Eles se intitulam a maior rede de professores do mundo, com 1,9 milhão de membros, e oferecem gratuitamente acesso a mais de 300 mil materiais didáticos produzidos e qualificados pelos próprios professores. São cerca de 2,5 milhões de downloads por semana, 3,5 por segundo. Além disso, publicam um dos mais famosos rankings qualitativos de universidades do mundo, o THE (Times Higher Education). O TES (Times Educational Supplement) nasceu em 1910, como um caderno do jornal The Times, do Reino Unido, e hoje segue de forma independente como um dos principais publicadores de conteúdo focado em professores da Europa. Continue lendo ‘Comunidade virtual reúne 1,9 milhão de professores’
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Na sociedade do conhecimento, o professor universitário é mal pago. Pior: em muitos casos, é visto não como um membro da elite intelectual, mas como mais um trabalhador qualificado. Essa é uma das conclusões de um estudo comparativo de 28 países publicado este mês pelo Center for International Higher Education do Boston College. Ele mostra que o Canadá é o país que melhor paga seus docentes (média de US$ 7,1 mil). O Brasil ficou numa posição de intermediária para baixa, 18.º lugar, com média de US$ 3,1 mil. O estudo usou na maior parte dos casos dados de universidades públicas. Os valores em dólares foram calculados com base no poder de compra de uma cesta de bens e serviços. Continue lendo ‘Quanto vale um professor?’
Continue lendo ‘Nova pesquisa identifica o estresse dos professores’
Em reunião conjunta entre a Comissão de Educação e Cultura da Câmara e a comissão especial do PNE, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou que as universidades públicas deveriam oferecer mais programas de formação de professores da educação básica. Segundo ele, apenas 16% desses profissionais são formados por universidades públicas. A maioria deles estuda em instituições particulares. De acordo com o ministro, cerca de 620 mil dos 1,9 milhão de professores da educação básica do Brasil ainda não contam com diploma de nível superior. “É evidente que as universidades públicas têm demandas do mercado de trabalho, mas elas terão de se dedicar mais à formação para a educação básica. Muitos países deram um salto de qualidade exatamente quando essa relação mudou”. O ministro também destacou a desigualdade regional nos índices de aprendizagem. Segundo ele, as taxas de alfabetização até os oito anos são muito diferentes nos estados do Sul-Sudeste e nos estados do Norte-Nordeste. “Se uma criança não é alfabetizada na idade certa, a defasagem idade-série tende a crescer e há grande chance de essa criança sair da escola no ensino médio” alertou. Continue lendo ‘Mercadante defende formação de professores em universidades públicas’
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação organizou uma paralisação nacional entre hoje (14) e sexta-feira (16) para exigir o cumprimento da Lei do Piso. O novo valor anunciado pelo MEC (Ministério da Educação) é de R$ 1.451. O protesto também defende um maior investimento público em Educação. Segundo especialistas ouvidos pelo UOL, o aumento do salário dos docentes é apenas um dos fatores que influenciam na melhora da educação e deve vir acompanhado de outras práticas para a valorização do ensino. “O professor tem que receber mais, mas só isso não basta. Seria importante que junto com o incentivo econômico acontecessem outras iniciativas. Tem que ter piso, mas tem que ter pedagogia”, afirmou Francisco Soares, professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e coordenador do Grupo de Avaliação e Medidas Educacionais na mesma instituição. Segundo ele, estudos mostram que a relação entre gastos com educação e aprendizado do aluno é pequena, como “qualquer outro fator isolado”. “Temos que pagar mais para os professores não porque vai gerar por si só melhor desempenho, mas é um dos elementos”, disse Soares. O professor José Marcelino de Rezende, da USP de Ribeirão Preto, também aponta o salário dos professores como uma das variáveis que contribuem para a qualidade da educação e que, por isso, deve ser mais valorizado: “Eu acho que a gente deve dobrar em média o salário do professor no Brasil, para tornar a profissão mais atrativa. Se eu quero atrair bons profissionais, tenho que gastar mais com salários”. O docente contou que muitos de seus alunos da USP acabam indo para outras profissões depois de formados, pois conseguem salários melhores em outras atividades, como em bancos, por exemplo. Continue lendo ‘Salário dos professores não resolve problema de qualidade da educação’
Carla Ceres*
Eu também já fui professora, ocupação tradicional em minha família, há quatro gerações. Troquei as aulas de português e inglês pelo comércio de componentes eletrônicos. Minha mãe deixou de lecionar para trabalhar em banco. Minha avó, depois de viúva, trabalhou como funcionária pública no período da manhã, lecionou em um curso noturno e abriu uma escola de datilografia em casa, no período da tarde. Tudo isso, ao mesmo tempo, até aposentar-se. Ao que parece, nós mulheres temos uma facilidade natural para ensinar, mas nosso verdadeiro talento é sobreviver da melhor maneira possível. Minha tia-bisavó foi convidada para ser diretora da escola suíça onde se formou. Bem que ela quis aceitar, mas seu pai proibiu. O convite lhe pareceu uma ofensa mortal. Onde já se viu uma jovem educada trabalhar de verdade? O melhor era voltar pro Brasil e ser professora, o que não era trabalho, só distração. Lecionar por desfastio, ocupação de moças finas e cultas, que não precisavam de dinheiro, pois eram bem-nascidas e, em breve, seriam bem casadas. Essas mulheres tinham tempo de sobra para ler, estudar, preparar aulas interessantes e cuidar dos filhos com a ajuda indispensável de empregadas domésticas, profissionais raras e caras hoje em dia. Na época em que mulheres estudiosas só podiam escolher entre ser donas de casa ou lecionar, as professoras eram valorizadas e vistas com respeito. A famosa palmatória, embora doesse bastante, funcionava mais porque o aluno se envergonhava de merecer um castigo físico. A expulsão de um colégio não significava mudar-se para outro, levando uma gloriosa fama de encrenqueiro. Continue lendo ‘Memórias de ex-professoras’
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta quinta-feira (8) na abertura da reunião ordinária do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), em Natal, que o cumprimento do novo piso salarial dos professores influencia na formação de novos profissionais. “Se não recuperarmos o valor do piso dos professores não teremos como atrair os jovens para a carreira. E todos sabemos que somos carentes de professores em todas as etapas da educação”, disse. O Ministério da Educação divulgou em 27 de fevereiro que o piso salarial nacional dos professores foi reajustado em 22,22% e seu valor passou a ser de R$ 1.451,00 como remuneração mínima do professor de nível médio e jornada de 40 horas semanais. A decisão é retroativa para 1º de janeiro deste ano. Em Goiás e no Distrito Federal há movimentos de greve da categoria porque o piso não está sendo pago. Durante o evento Mercadante lembrou que alguns secretários e a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Carlini, eram parlamentares quando o piso e a forma do seu reajuste (proporcional ao custo aluno do Fundeb) foram aprovados no Congresso Nacional, em 2008. “Nós votamos na lei e não houve objeção. Ao contrário, houve um grande consenso.” Continue lendo ‘Ministro defende novo piso para atrair jovens para a carreira de professor’
“Mesmo com a medida estabelecida em lei desde 2008, Estados não garantem que vão cumprir o novo piso salarial para os professores, anunciado pelo Ministério da Educação na última semana. Levantamento da Folha mostra que ao menos 11 não têm prazo para se adaptar. Entre eles, seis dizem que pretendem conceder o reajuste, mas sem saber quando. Cinco ainda analisam o impacto do reajuste no orçamento e não garantem se vão conseguir cumprir a medida. O novo piso salarial foi calculado em R$ 1.451 -o que corresponde a pouco mais do que dois salários mínimos. O valor, para professores com jornada semanal de 40 horas, representa reajuste de 22,22% em relação ao ano passado. O MEC usa o gasto por aluno no Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) como base para o aumento. Alguns governos querem o cálculo com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que fechou 2011 em 6,08%. Entre os Estados que ainda não sabem se conseguirão se adaptar, o caso mais grave é do Rio Grande do Sul, que tem o menor piso do país: R$ 791. Continue lendo ‘Estados não garantem piso para professor’
Após um primeiro mês letivo tumultuado pelo feriado de carnaval, discussões sobre a jornada de trabalho dos professores em São Paulo e fechamento das escolas por causa da greve de policiais na Bahia, as redes públicas de todo o Brasil podem ficar sem aulas nos próximos dias. Professores prometem – e em alguns casos já iniciaram – greves pelo cumprimento da lei do piso nacional da categoria. Na rede estadual de Rondônia, a paralisação já começou na quinta-feira, logo após o carnaval. No Rio de Janeiro, a categoria fará uma paralisação na próxima terça-feira, 28, com ato em frente à Assembleia. Nos dias 14, 15 e 16 de março, outros 42 sindicatos de docentes, incluindo todos os estaduais, se unirão a estes em greve de três dias. A paralisação já estava marcada com duas reivindicações. A primeira é pressionar pelo pagamento do piso nacional que até 2011 era de R$ 1.187 e, em 2012, deve ser reajustado para R$ 1.430. A segunda é a campanha para que o Plano Nacional de Educação para a década 2011-2020 preveja 10% do PIB para a área e não 8% como o atual projeto no Senado. Uma terceira demanda da greve surgiu às vésperas do carnaval e revoltou os professores. Continue lendo ‘Após carnaval, greves de professores podem parar as aulas’
Para o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, formar docentes por meio dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia é estratégico para o desenvolvimento brasileiro. “Precisamos aproveitar a vocação e os perfis tecnológico e científico dos institutos federais para promover políticas estratégicas de motivação para formar novos professores”, afirmou durante a posse da nova diretoria do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif). Continue lendo ‘Formar docentes ajudará a manter o crescimento’
O Clube do Professor chega à rede Cinespaço de Florianópolis. As sessões, exclusivas para professores, são gratuitas, e acontecem todos os sábados, inclusive durante as férias escolares e feriado. Na capital são realizadas no Cinespaço Beiramar Shopping. O Clube do Professor é um projeto que democratiza o acesso de professores do ensino formal e informal a filmes de diversas nacionalidades, inéditos, clássicos e até mesmo filmes em cartaz, com o objetivo de ampliar o universo cinematográfico do professor, visando o prazer de ver um bom filme sem o compromisso de um trabalho pedagógico imediato à experiência cinematográfica.
A programação é divulgada nos folhetos distribuídos nos cinemas ou no site . A entrada é gratuita para o professor associado e um acompanhante. Não é necessário fazer reservas. Para associar-se o professor deve entrar no site fazer seu cadastro, adicionar o comprovante profissional e foto atual. No prazo de 10 dias, a carteirinha estará pronta e disponível para retirada, durante seis meses. A carteirinha do Clube também dá direito a 50% de desconto em todas as sessões da programação, de segunda a sexta-feira. É válida para todas as cidades onde o Clube do Professor acontece.
O juiz da 3.ª Vara da Fazenda determinou nesta quarta-feira, 18, que a Secretaria Estadual da Educação de São Paulo cumpra em 72 horas a liminar concedida ao Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeoesp), em novembro, exigindo que o governo aplique a jornada da Lei do Piso (Lei 11738/2008). A lei garante que 33% da jornada sejam utilizados para atividades como correção de provas, preparação de aulas, formação profissional e outras atividades. A partir de agora, não cabe mais recurso por parte do governo. Em nota, a secretaria afirma que a regulamentação da jornada de trabalho dos professores da rede estadual será publicada até o fim da semana, antes do início do processo de atribuição de aulas para 2012, “como já havia sido programado e divulgado desde o ano passado pela secretaria da educação”. (Estadão)
Içami Tiba*
Não há limites para o ser humano a não serem aqueles que ele os coloque para si mesmo. Nem todos os limites são conscientes. Muitos até pensam ou acham que vão conseguir superar, mas não têm empenho, disciplina, conhecimentos suficientes, foco, visão, assertividade, constância, comprometimento, eficácia – e acabam não conseguindo. Depois, argumentam-se para si mesmos dizendo que fizeram tudo o que podiam e deviam. Melhor seria impossível fazer. Está claro que algumas profissões exigem mais algumas especificidades que são essenciais que para outras não seriam. Segundo Malcolm Gladwell, no seu livro Fora de Série, qualquer pessoa que pratique por 10.000 horas qualquer atividade, torna-se excepcional nela. Uma média de 3 horas ao dia por 10 anos. Qualquer pessoa que praticasse ministrar 6 aulas por dia, em 5 anos seria uma excelente professora. Os Beatles tinham mais de 10.000 horas tocadas em shows e baladas antes de atingir o sucesso mundial. Mas por que encontramos alguns professores com mais de 10 anos de atividade, às vezes até 30 anos, cujas aulas são medíocres? Continue lendo ‘Como saber se você seria um bom professor?’
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou proposta que dá prazo de seis anos para os professores da educação básica com a formação em nível médio, na modalidade normal, para a conclusão de curso de licenciatura de graduação plena. Esse prazo, contado da posse em cargo docente da rede pública de ensino, não se aplicará a professores com formação em ensino médio de modalidade normal que trabalhem em creches, na pré-escola e nos anos iniciais do ensino fundamental. A matéria, que tramita em regime de prioridade agora será examinada pelo Plenário. A proposta é um substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 5395/09, do Executivo, que já havia sido aprovado pela Câmara e foi alterado pelos senadores. O substitutivo foi aprovado pela comissão com alterações. O relator, deputado José Mentor, apresentou parecer pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do substitutivo do Senado e das subemendas da Comissão de Educação e Cultura. Continue lendo ‘Comissão da Câmara aprova prazo para professor de educação básica fazer curso superior’
O magistério já foi classificado como função de alto valor social, valorizada pelos cidadãos e apresentada pela sociedade como atividade pública. Porém, essa marca, interpretada como um dom, sofre desgaste e perde credibilidade, e o agente transformador, o professor, se vê cada vez mais isolado. Anteriormente idolatrada, hoje a profissão respira com a ajuda de aparelhos. Esse declínio de uma das carreiras mais importantes tem vários fatores. Entre os profissionais, o mais destacado é a baixa remuneração, que faz com que o professor eleve sua carga horária e trabalhe em dois ou até três turnos para suprir suas necessidades mais básicas. Essa sobrecarga, sobretudo, gera um outro indicador, cada vez mais alarmante: o docente está adoecendo. Equipamentos inadequados e sem manutenção, pressão do tempo, movimentos repetitivos, exposição a substâncias químicas e ao barulho contribuem para a proliferação de problemas de saúde e doenças. O desgaste afeta diretamente a saúde mental e física dos professores. Prejuízo para o Estado, que aposenta mais cedo seus servidores; para os profissionais de educação, que comprometem sua saúde; e para os alunos, pois a qualidade do ensino é afetada com os mestres doentes. Continue lendo ‘A saúde do professor na UTI’
O professor de História Alcides Martinelli, 49 anos, 25 desses de magistério, trabalha em duas escolas de Curitiba e ele próprio é um dos pouquíssimos elementos em comum entre elas. Todos os dias, Martinelli divide sua rotina entre as turmas do 6.º ao 9.º ano do Colégio Expoente, nos bairros Água Verde e Boa Vista, e os alunos do Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBJA) Maria Deon de Lira, no Boqueirão. Ele se esforça para ensinar o mesmo conteúdo a todos, mas as diferenças nas condições de trabalho são incontáveis. Adaptar-se para conviver entre dois mundos tão distintos – das redes privada e pública de ensino – exige habilidade e motivação. Na instituição particular, que atende famílias de classe média/alta, Martinelli acompanha o mesmo grupo de alunos há quatro anos. Ele conta com satisfação a experiência de ser o principal responsável por tudo o que os jovens sabem sobre História, desde a metade do ensino fundamental até a entrada no ensino médio. “Dá para fazer um trabalho excelente. Continue lendo ‘Divididos entre o ensino público e o particular’
A falta de professores ainda preocupa no Brasil e a desvalorização da carreira faz com que muitos jovens prefiram outras profissões. Apenas 2% dos jovens querem cursar Pedagogia ou alguma licenciatura, segundo pesquisa da Fundação Carlos Chagas. Pela legislação atual, os professores da educação básica têm que ter nível superior. Porém, cerca de 600 mil dos quase dois milhões de docentes do país não possuem curso universitário, segundo o MEC. De acordo com o secretário de Ensino Superior do ministério, Luiz Cláudio Costa, cerca de 300 mil estão fazendo licenciaturas ou mestrado para se adequar à exigência. Na avaliação de especialistas, há carência de professores qualificados em diversas áreas, como nos primeiros anos da educação infantil e nas disciplinas de Física e Química. Nas Ciências Biológicas, faltam professores praticamente em todos os setores. As redes procuram cobrir isso usando profissionais que, na sua formação, tangenciam as disciplinas (em que há falta de professores) — diz a pesquisadora Bernadete Gatti, colaboradora da Fundação Carlos Chagas. Como outros especialistas, Bernadete se preocupa com a queda no número de alunos de licenciatura ou Pedagogia. Segundo o MEC, esse número vem diminuindo na modalidade presencial, por causa da falta de interesse dos jovens. Em 2005, 1,2 milhão de alunos estudava alguma licenciatura, número que, em 2009, passou para 978 mil. No mesmo período, o número de alunos de Pedagogia caiu de 288 mil para 247 mil. Continue lendo ‘Pesquisa mostra que apenas 2% dos jovens querem ser professores’
Os professores estão fora do debate público sobre a educação e suas vozes não estão presentes nas coberturas jornalística da América Latina, segundo pesquisa do Observatório da Educação feita em 18 jornais do continente. Foram analisadas mais de 1.200 reportagens de maio a julho deste ano. As matérias indicam que as políticas públicas implantadas, os novos temas, disciplinas e materiais para as aulas são modificados sem que os professores sejam consultados sobre a política educacional. “O professor é sempre um personagem e nunca uma fonte para balizar a política pública. E a má qualidade do ensino é sempre atribuída a eles. Estão sendo responsabilizados, mas não têm seu direito de resposta”, disse Fernanda Campagnucci, editora do Observatório da Educação, que participou do lançamento de Rede pela Valorização dos Docentes Latino-Americanos, hoje (9), na capital paulista. Segundo Fernanda, a análise indicou que entre os temas mais comentados nos jornais estão a qualidade, seguida dos sistemas de avaliação, problemas de infraestrutura e violência nas escolas. Depois aparece a questão das tecnologias de informação na educação. “Nesse caso, dependendo do enfoque, entra em conflito com o docente, porque tem problemas de informação e uma ideia de que o aluno não precisa do professor para aprender porque consegue aprender sozinho com o computador”. Outro problema destacado nas reportagens analisadas são as greves e paralisações. Continue lendo ‘Professores estão excluídos do debate público sobre política educacional na América Latina’





