Estudantes beneficiados pelo Bolsa Família, que estão entre os mais pobres do Brasil, tiveram mais sucesso escolar no ensino médio que a média do País. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social, as taxas de aprovação (principal índice que mede o desempenho educacional) desse grupo são maiores desde 2008, quando comparadas com o geral. A evasão também é menor. Tradicionalmente, a realidade socioeconômica é crucial para os resultados escolares. Mas, como a contrapartida do programa do governo federal é que as famílias mantenham os filhos na escola, há um impacto imediato nas taxas de abandono. Em 2011, enquanto a média de abandono no País era de 10,8%, essa taxa entre os alunos do Bolsa Família ficou em 7,2%. Uma diferença de um terço. Além de não abandonarem a escola, esses alunos estão sendo menos reprovados. A taxa de aprovação em 2011 no ensino médio era de 75,2% no geral. Para alunos de Bolsa Família, esse resultado foi de 79,9%. Para a ministra do Desenvolvimento Social (MDS), Tereza Campelo, os resultados são uma surpresa. “Isso não é só estatística, é uma realidade que transforma a sociedade. Esse aluno não vai repetir a trajetória dos pais”, disse a ministra, que participou no 14.º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, na Bahia. Continue lendo ‘Estudantes do Bolsa Família têm aprovação maior’
Dirigentes municipais defenderam mudanças no Plano Nacional de Educação (PNE), em ato realizado durante evento na Costa do Sauípe, na Bahia. Com cartazes com a frase “Cadê PNE? PNE pra Valer”, os mais de mil participantes do 14º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) pediram uma revisão das alterações apresentadas pelo relator da proposta no Senado Federal, senador José Pimentel (PT-CE). A Undime e outras entidades assinaram uma carta de posicionamento e pedem que o investimento público seja feito no ensino público. O parecer altera a redação aprovada na Câmara e registra “investimento público em educação”, não especificando assim que a aplicação dos recursos ocorra apenas na educação pública. Segundo o documento, o novo texto amplia iniciativas como os programas Universidade para Todos (ProUni) e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e prevê que “a expansão de vagas se dará por eles, ou por iniciativas similares de parcerias público-privadas ainda não discutidas, o que é ainda mais preocupante e temerário, haja vista que o PNE é um instrumento do Estado brasileiro, com abrangência superior e anterior aos mandatos dos governos”. Continue lendo ‘Dirigentes municipais defendem mudanças no Plano Nacional de Educação’
Durante o 14º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, que acontece até o dia 17/5, na Costa do Sauípe (BA), o ministro da educação, Aloizio Mercadante, afirmou que “para resolver a [questão da] qualidade, esperamos que metade do contraturno [das escolas do Mais Educação] seja reforço de português, matemática e ciência”. Ele ressaltou ainda que a meta do programa foi dobrada devido a alta adesão das escolas. Criado em 2010, durante a gestão Haddad, o Mais Educação abrange atualmente 45 mil escolas da rede pública e tem como objetivo melhorar a aprendizagem a partir da ampliação da jornada escolar. As instituições de ensino que integram o programa recebem apoio financeiro e técnico para desenvolver atividades nos dez macrocampos propostos pelo MEC. Aloizio Mercadante também rebateu críticas ao Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. Segundo ele, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstram que 15,2% das crianças e adolescentes não aprendem a ler e escrever na idade esperada. Em alguns estados, como Alagoas e Pará, esse número chega a 35% e 32%, respectivamente. Continue lendo ‘Reforço escolar deve preencher metade do contraturno das escolas integrais’
As duas escolas de negócios brasileiras que figuram no ranking das 50 melhores instituições de educação executiva do mundo, segundo o jornal britânico Financial Times – Fundação Dom Cabral e Insper -, caíram posições da edição de 2012 para este ano, aponta estudo divulgado pelo periódico inglês. A fundação mineira Dom Cabral passou da 8ª para a 16ª posição e o Insper caiu do 27º para o 36º lugar. Além das duas brasileiras, há apenas mais uma latino-americana entre as 50 melhores escolas de negócios do mundo, a argentina IAE Business School. Em 2012, os argentinos estavam em 26º lugar. Agora, estão na 30ª colocação. Neste ano, o ranking é liderado pela francesa HEC Paris, seguida pela espanhola Iese Business School. A norte-americana Harvard aparece em quinto lugar. No ano passado a Iese liderou o ranking. O diretor de Desenvolvimento da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende, recebeu bem o resultado dizendo que a queda de oito posições não é motivo para desânimo. “Os critérios do ranking são milimétricos. Estarmos nesse grupo seletíssimo de escolas de negócios representa, para nós, um grande desafio, que é o de fazer uma escola brasileira jogar o jogo global da educação executiva contra as tradições norte-americana e europeia. Não é um mar de rosas”, afirmou.” O orgulho é muito grande, há cerca de 4 mil escolas de negócios no mundo e estamos entre as 20 melhores.” Continue lendo ‘Brasileiras caem no ranking das 50 melhores escolas de negócios do mundo’
O ensino de leitura, interpretação e produção de textos nas escolas é fundamental para a formação. Um argumento importante é o de que a comunicação escrita só fez aumentar de intensidade e importância ao longo dos séculos. A internet colocou isso em destaque e, mesmo que critiquemos algumas formas assumidas pela comunicação escrita via rede, não há como negar que, sem adequado domínio da leitura e elaboração de textos, o usuário não aproveita o que de melhor a web nos facultou: o acesso a textos de todos os gêneros e épocas. Se a leitura, interpretação e produção de textos é considerada indispensável nos ensinos fundamental e médio, por que não o seria no superior? Embora a comunicação oral também tenha grande importância na universidade, a expressão acadêmica por excelência é por meio da escrita. Quem se candidata a uma vaga deve comprovar não apenas conhecimentos, mas suficiente domínio de leitura, interpretação e produção de textos, ferramentas básicas para o aprendizado.
A inserção (na realidade, reinserção) da prova de redação nos vestibulares do País nos anos 1970 representou o reconhecimento da importância dessa competência para o estudante que pretende formar-se na graduação. Na época, os próprios docentes e a mídia falavam em Geração do X, para designar os candidatos que prestavam vestibulares com questões objetivas e apresentavam dificuldade extrema em interpretar e produzir textos quando chegam aos bancos acadêmicos. Por isso, universidades públicas com vestibulares independentes e o próprio Enem não podem deixar de considerar a prova de redação indispensável para a avaliação dos candidatos. Sugiro até mesmo que todos os universitários deveriam ter aulas para dominar a especificidade do discurso científico. (Rogério Chociay | Estadão)
Apesar de a maioria das crianças brasileiras utilizarem a internet para fazer trabalhos escolares, as redes sociais são campeãs em assiduidade, informou o estudo “Tic Kids Online Brasil 2012”, divulgado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil. Enquanto 82% das crianças e adolescentes de 9 a 16 anos afirmaram que utilizam a web para fazer deveres da escola (o que colocou a ação em primeiro lugar na lista de atividades feitas na internet), 68% disseram que utilizam a rede para visitar páginas de redes sociais. A pesquisa realizada pelo instituto Ipsos ouviu 1,6 mil crianças e adolescentes entre 9 e 16 anos e 1,6 mil pais, entre abril e julho de 2012. Completam o top cinco: assistir vídeos (66%), jogar games via internet com outras pessoas (54%), enviar mensagens instantâneas a amigos (54%). Quando o aspecto mensurado é a assiduidade, o quadro se inverte. As atividades escolares aparecem em último lugar: apenas 13% dos entrevistados afirmando que acessam a internet todos os dias para realizar as atividades. Já as redes sociais dividem a liderança das atividades que as crianças realizam todos os dias com o envio de mensagens instantâneas. Ambas possuem 53%. Ganham inclusive do envio de e-mails, atividade realizada por 39%, que divide o segundo lugar com as postagens em sites. Continue lendo ‘Crianças acessam web mais para usar rede social do que para estudar’
A Câmara dos Deputados aprovou medida provisória que amplia a oferta de bolsas do Pronatec. O programa, criado em 2011 pelo governo federal, tem o objetivo de aumentar o acesso ao ensino técnico e à qualificação profissional. A proposta permite às instituições privadas de ensino superior, profissional e tecnológico participarem voluntariamente do programa. As instituições vão receber recursos do governo em valores proporcionais ao número de vagas. O material escolar, transporte e alimentação dos alunos também estão incluídos na bolsa financiada pelos cofres públicos. O Pronatec tem como um dos focos o segmento de tecnologia da informação, reduzindo o déficit de mão de obra qualificada. O texto segue para análise do Senado. Antes da medida, o programa era formado por redes municipais e estaduais de ensino público somados aos serviços nacionais de aprendizagem (Sistema S –Sesc, Senai, Sesi etc.). A alteração na lei permitirá ao governo repassar recursos às instituições públicas e privadas em valores proporcionais ao número de vagas, e não mais ao número de alunos atendidos. Continue lendo ‘Câmara aprova ampliação do Pronatec para instituições da rede privada’
Os ministérios do Esporte e da Educação estão trabalhando juntos para a criação de uma universidade olímpica no país. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse hoje (7), durante o lançamento do Programa Atleta na Escola, que as duas pastas, inclusive, estão preparando um memorando técnico sobre o assunto. “Nós estamos assinando um memorando técnico do Ministério do Esporte com o Ministério da Educação para a gente criar uma universidade olímpica no Brasil. Para, nessa universidade, a gente desenvolver a medicina esportiva, nutrição esportiva, fisioterapia esportiva, tecnologia assistiva para Paraolímpiada, psicologia esportiva, enfim, todos os vários campos da ciência que hoje são imprescindíveis para a gente ter performance”, disse. De acordo com o ministro da Educação, a ideia é aproveitar a estrutura deixada pelas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. “A nossa expectativa é construir essa universidade lá no Rio de Janeiro, onde todos os equipamentos olímpicos estão sendo construídos, para que a gente tenha uma política de longo prazo em relação à preparação da alta performance nas Olimpíadas”, declarou. (Marcelo Brandão | Agência Brasil)
Nos espaços de brincadeiras do Colégio Equipe, zona oeste de São Paulo, não há separação por gênero nos brinquedos. Todos os alunos da educação infantil – com idade dos 3 aos 5 anos – brincam tanto de carrinho quanto de boneca, sem nenhuma cerimônia. “O objetivo é deixar todas as opções à disposição e não estimular nenhum tipo de escolha sexista. Acreditamos que, ao não fazer essa distinção de gênero, ajudamos a derrubar essa dicotomia entre o que é tarefa de mulher e o que é atividade de homem”, explica a coordenadora pedagógica de Educação Infantil do Equipe, Luciana Gamero. A livre forma de brincar tem por objetivo promover uma infância sem os estereótipos de gênero – masculino e feminino –, com o intuito de construir uma sociedade menos machista. A iniciativa é tratada como um “jogo simbólico”, atividade curricular da educação infantil praticado por um grupo de escolas que defende que ali é o local apropriado para a quebra de alguns paradigmas. “Temos uma civilização ainda muito firmada na questão do gênero e isso se manifesta de forma sutil. Quando uma mulher está grávida, se ela não sabe o sexo da criança, compra tudo amarelinho ou verde”, observa Claudia Cristina Siqueira Silva, diretora pedagógica do Colégio Sidarta. “Nesse contexto, a tendência é de que a criança, desde pequena, reproduza a visão de que menino não usa cor-de-rosa e menina não gosta de azul.” (Estadão)
Uma pesquisa feita na Universidade de São Paulo (USP) mostra que metade dos alunos de licenciatura nas áreas de matemática e física não pretende ou tem dúvidas quanto a seguir a carreira de professor de educação básica. Dos que cursam licenciatura em física, 52% não pretendem ser professores ou tem dúvidas. Em matemática, o percentual é 48%. A pesquisa ouviu um total de 512 estudantes recém-ingressantes da USP, incluindo também alunos de pedagogia e medicina. A pesquisa Atratividade do Magistério para a Educação Básica: Estudo com Ingressantes de Cursos Superiores da USP, da pedagoga e mestre em educação pela Faculdade de Educação da USP Luciana França Leme selecionou as duas disciplinas de licenciatura em função da escassez de professores nas áreas de exatas. A estimativa do Ministério da Educação (MEC) é que o déficit de professores nas áreas de matemática, física e química seja de cerca de 170 mil. Continue lendo ‘Pesquisa mostra desinteresse de alunos em seguir o magistério’
Reunir todo o conhecimento já produzido pelo ser humano, em placas de argila, papiros ou bits, é uma das ambições mais nobres e difíceis da história da humanidade. Dos idealizadores da Biblioteca de Alexandria, no século III a.C., aos tecnófilos do Vale do Silício, passando pelos iluministas do século XVIII e por políticos de todas as eras, muitos já se dedicaram a esse sonho. Com os esforços de grandes instituições para converter seus arquivos ao formato digital, surgiram novas tentativas de concretizá-lo. A recém-inaugurada Biblioteca Pública Digital da América é a mais recente delas – e uma das mais ambiciosas. Pôsteres da Segunda Guerra Mundial, a Declaração da Independência escrita à mão por Thomas Jefferson e poesias originais de Emily Dickinson são alguns dos destaques do acervo de 2,4 milhões de itens, disponíveis gratuitamente para internautas de todo o mundo no site www.dp.la. Não é preciso fazer nenhum cadastro para acessar o conteúdo. A base de dados reúne arquivos digitalizados de museus, bibliotecas e outras instituições dos Estados Unidos. A expectativa é que essa coleção aumente muito nos próximos meses, à medida que outras bibliotecas do país se juntem à nova Biblioteca Pública Digital da América e que as antigas continuem a digitalizar seus acervos. Continue lendo ‘Biblioteca Pública Digital da América, uma nova Alexandria’
O Ministério da Educação lançará nas próximas semanas programa para tentar melhorar o desempenho de alunos e professores em matemática, física, química e biologia, tanto no ensino médio quanto no superior. As quatro matérias são as que mais possuem problemas de qualidade, de acordo com o próprio governo federal. Uma das ações será a oferta de pós-graduação em universidades federais e privadas a professores que lecionam as disciplinas nas escolas públicas de ensino médio. O certificado garantirá aumento salarial ao docente (progressão na carreira), mas só será concedido se houver a comprovação de que seus estudantes melhoraram –exigência inédita em programas federais de educação. “Hoje, gasta-se muito com formação dos professores, mas a melhoria não chega aos alunos”, disse Mozart Neves, que coordenará o programa do Ministério da Educação. A forma de avaliar a evolução dos estudantes não está definida. O docente reprovado poderá refazer o curso. O número de professores participantes do programa dependerá da adesão dos estados, que são os responsáveis pelos docentes. O país tem cerca de 250 mil docentes de ensino médio em matemática, física, química e biologia, segundo os últimos dados do governo. Mas boa parte não tem formação na área –em física, são 90%. Continue lendo ‘Professores terão de melhorar alunos para ganhar diploma’
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que o governo `não vai recuar` da política de cotas, mas que as universidades precisam `trabalhar` para que os cotistas tenham o mesmo desempenho dos estudantes que ingressaram pelo sistema tradicional. Reportagem da Folha mostrou que, segundo estudos recentes, beneficiários de cotas e bônus apresentam resultados piores do que os demais universitários na graduação. `A universidade tem que preparar tutoria, trabalhar com esses jovens para eles terem o mesmo desempenho, mas nós não vamos recuar dessa política`, disse o ministro, em discurso durante a cerimônia, em Campo Grande, de entrega de ônibus escolares para prefeituras de Mato Grosso do Sul. `Vamos combater essa visão elitista de que educação é só para quem pode pagar ou quem nasceu numa família rica`, completou. Em sua fala, o ministro incluiu a política de cotas entre as ações bem-sucedidas do governo na área da educação e defendeu a lei que destina metade das vagas em universidades federais para alunos de escolas públicas –porque, segundo ele, 88% dos estudantes estudam na rede pública. (Luiza Bandeira | Folha de São Paulo)
Ela lava, passa, dá banho e alimenta seus filhos. Ainda oferece atividades didáticas que envolvem coordenação motora, criatividade e autonomia das crianças. Com a aprovação em março da Emenda Constitucional 66, a famosa PEC das Domésticas, mães têm trocado as funcionárias por escolas de tempo integral, que assumiram parte das atividades antes desempenhadas dentro de casa. Assim que a lei foi aprovada, a psicóloga Fabiana Dias Cardoso, de 37 anos, sentou com o marido e fez as contas: o acréscimo de R$ 1,3 mil no orçamento para deixar Isabela, de 5 anos, o dia todo na escola seria menor que a soma de salário, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), férias, 13º salário, auxílio-creche e hora extra que seriam pagos a Neide, que trabalha em sua casa.
A mobilização pela valorização dos professores que marcou a 11° Semana de Ação Mundial, conseguiu apoio no Congresso Nacional para a instalação de uma Comissão Mista de Fiscalização e Acompanhamento de Políticas Públicas que terá a educação como primeiro item da pauta. Integrantes de movimentos sociais da área de educação ouviram o compromisso de instalação da comissão dos presidentes do Senado, Renan Calheiros e da Câmara, Henrique Eduardo Alves. Renan Calheiros declarou também que irá cuidar pessoalmente do calendário de discussão e votação do Plano Nacional de Educação (PNE), que está no Senado. A mobilização da Semana de Ação Mundial busca a valorização dos profissionais da educação com melhores salários por meio do cumprimento efetivo do piso nacional do magistério, implantação de planos de carreira, melhores condições de trabalho, o que inclui estrutura das escolas e material didático e formação continuada dos professores. Continue lendo ‘Congresso vai instalar Comissão de Políticas Públicas na área de educação’
O número de mestres e doutores formados pelas universidades brasileiras mais que quadruplicou em 15 anos, passando de 13.219 em 1996 para 55.047 em 2011 – aumento de 312% -, segundo uma compilação inédita divulgada pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O relatório, chamado Mestres 2012, é uma continuação do Doutores 2010, lançado três anos atrás. Juntos, eles fornecem um raio X detalhado da pós-graduação no País, levando em conta dados do Censo Demográfico do IBGE, do MCTI e dos Ministérios da Educação e do Trabalho e Emprego. Entre os mestres, o crescimento foi impulsionado, em grande parte, por um aumento no número de cursos de mestrado oferecidos em instituições de ensino particulares, cuja participação na formação nacional de mestres cresceu de 13,3% em 1996 para 22,4% em 2009, quase empatando com as universidades estaduais, que contribuíram com 25%. Continue lendo ‘Brasil quadruplica número de mestres e doutores’
Se, do ponto de vista econômico, a fusão da Universidade Anhanguera com a Kroton faz surgir uma das maiores empresas de educação do mundo, sob o viés pedagógico não se deve esperar muito da junção das duas gigantes: nem para melhor, nem para pior. `Elas já são tão imensas que, para o aluno, a união talvez seja percebida pela forma com que agora as duas se venderão nos anúncios de tevê, com um discurso de grandeza maior ainda, mas na prática nada deve mudar`, acredita o educador Ocimar Alavarse, professor da Faculdade de Educação da USP. Para um outro consultor ouvido pelo Estado, que preferiu não se identificar, a inércia será consequência de um modelo similar de funcionamento: ambas já trabalham com foco no mesmo público – a população das classes C e D, que depende dos programas de financiamento estudantis do governo federal, como o Prouni e o Fies – e têm um projeto de ensino sem pretensão de excelência. `Quando optaram pelo ensino em massa, já sabiam o que queriam. Ninguém é excelente com esse contingente de alunos, mesmo porque não há tantos bons estudantes. O máximo que conseguem é estar na média. E é isso que querem`, diz. `Os dados do Enade (exame do Ministério da Educação que avalia os cursos de graduação) mostram que as melhores instituições são tão pequenas que ninguém nunca ouvir falar delas.` Continue lendo ‘Especialistas não esperam melhora no aspecto pedagógico’
O número de mulheres com mestrado no Brasil é maior que o número de homens com a mesma titulação. Elas representam 53,5% dos mestres no país e eles, 46,5%. No entanto, em termos de remuneração, as mulheres ganham em média R$ 5.438,41, 28% a menos que os homens, que recebem R$ 7.557,31. Os dados foram divulgados pelo CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos) no estudo “Mestres 2012: Estudos da Demografia da Base Técnico-Científica brasileira”. Segundo o estudo, que utiliza dados do final de 2009, as mulheres têm uma participação maior (71%) nas áreas de linguística, letras e artes. Na área de ciências sociais aplicadas, onde a remuneração é maior, as mulheres representam 43,2% dos empregados. Na segunda área de maior remuneração, as engenharias, as mulheres têm a menor participação relativa entre os empregados, 27,9%. Os números mostram que, dentro de uma mesma carreira, ocorre diferenciação. Nas engenharias, homens com mestrado ganham em média, R$ 8.430,18. As mulheres com a mesma formação e carreira, recebem em média, R$ 6.133,98. Em linguística, letras e artes, carreira em que são maioria, as mulheres recebem em média R$ 4.013,87 e os homens, R$ 4.659,60. Um dos fatores para essa diferença salarial, explica a coordenadora técnica do projeto, Sofia Daher, assessora técnica do CGEE, é que existem “menos mulheres em cargos de confiança, nos quais os salários são maiores”. Continue lendo ‘Mulheres com mestrado ganham menos do que homens titulados’
A rede de ensino privado Kroton Educacional e a Anhanguera Educacional anunciaram fusão entre as operações das duas empresas, criando uma gigante mundial do setor. A operação envolvendo ações está avaliada em cerca de R$ 5 bilhões. Juntas, as empresas têm mais de 800 unidades de ensino superior e 810 escolas associadas em todos os Estados do país, somando cerca de 1 milhão de alunos nos segmentos de educação superior, educação profissional e outras atividades associadas à educação. Kroton e Anhanguera valem quase R$ 12 bilhões na Bolsa de Valores. Sob os termos do acordo, a Kroton irá adquirir a totalidade das ações da Anhanguera, considerando a relação de troca de 1,364 ação ordinária da Kroton por cada papel da mesma classe da Anhanguera. A Kroton vai emitir 198.763.627 de novas ações para incorporar a Anhanguera. A ação da Kroton encerrou na sexta-feira cotada a R$ 25,14, o que conferia à transação um valor de R$ 4,99 bilhões. Continue lendo ‘Kroton e Anhanguera anunciam fusão e criam gigante mundial da educação’
A programação completa de capacitação para o mês de maio/2013 já está disponível. Você pode baixar o arquivo (PDF) na aba “Capacitação” do blog NotaMáxima ou no endereço http://www.notamaxima.net.br/site/capacitacao




