Voltando às suas origens, o Facebook acaba de anunciar uma nova função especial para escolas e universidades. Batizado de Groups for Schools, a novidade permite que alunos e pessoas ligadas a educação criem grupos especiais. “O aluno pode participar desses grupos para discutir aulas, planejar as atividades de sua república ou compartilhar fotos de seu alojamento”, diz o Facebook. Um dos principais diferenciais desses grupos é a possibilidade de compartilhar arquivos de até 25 Mbytes entre os usuários. Para criar e participar de um desses grupos é necessário ter um e-mail com o domínio.edu, muito comum para estudantes norte-americanos. A assessoria de imprensa do Facebook no Brasil informa que o serviço ainda não está disponível no país e que não há uma data prevista prevista para o lançamento. (Com informação da Folha de S. Paulo)
Os principais aspectos apontados como fatores de estresse em mais de 58,4% dos professores do ensino privado gaúcho são a sobrecarga de atividades extraclasse, o excesso de demandas e os prazos estabelecidos para executar as atividades. Como forma de evitar que os números ganhem maiores proporções a pesquisa encomendada ao Departamento de Pós-graduação em Psicologia da Unisinos pela Federação dos Trabalhadores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (FETEE/Sul) e pelo Sindicato dos Professores do Ensino Privado (Sinpro/RS) foi enviada ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que vem intermediando as negociações com relação ao direito que os professores têm ao descanso, e ao Sindicato dos Estabelecimentos do Ensino Privado no Estado do Rio Grande do Sul (Sinepe/RS). De acordo com o estudo, os trabalhos extraclasses que mais prejudicam os docentes são a preparação de aulas e provas, as correções de provas e a elaboração de pareceres e relatórios. Além disso, na pesquisa qualitativa, foi destacado pelos participantes que existe uma exigência de atividades que não é proporcional ao número de horas pagas. Estes dados indicam a necessidade de se pensar em novas estratégias para diminuir o excesso de atividades do professor.
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Quando a Encyclopaedia Britannica anunciou, no mês passado, que abandonaria as edições de papel depois de 244 anos, os executivos da companhia notaram que havia 4 mil conjuntos da edição final de 2010, de 32 volumes, ainda em estoque, os restos de uma antiga tradição. Mas, menos de três semanas depois, a maioria deles já se foi. Compradores ansiosos correram para arrematar os últimos exemplares da enciclopédia, com somente mil conjuntos a serem vendidos, disse Jorge Cauz, presidente da Encyclopaedia Britannica, uma empresa sediada em Chicago. Antes de anunciar o fim da edição impressa em 13 de março, a Britannica vendia enciclopédias ao passo lento de cerca de 60 por semana, com preço de US$ 1.395. Desde então, tem vendido cerca de 1.050 por semana, ou 150 por dia, ao mesmo preço. Continue lendo ‘Encyclopaedia Britannica esgota edição final’
O representante da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Mário Theodoro, informou que apenas 20% da população negra do país tem acesso ao ensino superior. Ele participa de debate promovido pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa sobre o programa do governo federal que distribuirá bolsas de graduação e pós-graduação no exterior. Na opinião de Theodoro, o governo precisa promover o acesso igualitário de negros e brancos no ensino superior, o que pode ajudar a estabelecer, no futuro, uma sociedade menos desigual. Segundo ele, a solução seria adotar um plano de cotas específico para o Programa Ciências Sem Fronteiras. (Agência Senado)
Vitória da Conquista (BA) vai ser a primeira cidade do País a monitorar seus estudantes por meio de chips eletrônicos, que vão avisar pais e responsáveis sobre a frequência dos estudantes nas escolas. Os “Uniformes Escolares Inteligentes” foram apresentados pela Secretaria de Educação do município. Eles trazem o chip instalado no escudo da escola ou na manga da camisa. Com a tecnologia de Rádio-Frequência de Identificação (RFID), os chips serão identificados por sensores instalados na entrada das escolas. Imediatamente, o sistema da escola e os celulares cadastrados pelos pais ou responsáveis pelos estudantes receberão uma mensagem, comunicando a chegada ou saída do aluno da instituição. Segundo o secretário de Educação do município, Coriolano Moraes, o investimento na tecnologia foi de R$ 1,2 milhão e contemplará, a partir da próxima semana, alunos de 25 escolas municipais, das 203 da rede. A expectativa é que todos os 43 mil estudantes da rede, de entre 6 e 14 anos, tenham os novos uniformes até o ano que vem. “Além de promover o melhor controle da frequência escolar, este é um projeto que reaproxima os pais do ambiente escolar”, acredita o gestor. “Notamos ao longo dos anos que muitos pais ficavam surpresos quando as escolas informavam a baixa frequência de seus filhos às aulas”, afirma Moraes. “Com o novo sistema, vamos intensificar o controle sobre os estudantes, evitando que eles fiquem nas ruas”. (Tiago Décimo | Agência Estado)
Para o estudante João Thiago Stilben, 22 anos, o fim do mês é sinônimo de dor de cabeça. Mesmo com uma mesada de R$ 500 e o salário de R$ 750 recebido pelo estágio na Confederação Nacional da Indústria (CNI), o saldo das despesas, muitas vezes, é bem superior à renda mensal, destinada a alimentação, lazer e combustível. O descontrole dos gastos levou o estudante a se enrolar em dívidas. Há quatro meses, ele acabou estourando o limite do cartão de crédito e do cheque especial, de R$ 300 cada. Desde então, foi obrigado a reduzir drasticamente as despesas para colocar o orçamento em dia. João Thiago engrossa a estatística dos jovens que se descontrolam com suas contas. Dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) revelam que 17% dos jovens entre 20 e 25 anos encerraram 2011 enrolados em dívida e sem condições de pagar. A quantidade de inadimplentes nessa faixa etária aumentou 7% em relação a 2010. E a corda no pescoço continuou apertando em 2012. Uma outra pesquisa, do SPC Brasil, feita a pedido do Correio, mostra que, no mês passado, 30,4% dos consumidores entre 18 e 29 anos estavam com débitos em atraso, 6% mais do que em janeiro e 2% acima de fevereiro de 2010. Continue lendo ‘Jovens e endividados’
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou a criação de uma prova nacional para medir o grau de alfabetização de crianças de 7 e de 8 anos. O exame, que será aplicado para todos os estudantes a partir do ano que vem, será uma ampliação da Provinha Brasil, que avalia o estágio de alfabetização e de conhecimentos básicos de matemática de estudantes do 2º ano do ensino fundamental. “A Provinha Brasil é amostral. Nós faremos um exame nacional para ver a qualidade do letramento”, disse Mercadante. O ministro afirmou também que “a garantia de alfabetização na idade correta, até 8 anos, é a grande prioridade da sua gestão. “O exame será para todas as crianças. Tem custo? Tem. Mas é muito menor que o da ignorância.”
Mercadante quer usar o desempenho dos estudantes no exame de alfabetização no Escola Sem Fronteiras, programa que vai oferecer bolsas de estudo em colégios privados de referência, como o Pedro II, do Rio, para professores cujos alunos de destacaram na avaliação. O outro indicador para selecionar professores do Escola Sem Fronteiras será o desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O ministro disse que professores com desempenho excepcional podem ganhar bolsas de estudo no exterior. “Já recebemos uma proposta da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e estamos discutindo com secretários de Educação, porque isso tem de ser feito em parceria. Quem administra a rede são Estados e municípios”, disse Mercadante. “Estamos chamando os secretários para participar do desenho do programa, da modelagem. Na quinta-feira haverá uma oficina dos secretários para que em conjunto a gente consiga fechar a proposta.” (Com informação do Estadão)
Organizações educacionais e ligadas a direitos humanos querem limitar o ensino religioso nas escolas públicas do País. O grupo quer proibir políticas como a do governo de São Paulo, que prevê o ensino religioso do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. O Ministério Público Federal viu como inconstitucional o decreto presidencial que confirma o acordo entre Brasil e Igreja Católica e a discussão foi parar no Supremo Tribunal Federal. As informações são do jornal Folha de S. Paulo. Para o MP, o texto que cita a presença do ensino “católico e de outras confissões” abre espaço para que haja catequese nas escolas, ao usar o temo “confissões”. O órgão defende que o ensino deve se restringir a exposição de práticas e da história das religiões. Os grupos envolvidos, Ação Educativa, Relatoria Nacional para o Direito Humano à Educação, Conectas Direitos Humanos, Ecos e Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher, dizem que os estados infringem a Constituição. No caso de São Paulo, um dos princípios feridos, é o de que o ensino religioso deve ser optativo. O aluno não tem a opção de não assisti-lo.
Com medo de continuar nas salas de aula por conta da violência nas escolas, os professores estão de olho na aprovação do projeto de lei 3189/12, do deputado federal Junji Abe que tramita na Câmara dos Deputados. O projeto aumenta a pena para crimes cometidos contra professores, servidores e alunos em ambiente escolar, alterando o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40). Segundo a proposta, será qualificado o homicídio cometido no ambiente escolar. Assim, a pena de 6 a 20 anos de reclusão (homicídio simples) é elevada para 12 a 30 anos). Já a lesão corporal passará a ser considerada grave, sempre que cometida na escola. Com isso, a pena de três meses a um ano de detenção sobe para dois a oito anos de reclusão. No caso de crime de constrangimento ilegal ocorrido na escola, a pena atualmente prevista (detenção de três meses a um ano, ou multa) passará a ser aplicada cumulativamente e em dobro. Além disso, a pena para ameaça (detenção de um a seis meses, ou multa) será aumentada em 50% se o crime for cometido contra professores, servidores ou estudantes. (Marcos Pereira | Hoje em Dia)
Em reunião conjunta entre a Comissão de Educação e Cultura da Câmara e a comissão especial do PNE, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou que as universidades públicas deveriam oferecer mais programas de formação de professores da educação básica. Segundo ele, apenas 16% desses profissionais são formados por universidades públicas. A maioria deles estuda em instituições particulares. De acordo com o ministro, cerca de 620 mil dos 1,9 milhão de professores da educação básica do Brasil ainda não contam com diploma de nível superior. “É evidente que as universidades públicas têm demandas do mercado de trabalho, mas elas terão de se dedicar mais à formação para a educação básica. Muitos países deram um salto de qualidade exatamente quando essa relação mudou”. O ministro também destacou a desigualdade regional nos índices de aprendizagem. Segundo ele, as taxas de alfabetização até os oito anos são muito diferentes nos estados do Sul-Sudeste e nos estados do Norte-Nordeste. “Se uma criança não é alfabetizada na idade certa, a defasagem idade-série tende a crescer e há grande chance de essa criança sair da escola no ensino médio” alertou. Continue lendo ‘Mercadante defende formação de professores em universidades públicas’
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação organizou uma paralisação nacional entre hoje (14) e sexta-feira (16) para exigir o cumprimento da Lei do Piso. O novo valor anunciado pelo MEC (Ministério da Educação) é de R$ 1.451. O protesto também defende um maior investimento público em Educação. Segundo especialistas ouvidos pelo UOL, o aumento do salário dos docentes é apenas um dos fatores que influenciam na melhora da educação e deve vir acompanhado de outras práticas para a valorização do ensino. “O professor tem que receber mais, mas só isso não basta. Seria importante que junto com o incentivo econômico acontecessem outras iniciativas. Tem que ter piso, mas tem que ter pedagogia”, afirmou Francisco Soares, professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e coordenador do Grupo de Avaliação e Medidas Educacionais na mesma instituição. Segundo ele, estudos mostram que a relação entre gastos com educação e aprendizado do aluno é pequena, como “qualquer outro fator isolado”. “Temos que pagar mais para os professores não porque vai gerar por si só melhor desempenho, mas é um dos elementos”, disse Soares. O professor José Marcelino de Rezende, da USP de Ribeirão Preto, também aponta o salário dos professores como uma das variáveis que contribuem para a qualidade da educação e que, por isso, deve ser mais valorizado: “Eu acho que a gente deve dobrar em média o salário do professor no Brasil, para tornar a profissão mais atrativa. Se eu quero atrair bons profissionais, tenho que gastar mais com salários”. O docente contou que muitos de seus alunos da USP acabam indo para outras profissões depois de formados, pois conseguem salários melhores em outras atividades, como em bancos, por exemplo. Continue lendo ‘Salário dos professores não resolve problema de qualidade da educação’
O programa de Financiamento Estudantil (Fies) teve em 2012, até o início de março, 75 mil contratos firmados com instituições privadas. Em 2010, o programa financiou 75.603 estudantes e, no ano passado, 152.406. As facilidades para obter o financiamento do curso de graduação têm atraído cada vez mais estudantes. A meta para este ano é de 200 mil novos beneficiados. A diretora de políticas e programas de graduação da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, Paula Branco de Mello, explica que a adesão das instituições privadas de ensino superior ao Fies é voluntária e, portanto, são elas que determinam o valor de bolsas a serem financiadas. “Chegado ao limite de financiamento daquela instituição, o estudante deverá procurar outra que ofereça o mesmo curso”, esclarece. Atualmente, 1.400 instituições em todo o Brasil participam do Fies.
Para informar os jovens sobre as facilidades do novo Fies, o Ministério da Educação está no ar com campanha institucional veiculada nas rádios de todo o país até 15 de março. A campanha tem o objetivo de tornar conhecido o Fies e permitir que estudantes com dificuldades financeiras possam ingressar na faculdade ou terminar o curso em que estão matriculados. O prazo de pagamento do Fies é o triplo do tempo de utilização do financiamento mais 12 meses, com 18 meses de carência. Ou seja, para um curso com duração de quatro anos, o estudante terá 14 anos e meio para pagar a dívida. Os juros são de 3,4% ao ano e é possível financiar 100% da mensalidade. Os estudantes de licenciatura e medicina que se dispuserem a trabalhar nas redes públicas de educação e saúde amortizam sem dispêndio 1% da dívida consolidada por mês de trabalho.(Ascom/Mec)