aumento do gasto por aluno, entre outras medidas. A proposta, que foi apresentada como projeto de lei PLS 320/08, tramita na Comissão de Educação do Senado. O senador, que foi ministro da Educação entre 1º de janeiro de 2003 a 27 de janeiro de 2004, no primeiro mandato do presidente Lula, diz que “é preciso fazer uma revolução e criar um novo sistema escolar” que permita, em 20 anos, colocar o Brasil em um novo patamar educacional a um custo total de R$ 464 bilhões. No livro,  Buarque diz que implementou algumas das propostas em 2003, quando esteve à frente do ministério. Outros projetos foram apresentados ao atual ministro, Fernando Haddad, e à Casa Civil, mas não tiveram prosseguimento. “O governo só dá importância às universidades, é preciso mudar a educação básica do país”. O MEC não quis comentar as propostas apresentadas pelo ex-ministro. Continue lendo ‘Senador defende a federalização do ensino básico’

A violência na escola como reflexo da sociedade

A violência protagonizada pelos jovens nas escolas é uma realidade inegável. A cada dia, atos de agressão e desrespeito envolvendo estudantes, muitas vezes sem qualquer justificativa, se tornam públicos e tantos outros ficam limitados aos muros dos colégios. Uma realidade que envolve alunos, professores, profissionais de apoio e pais, todos atores desse processo, muitas vezes como vítimas, outras tantas, como algozes. E escola é como um espelho, que reflete as vitórias e fracassos da sociedade. Porém, solucionar tal problema não é tarefa fácil. Com urgência, escolas, governo e sociedade deverão se unir e se organizar efetivamente para lutar contra este fenômeno. Mas não basta mudar as salas de aula. É preciso transformar as pessoas. Diversas são as realidades vividas pelos professores dentro das escolas. Enquanto que, em algumas instituições, os estudantes parecem sofrer menos com as causas e consequência da violência, em outras, alunos, pais e professores convivem com tais problemas diariamente. O ambiente não se limita às diferenças entre colégios públicos e particulares. Muitos outros aspectos contribuem para para a paz (ou a falta dela) nas salas de aula. Continue lendo ‘A violência na escola como reflexo da sociedade’

Educação ruim trava desenvolvimento

O Brasil subiu uma colocação no Índice de Desenvolvimento Humano 2011, relatório divulgado ontem pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O País aparece em 84.º lugar em um ranking com 187 nações – sendo a Noruega, na Escandinávia, a primeira, e a República Democrática do Congo, na África, a última. Quando se considera apenas a escolaridade real da população, contudo, a situação brasileira é semelhante a de países africanos bem mais pobres. A escolaridade real no Brasil é de apenas 7,2 anos – índice próximo ao de nações como Suazilândia e Gana, na África. Mas o relatório aponta que o País tem hoje uma expectativa de 13,8 anos de estudo, superior a de países bem posicionados no ranking, como Luxemburgo (25.º lugar). Continue lendo ‘Educação ruim trava desenvolvimento’

Ensino de ponta no Brasil, mas longe do topo do mundo

A exposição cada vez mais frequente de índices que medem o desempenho escolar destaca o que parece ter sido um consenso ao longo dos anos: a educação pública no Brasil não é das melhores. Em geral, qualquer que seja o instrumento de avaliação adotado, escolas particulares obtêm resultados superiores aos conquistados pela rede pública. A comparação é lógica e válida. Analistas, porém, alertam que isso tem induzido à falsa conclusão de que o ensino privado no país é realmente bom. Quando índices internacionais são usados como referência – e não apenas parâmetros nacionais como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) ou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) –, chega a ser espantoso notar que os melhores estudantes da rede particular brasileira não alcançam os alunos que estão abaixo da média em países desenvolvidos, sejam eles de escolas públicas ou privadas. Continue lendo ‘Ensino de ponta no Brasil, mas longe do topo do mundo’

Salesiano Dom Bosco é a segunda escola brasileira a receber o ISO 14001

Na última quinta, 21, realizou-se a cerimônia de entrega da certificação da ISO 14001 pela Fundação Vanzolini ao Colégio Salesiano Dom Bosco da Missão Salesiana de Mato Grosso. O Colégio Dom Bosco é a primeira escola salesiana no mundo e segunda em todo o Brasil, a obter a certificação de qualidade ambiental ISO 14001 – o selo de reconhecimento internacional que indica o seu comprometimento com o meio ambiente. Este selo significa, dentre outras coisas, que a instituição promove suas atividades respeitando o meio ambiente, seja controlando a produção de resíduos e seus desperdícios, seja enfocando a educação ambiental em todos os seus níveis de ensino (educação infantil, fundamental, médio e pré-vestibular). Em 2007, o Colégio passou por uma auditoria realizada por profissionais da Fundação Vanzolini que avaliou a instituição em seu comprometimento com o meio ambiente. Desde 2005, o Dom Bosco investe na adequação de suas instalações, no treinamento de seus funcionários, no atendimento aos requisitos legais e, sobretudo, na educação ambiental de seus alunos, plantando importantes sementes para um futuro mais humano para todos.

Salesianos levam gestão educacional para a nuvem

Da esquerda para direita, Maurício Mendes Ortiz (coordenador), Mestre Antônio Teixeira (ecônomo da Inspetoria Salesiana do Mato Grosso), Cláudio Mentrop (gerente comercial da Gennera) e Diego Henrique Franco (coordenador de TI)

Acompanhando o desenvolvimento tecnológico aplicado à gestão, a Inspetoria Salesiana, tradicional instituição de ensino do Mato Grosso, está levando os sistemas de todas as suas escolas de ensino fundamental e médio para a nuvem (cloud computing). Nessa  evolução, os Salesianos contam novamente com a parceria da Gennera, que já atende outras Inspetorias. A Gennera é uma empresa brasileira líder nas soluções de gestão educacional online, na modalidade de software como serviço, que dispensam licenciamentos de software.  A foto registra o acordo celebrado em Campo Grande. No podcast, o gerente comercial da Gennera, Cláudio Mentrop, explica a escolha dos Salesianos.

Uma nação, várias línguas

Regiane Lucas*

A colonização portuguesa deixou marcas profundas na história linguística do Brasil. Das 1.078  línguas indígenas faladas nos anos de 1.500, restam cerca de 180. A política monolíngue adotada pela Coroa, na qual a língua portuguesa deveria ser a única legítima nas terras tupiniquins, se perpetuou ao longo dos anos e deixou vestígio também nas línguas de  imigração, africanas e de sinais. Com o objetivo de dar visibilidade à pluralidade linguística brasileira ainda existente e fomentar políticas voltadas para a manutenção dessas línguas, foi instituído o inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL). Publicado em dezembro pela presidência da República, o Decreto n° 7.387 prevê a criação de um sistema informatizado que abrigue a documentação das diversas línguas brasileiras. Continue lendo ‘Uma nação, várias línguas’

Ministro da Educação defende carga menor de conteúdo no ensino médio

O ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu, em audiência na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, em Brasília, uma redução da carga de conteúdos do ensino médio. “Temos de caminhar na direção de um currículo mais sensato e menos sobrecarregado”, afirmou. O ministro destacou que enquanto o ensino fundamental respondeu aos estímulos governamentais, mas o ensino médio os avanços têm sido mais tímidos do ponto de vista da qualidade. O ministro disse também que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não serve para avaliar a qualidade das escolas. Segundo ele, a matriz do Enem é mais leve do que um vestibular tradicional, mas ainda é mais pesada do que deveria ser o currículo do ensino médio. Haddad defendeu um aumento do índice mínimo de participação para a nota ser considerada. Atualmente, a participação mínima de 2% dos estudantes permite à escola ter sua nota do Enem computada. Continue lendo ‘Ministro da Educação defende carga menor de conteúdo no ensino médio’

O neo-gramático

Ataliba Teixeira de Castilho

O idioma é mais que ferramenta, é um meio pelo qual a pessoa se organiza e reflete. O fato de pensarmos em português, não por idéias puras, mostra o poder do idioma, diz o professor da USP e da Unicamp, Ataliba Teixeira de Castilho. Mostra, ainda, que a modalidade falada é mais rica que sua versão escrita. Tal preocupação materializa-se na edição do primeiro dos cinco volumes da Gramática do Português Culto Falado no Brasil (Ed. Unicamp). A coleção envolve 32 pesquisadores de 12 universidades, desde 1988, como Clélia Jubran e Ingedore Koch. Retoma a Norma Urbana Culta (Nurc), que de 1970 a 78 gravou 1.500 horas de falas em cinco capitais (1 hora = 40 páginas de transcrição). Mas a análise gramatical das gravações só se realizou na obra atual. Ela buscou entender a organização textual, a morfologia, as sentenças, os sons e os sentidos. O resultado é uma monumental contribuição à pesquisa, que, de quebra, aponta os limites do ensino. Ele concedeu entrevista a Viviane Rowe e Luiz Costa Pereira Junior, da revista Língua Portuguesa: Continue lendo ‘O neo-gramático’