ESPECIAL: Esquemas de ação de Piaget – A capacidade de simbolizar marca a passagem de período

Uma conquista mais significativa, porém, aparece quando a criança desenvolve a capacidade semiótica – ou seja, a habilidade de atribuir valor simbólico às coisas. Por exemplo, ouvir a palavra “cadeira” e ser capaz de imaginar um modelo sem precisar tê-lo diante dos olhos naquele momento. Essa capacidade – a de representação – indica, para Piaget, a entrada no período pré-operatório (de 3 a 7 anos), com o aparecimento dos primeiros esquemas de ação mentais – como a fala. “A linguagem é uma ação sofisticada. Com ela, é possível transformar o mundo sem recorrer aos objetos”, afirma Agnela.

No terceiro período, chamado de operatório-concreto (de 8 a 11 anos), a criança amplia a capacidade de agir (ou seja, operar) sobre o real (os objetos concretos). Já é capaz de relacionar, classificar, comparar objetos seguindo critérios lógicos e realizar as primeiras operações aritméticas e geométricas. “É possível trabalhar com grandes números, superando os limites impostos pela contagem com suporte físico”, diz Agnela.

O que marca a entrada no quarto período, o operatório formal, a partir dos 12 anos, é a capacidade de pensar por hipótese. O indivíduo pode agir não só sobre o real mas também sobre o possível, criando teorias. Por exemplo, pode imaginar que, se não houvesse a Revolução Francesa, a monarquia seria o sistema de governo predominante até hoje. Essa hipótese não é real, mas é possível. (Elisângela Fernandes | Nova Escola)

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