ESPECIAL: Teorias de aprendizagem – Construtivismo, a tentativa de caminho do meio

Com inatismo e empirismo apontando para lados opostos (“O saber está no indivíduo” versus “O saber está na realidade exterior”), o século 20 nasceu com uma tentativa de caminho do meio para explicar o aprendizado: a perspectiva construtivista. De acordo com essa linha, o sujeito tem potencialidades e características próprias, mas, se o meio não favorece esse desenvolvimento (fornecendo objetos, abrindo espaços e organizando ações), elas não se concretizam.

A presença ativa do sujeito diante do conteúdo é essencial – portanto, não basta somente ter contato com o conhecimento para adquiri-lo. É preciso “agir sobre o objeto e transformá-lo”, como diz Jean Piaget (1896-1980) (leia o quadro abaixo). Foi o cientista suíço quem cunhou o termo construtivismo, comparando a construção de conhecimento à de uma casa, que deve ter materiais próprios e a ação de pessoas para que seja erguida.
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Calendário de Capacitação/Abril

A programação completa de capacitação para o mês de abril/2016 já está disponível. Você pode baixar o arquivo (PDF) na aba “Capacitação” do blog NotaMáxima ou no endereço http://www.notamaxima.net.br/site/capacitacao

ESPECIAL: Teorias de aprendizagem – Empirismo, a absorção do conhecimento externo

Aristóteles (384-322 a.C.) apresentou uma perspectiva contrária à de Platão (como se vê no quadro resumo, abaixo). Segundo ele, embora as pessoas nasçam com capacidade de aprender, elas precisam de experiências ao longo da vida para que se desenvolvam. A fonte do conhecimento são as informações captadas do meio exterior pelos sentidos. Ideias como essa impulsionaram o empirismo, corrente favorável a um ensino pela imitação – na escola, as atividades propostas são as que facilitam a memorização, como a repetição e a cópia.

“Os empiristas acreditavam que as informações se transformam em conhecimento quando passam a fazer parte do hábito de uma pessoa”, explica Clenio Lago, professor de Filosofia da Educação na Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), em São Miguel do Oeste. Absorvidos tal como uma esponja retém líquido, os dados aprendidos são acumulados e fixados – e podem ser rearranjados quando outros conteúdos mais complexos aparecem. A mente humana é definida como uma tábula rasa, um espaço vazio a ser preenchido. “A criança é comparada à água, que pode ser canalizada na direção desejada”, diz Lago.
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ESPECIAL: Teorias de aprendizagem – Inatismo, o saber congênito

A busca por respostas começa na Antiguidade grega, com o nascimento do pensamento racional, que busca explicações baseadas em conceitos (e não mais em mitos) como uma forma de entender o mundo. Para os primeiros filósofos, a dúvida consistia em saber se as pessoas possuem saberes inatos ou é se possível ensinar alguma coisa a alguém.

Platão (427-347 a.C.) firmou posição a favor das ideias congênitas. Defendendo a tese de que a alma precede o corpo e que, antes de encarnar, tem acesso ao conhecimento, o discípulo de Sócrates (469-399 a.C.) afirmou que conhecer é relembrar, pois a pessoa já domina determinados conceitos desde que nasce.

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Escolas privadas brasileiras também têm baixas taxas de aprendizado e altos percentuais de reprovação

Imagine um sistema educacional em que dois terços dos alunos terminem o ensino médio sem aprendizado adequado em matemática; com mais de um terço dos professores do antigo segundo grau atuando sem formação adequada para a disciplina lecionada; que tenha taxas de reprovação muito superiores ao que é tolerado em nações desenvolvidas; e que, na comparação com países ricos e considerando alunos de mesmo perfil, fique sempre nas últimas posições em rankings internacionais de aprendizado. Parece que estamos falando da educação pública brasileira, mas esses dados são todos da rede privada, que atende a apenas 15% dos estudantes, especialmente os de famílias de maior renda.
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Dica de livro: A Organização do Currículo por Projetos de Trabalho

6-Organização-do-currículo-por-projetos-de-trabalho“Ainda que possa ser complementado por textos mais recentes, o livro A Organização do Currículo por Projetos de Trabalho – O conhecimento é um caleidoscópio mantém atualidade ao contribuir com uma discussão sobre a organização do currículo por meio de projetos que estimulam a resolução de problemas em equipe, a fim de estimular o pensamento crítico e a produção autoral e ofertar uma alternativa concreta para a pedagogia informativa e memorizadora.”

Fernando Hernández e Montserrat Ventura, 200 págs., Ed Penso, tel.: 0800 703 3444 FREE, 70 reais

Dica de livro: O trabalho Docente

5-o-trabalho-docente“Bernardete Gatti é o principal nome da pesquisa nacional O trabalho Docente – Avaliação, valorização, controvérsias que revela, denuncia e defende as condições da profissão docente no Brasil. Todo professor precisa conhecê-la e pensar sobre as importantes questões que suas pesquisas revelam.”

Bernadete A. Gatti, 256 págs., Ed Autores Associados – Fundação Carlos Chagas, tel.: (19) 3789-9000, 59 reais

Calendário de Capacitação/Março

A programação completa de capacitação para o mês de março/2016 já está disponível. Você pode baixar o arquivo (PDF) na aba “Capacitação” do blog NotaMáxima ou no endereço http://www.notamaxima.net.br/site/capacitacao

Dica de livro: Itinerários pela Educação Latino-Americana

10-itinerários-pela-educaçãoItinerários pela Educação Latino-Americana – Caderno de viagens visa contextualizar o ensino brasileiro em relação a outros países, ajudando os aprendizes de docentes a compreender a profissão quanto questões nacionais numa perspectiva comparativa com a América Latina.”

Rosa María Torres, 341 págs., Ed Artmed, tel.: 0800 703 3444 FREE, 69 reais

Dica de livro: A Prática Educativa

9-a-prática-educativa-como-ensinarA Prática Educativa – Como Ensinar também é um clássico da Pedagogia ativa e construtivista baseada na prática intencional e organizada do professor. Bom começo para que os aprendizes de docentes possam compreender seu papel como planejadores e organizadores dos conteúdos de ensino, assim como da gestão do tempo e do espaço da sala de aula por meio de pautas e orientações justificadas pela função social do ensino e pela concepção dos processos de aprendizagem.”

Antoni Zabala, 224 págs., Ed Artmed, tel.: 0800 703 3444 FREE, 74 reais

Dica de livro: A Matemática em Sala de Aula

8-a-matématica-em-sala-de-aula“Smole é uma pesquisadora brasileira que propõe uma reflexão importante sobre como ensinar Matemática a partir das salas de aula e escolas brasileiras. A Matemática em Sala de Aula – Reflexões e propostas para os anos iniciais do Ensino Fundamental é um importante ponto de partida para desconstruir os mitos negativos em torno do ensino da disciplina.”

Katia Stocco Smole e Cristiano Alberto Muniz (orgs.), Penso 172 págs., Ed Penso, tel.: 0800 703 3444 FREE, 63 reais

Dica de livro: O Dia a Dia das Creches e Pré-Escolas

7-o-dia-a-dia-das-creches-e-pré-escolasO Dia a Dia das Creches e Pré-Escolas – Crônicas brasileiras traz histórias possíveis de práticas pedagógicas realizadas em diferentes creches e pré-escolas brasileiras podem servir de modelo afirmativo para aqueles estudantes que ainda desvalorizam o trabalho com a primeira infância. Fácil de ler, mas profundos por dar a voz a outros professores.”

Ana Maria Mello (org.), 241págs., Ed Artmed, tel.: 0800 703 3444 FREE, 61 reais

Calendário de Capacitação/Fevereiro

A programação completa de capacitação para o mês de fevereiro/2016 já está disponível. Você pode baixar o arquivo (PDF) na aba “Capacitação” do blog NotaMáxima ou no endereço http://www.notamaxima.net.br/site/capacitacao

Como evitar evasão escolar em 6 passos

Sua instituição de ensino pode evitar a evasão escolar através de práticas simples como:

  1. Faça pesquisas internas
  2. Promova eventos de integração para os pais
  3. Atenda aos pedidos dos alunos com agilidade
  4. Ofereça produtos agregados ao principal
  5. Faça avaliações preditivas das causas da evasão
  6. Proporcione diferenciais de ensino

8 passos para melhorar a captação de alunos

A disputa pelo mercado está acirrada em todos os níveis, e para instituições de ensino não é diferente. Mas com criatividade é possível aumentar a receita, melhorar a captação e a eficiência operacional.

  1. Facilite a vida dos alunos: qualquer que seja o nível de ensino, escola primária, curso de inglês ou preparatório para concursos, envolve pessoas que via de regra não tem tempo, vem de uma rotina estressante e cansativa e sabem reconhecer quando algo lhes facilita a vida. Evitar uma ida presencial à sede da instituição, oferecendo mecanismos que facilitem a vida moderna é um ponto importante que os clientes reconheçam ao fechar a compra.
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Dica de livro: Professora Sim, Tia Não

4-Professora-sim-tia-não“Paulo Freire deve estar presente em toda biblioteca de nossos futuros professores. Professora Sim, Tia Não – Cartas a Quem Ousa Ensinar, em especial, discute a profissionalidade docente, reflexão tão necessária nos dias de hoje.”

Paulo Freire, 128 págs., Ed Olho d’Água, tel.: (11) 3673-9633, 25,70 reais

 

Dica de livro: Afinal, O Que Os Bebês Fazem no Berçário?

3-Afinal-o-que-o-bebes-fazem-no-berçario“Registro da pesquisa desenvolvida no mestrado pelo jovem autor sobre quais ações dos bebês emergiam de suas experiências em contextos de vida coletiva e que impactos as mesmas criam nas práticas docentes dos adultos responsáveis. Afinal, O Que Os Bebês Fazem no Berçário? – Comunicação, autonomia saber-fazer de bebês em um contexto de vida coletiva coloca em evidência uma etapa infantil pouco valorizada nos cursos de Pedagogia.”

Paulo Fochi, 160 págs., Ed Penso, tel.: 0800 703 3444 FREE, 54 reais

Dica de livro: Alfabetização em Processo

2-alfabetização-em-processo“Escrito há vinte e cinco anos, Alfabetização em Processo contribui para que os aprendizes de professores compreendam os caminhos percorridos pelas crianças no processo de aquisição da representação escrita da linguagem e da representação por escrito de quantidades e operações.”

Emilia Ferreiro, 136 págs., Ed Cortez, tel.: (11) 3611-9616, 31,90 reais

Dica de livro: As Cem Linguagens da Criança

1-As-cem-linguagens“Clássico mundial a respeito do trabalho com a Educação Infantil na cidade italiana Reggio Emilia, aclamada como a melhor do mundo há 50 anos. As Cem Linguagens da Criança oferece importante reflexão sobre como as crianças são concebidas e suas aprendizagens baseadas nas relações, no contexto social e cultural e aponta para a importância da documentação pedagógica.”

Carolyn Edwards, Lella Gandini e George Forman, 296 págs., Ed Penso, tel.: 0800 703 3444 FREE, 78 reais

Hirokazu Yoshikawa: “A boa educação começa ao nascer”

O psicólogo americano, de origem japonesa, Hirokazu Yoshikawa escolheu estudar os impactos da pobreza e da imigração na educação. Chegou, então, a outro ponto de interesse: a infância, na faixa etária que vai do nascimento aos 5 anos de idade. Cuidar dos pequenos nesses primeiros anos de vida, afirma ele, é a forma mais eficaz de diminuir e até neutralizar os efeitos negativos que a pobreza causa na capacidade de aprendizado e no desenvolvimento das crianças. Professor da Faculdade de Educação de Harvard e da Universidade de Nova York, Yoshikawa esteve no Brasil para participar do congresso sobre infância da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal. Ele conversou com ÉPOCA sobre a importância de cuidarmos dos imigrantes, que chegam de outras nações ou que se mudam de áreas isoladas para as grandes cidades de um país. A negligência com os imigrantes, diz Yoshikawa, pode alimentar crises sociais e educacionais difíceis de ser remediadas.

ÉPOCA – Qual o impacto da pobreza na educação?
Hirokazu Yoshikawa – A pobreza tem um impacto enorme na educação e na capacidade de aprendizado da criança, por diversas razões. A mais evidente é a falta de dinheiro dos pais para pagar melhores escolas e comprar livros e brinquedos que a estimule. Sabemos que a boa qualidade da pré-escola tem um papel importante no desenvolvimento da criança. Pais de baixa renda têm pouco acesso a instituições como essas. E há impactos que vêm dessa circunstância. Um dos mais relevantes é o estresse dos pais que trabalham muito e, ainda assim,  não têm dinheiro para pagar contas. A falta de disposição gerada por esse estresse é um impedimento maior para os pais participarem da vida dos filhos do que a falta de tempo em si.
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